😍 Orgulhosamente meus.😍

😉 Quem esteja interessado pode contactar-me. Possuo alguns para disponibilizar. 😉
Anúncios

Sinto…

escreversonhar

Sentir, quem não sente?

Pego na caneta e sinto uma vontade incontrolável, de escrever.

Viver vidas que não são minhas mas por mim vividas.

Descrever sonhos mesmo que sejam irreais.

Voar como um pássaro… sem levantar os pés do chão,

Cruzar o universo… de dentro do meu quarto,

Conhecer muitos planetas… sem sair da Terra.

Encontrar novas formas de vida… partilhar os meus sonhos sem um único som.

Viajar no tempo… só com um simples pestanejar.

Ser rainha… mesmo sem trono ou reino.

Ser plebeia sem passar fome… mesmo sem trabalhar.

Colher as estrelas como se fossem as flores do meu jardim.

Enfeitar as minhas noites com o brilho dos pirilampos.

Colher mil frutos diversos da árvore do meu quintal.

Cobrir o meu corpo com um manto de seda brilhante como o luar.

Amar sem pudor numa entrega total.

Sentir todo o prazer do mundo em ondas de felicidade sem…

View original post mais 36 palavras

Reflexo.

Na beira de um rio uma criança olha o seu reflexo.

De olhar iluminado pela surpresa, agita a água.

A água brinca com a sua imagem,

Desliza e foge levando o seu reflexo,

Lentamente devolve o reflexo do seu rosto.

Um raio solar ajuda na brincadeira,

Projeta-se na água calma e ilumina aquele rostinho.

A criança ri de contentamento e surpresa.

Como pode estar um espelho no meio do riacho?

Deve ser magia! Só pode ser magia.

Eleva o olhar e repara no reflexo do sol numa gota de orvalho.

Sob os seus olhos brilha o mais belo diamante,

Um diamante líquido e efémero que brilha como o seu olhar.

Salta e grita de felicidade, ri numa saudável loucura,

O mundo é seu e o sol brilha só para ele.

No reflexo dos seus olhos vive toda a felicidade.

No reflexo dos seus olhos mora o mundo.

O sol reflete-se no riacho projetando raios,

Lindos raios coloridos que enfeitam as folhas,

As flores, os animais… os brinquedos.

Sim os brinquedos tinham tons de arco-íris.

Nunca tinham sido tão bonitos.

Cansado, olha os reflexos no riacho…

De sorriso no rosto adormece e sonha…

Sonha que viaja num raio de sol

Feito barco no riacho que corre.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

Carta de um não pai.

escreversonhar

Carta de um “Não Pai”

Lê até ao fim por favor.

Sei que fui um “Não Pai”.

Não partilhei o teu mundo.

Hoje tenho pena e vivo na dor,

Dor do que perdi …  dor por tudo.

Fugi … quis aventura.

Não criei amarras.

Estou velho, só e … vazio.

Não posso corrigir os meus erros.

Sonho… e sinto a tua dor.

Não me perdou … não me perdoes.

Pensei que vivia intensamente.

Criei … Criei nada, criei vazio.

Sinto-me oco, sinto que nada fiz.

Tudo o que importa perdi.

Perdi-te e não te encontro.

Perdi-me quando te abandonei.

Perdi-te e … não te mereço.

Daquele que te queria ter amado:

Teu: “Não Pai”

Fortunata Fialho

estudo_capa_completa_simplesmente historias (2)

View original post

“Simplesmente Histórias…” foi assim o dia do seu lançamento.

Como calculava não consegui dormir nada de jeito. De manhã estava em pânico, até chorei e tudo, como é que me iria aguentar sem nenhuma orientação? Tudo me parecia assustador e impossível de resolver.

O meu sistema nervoso estava a entrar em rotura. Por fim fechei os olhos e pensei:

– Tens de parar, não podes voltar a traz, afinal todos os dias enfrentas diversas plateias e nem por isso te acobardas.

Não podia voltar as costas, tudo estava marcado e a única saída era seguir em frente. Respirei fundo e tentei olhar para o lado positivo. Afinal éramos três e entre nós haveríamos de resolver a situação.

De repente lembrei-me de que precisava de dinheiro trocado e passei, rapidamente pelo banco, e troquei algum.

Com o dinheiro no bolso voltei para casa. Pelo caminho tentei delinear uma estratégia. Já com uma ideia do que deveria ser feito, almocei, tomei um duche calmante e comecei a distribuir trabalho. O meu marido seria o tesoureiro. Ele olhou para mim e nem teve coragem de responder, o meu tom era tão decidido que ele aceitou.

Chegados ao locar juntámo-nos as três e decidimos a ordem das nossas intervenções. Felizmente tivemos a colaboração do Senhor Vereador e, com o coração nas mãos aguardámos pelos convidados. Parecia que ninguém vinha, o tempo passava e a sala quase vazia.

Meu Deus que fiasco!

De repente a sala começou a encher e amigos e familiares continuavam a chegar.

O meu rosto iluminou-se e o lançamento começou.

Discursos emocionados, lágrimas que colhiam as palavras, e corpos crédulos, tudo acabou por correr muito bem.

Entre felicitações, beijos e abraços, foram distribuídos autógrafos e muitos sorrisos. Que bom é termos amigos e uma família que nos acarinhar.

Curioso! A primeira pessoa a surgir foi um completo desconhecido, muito simpático por sinal. Quem diria?

De regresso a casa a tranquilidade voltou e finalmente pude respirar de alívio. Foi um dia em cheio e, neste momento, sinto que valeu a pena.

Estou de rastos mas… valeu a pena.

Fortunata Fialho

Alentejo…

escreversonhar

Olho e sou rodeada por um mundo de cores envolto em suaves odores.

Planícies… não, telas coloridas, surgem de todos os lados.

Alguns génios pintores brincaram com paletas de cores.

Pinceladas, sabiamente distribuídas, surgem sob o meu olhar.

Alentejo, terra verde e florida, abraçada por luminosos raios solares.

O sol sempre que nasce, perante tal beleza, oferece-lhes o brilho dos cristais.

Pelos campos correm riachos, chilreiam pássaros, pastam animais.

Ranchos de trabalhadores espraiam-se pelos campos.

Trabalhadores, alegres, brincam e cantam enquanto labutam.

Enfrentam o sol e o frio, corajosamente, sem um queixume, sem um lamento.

Alentejo de gentes felizes e valentes, de vinhas e cearas sem fim.

Terra de noites calmas ao som do silêncio dos campos.

Silêncio repleto de barulhos noturnos.

Alentejo, terra linda, de gentes tranquilas e amáveis.

Meu berço… meu lar…. minha paixão.

Nasci no Alentejo… que sorte… que prazer…

Terra onde nasci… cresci… amei…

Terra onde…

View original post mais 8 palavras

Rosa saudade.

A tarde já vai longa e o sol necessita de descansar.

Lenta e tristemente tenta esconder-se.

Um vermelho intenso projeta-se da terra,

É o sol que se incendeia rabugento.

O sono tira-lhe o bom humor… refila.

O sono começa a vencer e o seu humor acalma.

Dos olhos semicerrados saem raios menos intensos.

O vermelho esbate-se tornando-se cada vez mais pálido.

Por vezes um raio intenso foge sorrateiramente,

Beija as nuvens que o cercam e, elas…

Ai! Elas coram de timidez e suspiram.

Recusam assumir a paixão que sentem… não podem.

Há muito que se apaixonaram pelo seu intenso brilho,

Quantas vezes sobem e dissimuladamente

Abraçam-no nem toque suave de alvo algodão doce.

O sol finge não perceber e… retribui.

Com receio de as queimar retrai-se.

O seu amor é impossível…

 Os momentos de ternura serão sempre fugazes.

O sol adormece e, no horizonte, surge uma luz rosa.

Rosa pálida encantadora, tranquila e repousante.

É o sol sonhando com o seu amor impossível.

Um amor que nunca poderá concretizar.

A tristeza invade-o e o seu corpo adormecido…

Projeta um encantador rosa… saudade.

Fortunata Fialho.

Mal me quer…

Nas mãos de uma criança uma flor perde as pétalas.

Mal me quer, bem me quer, mal me quer, bem me quer…

Ao olhar para um coleguinha de escola sonha com a resposta.

… bem me quer. Um sorriso ilumina o seu rosto.

Uma paixão imensa num coração pequenino.

A flor diz e ela acredita, ele a quer bem.

De longe olha-o embevecida.

A coragem falta e, o silêncio vence.

Amanhã vou brincar com ele e serei feliz.

O amanhã chegou e ela não brincou.

Timidamente, de longe o observou.

Um grande amor, uma timidez profunda.

Um desejo escondido no brilho dos olhos.

Os olhos chamam mas o som não sai.

Na mão outra flor. Bem me quer… mal me quer.

Não, a flor tem de estar errada!

Colhe outra e começa a desfolha…

 Bem me quer, mal me quer… bem me quer.

Os olhos voltam a brilhar e,

No banco do recreio continua a sonhar.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.