Prazer…

Prazer é estar nos teus braços, ver-me no teus olhos, perder-me nos teus abraços e inebriar-me do teu cheiro. Prazer é esperar pelo teu regresso e ver o brilho dos teus olhos quando me beijas e dizes que me amas. Prazer é mergulhar nos teus lábios e esquecer tudo o que me rodeia. Esquecer a longa espera durante a tua ausência e cair nos teus braços. Prazer é dormir em conchinha, sentir o teu calor e sonhar acordada. Prazer é amar-te incondicionalmente de corpo e alma. São os nossos carinhos, os nossos orgasmos e o abraço em que os nossos corpos se acalmam. Prazer é saber que sempre vou poder contar contigo mesmo que estejamos amuados, um com o outro. Prazer é fazermos as pazes e rirmos da situação. Prazer é ouvir-te dizer que, apesar de zangado gostas muito de mim. Prazer é comer aquelas amoras, que colhes das silvas que te arranham, só porque sabes que adoro amoras silvestres. Prazer é ouvir o riso dos nossos filhos e recordar aqueles momentos especiais da sua infância. Vê-los crescer, saudáveis e felizes. Ver os adultos que eles se tornaram e, mesmo assim, considerá-los os nossos miúdos.
Prazer é passear ao luar e conversar de tudo, dos nossos projetos, dos nossos medos, das nossas alegrias e das nossas tristezas. Prazer é poder adormecer a teu lado, acordar ao teu lado, viver a minha vida a teu lado. Prazer é saber que quando voltar para casa estarás à minha espera e que poderei desabafar contigo mesmo que tu não compreendas o que se passa… basta que me ouças. Prazer é partilhar os teus dias, as tuas dores e os teus medos. Prazer… és tu.

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

(Imagem retirada da internet)

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Estupidez é um estado que assiste a muito boa gente que pensa que pode mandar em tudo e em todos. Por outro lado, um estúpido pode pensar de forma contrária e deixar que outros mandem na sua própria vida. Estupidez também pode ser confundida com má educação, uma pessoa mal-educada revela uma estupidez incalculável. Uma questão se põe: E quando nos assola uma estupidez atroz e, sem que o notemos, só fazemos asneira da grossa? Não me considero uma pessoa mal-educada e muito menos estúpida, então porque faço tanta estupidez na minha vida? Será que todo o ser humano tem, latente em si, uma fonte de estupidez? Será que é uma doença contagiosa que ameaça tornar-se uma epidemia ou até mesmo uma pandemia? Evito a todo o custo ser estúpida e tento tratar as outras pessoas, e o mundo que me cerca, com respeito e consideração, então porque me acontece tanta coisa estúpida? …

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias

 

Imagem retirada da internet

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Partem…

Partem e não voltam, fogem sem saber porquê.

Podem fugir a vida inteira sem nunca partir, desejam e nunca obtêm.

Pobres coitados, sempre iludidos em busca de uma saída.

Partem mas não se afastam reencontrando, sempre,  aquilo de que fogem.

Pobres coitados eternamente iludidos numa fuga constante.

Parem, lutem, enfrentem e pensem um pouco.

Partir não é solução, viver é difícil e fatigante.

Podem viver em fuga mas, o sofrimento será constante.

Por vezes também eu fugi, nada adiantou!

Perseguida pelos problemas pouco me afastei.

Parei, refleti e resolvi ficar.

Passou o tempo de fugas, chegou o tempo de lutar.

Padeci, chorei, gritei em silêncio e venci.

Pessoalmente cresci e voltei a ser gente.

Progredi e conquistei, cresci e de novo sorri.

Prometi não mais fugir e investi em ser feliz.

Pude tornar-me forte, também o poderão ser.

Padecem todos os que teimam em fugir. Parem.

Parem, sejam corajosos. A força virá, vão ver.

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

 

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Tenho que fugir, ninguém me pode ver. Onde tinha a cabeça quando resolvi fazer tamanha asneira? Foge que te apanham e não voltas a ver a luz do dia. Quando aprendes a não te meter onde não és chamado? Tinhas passado e feito como todos os outros, virado a cara para o lado e seguido caminho. Tinhas que intervir. Maldita consciência, porque não me deixas em paz? Foge, eles não te vão perdoar.

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

 

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Sou

Sou… quem sou?

Sou árvore, riacho, montanha, glaciar, Sol, lua, escuridão… luz. Sou branca, preta, amarela, vermelha, Sou arco-íris. Sou humana, desumana, forte, fraca. Sou aquilo que sou e aquilo que sonho.
Neste momento cavalgo o vento, Navego nas ondas do mar, Voo nas asas dos pássaros, Dou passeios interestelares. Acaricio o sol, descanso na lua.
Contemplo a terra e… sonho. Sonha um mundo sem diferenças, Um mundo sem dor, um mundo sem cor. Um mundo arco-íris, um mundo luz. Um mundo sem sombras. Um mundo alegria. Um mundo amor.

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

 

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Quero ser eu mesma.

Quero ser aceite por mim e não pelo que os outros esperam que eu seja.

Quero ser autêntica.

Basta de tentar corresponder às expectativas dos outros, nunca o irei conseguir.

Se não for eu mesma, de certeza, vou falhar. Sempre que o tenho tentado falho.

Só posso ser melhor sendo autêntica, só posso dar o meu melhor sendo natural.

Por vezes sinto que remo contra a maré.

Porque teimam em pedir-me que seja outra pessoa?
Não consigo ser falsa, parecer algo que não sou, fazer algo porque os outros acham que é o certo não me torna melhor pessoa.

Eu sou como sou, normal e não gosto de me meter nas vidas alheias. Odeio intrigas e falsos testemunhos.

Gosto das pessoas como elas são e não pelo que aparentam. Não me interessa o seu credo, cor, saldo bancário ou profissão.

Quando gosto é sem interesse. Os outros não devem ser um meio para poder alcançar um fim. As pessoas não são objetos para serem usadas e deitar fora.

Quero confiar nos meus amigos, ter a certeza de que são verdadeiros amigos. Estou farta de amigos de conveniência.

Quero não voltar a ser usada, estou saturada da falsidade e traição.

Quero verdadeiros amigos. Amigos dos bons e maus momentos, que tenham coragem para dizer as verdades, que estejam presentes quando necessário, amigos em que possa acreditar.

Amigo não usa, apoia, aconselha, dá bons conselhos e ama incondicionalmente.

Amigo está presente para nos levantar sempre que tropecemos.

Amigo não pisa, não magoa e, sobretudo, não trai.

Amigos destes guardarei para toda a vida. Mesmo distantes estarão sempre no meu coração.

Quero… quero tanta coisa.

Sei que por vezes sou difícil e um pouco irascível. Isso não faz de mim má pessoa, só prova que sou humana.

Quero ser melhor sem deixar de ser eu mesma.

Quero…

 

Fortunata Fialho em”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

 

 

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Alegria

Atender o telefone e ouvir:

– Olá Tia, quando vens?

O abraço e beijo de uma criança que ama incondicionalmente.

A alegria quando recebe uma prenda.

O brilho dos olhos quando rasga o papel.

A qualidade não interessa, é uma prenda!

Boa ou não é sempre festejada.

Brinquedo maravilhoso que faz sonhar,

Viver as fantasias que só existem no seu mundo fantástico.

Ouvir uma vozinha contar uma história

A partir de imagens como se fosse o que lá está escrito.

Partilhar os brinquedos com os adultos,

Transformá-los em crianças.

Crianças que esquecem as suas tristezas,

Que riem como se retrocedessem a uma idade

Sem preocupações.

É tão fácil ser criança nas mãos de outra criança!

Reviver fantasias há muito esquecidas.

Construir novamente castelos nas nuvens,

Viajar no espaço e por fim acordar.

 

Fortunata Fialho em:

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Silêncio

Que silêncio…

Como é bom estar em silêncio,

Poder refletir sem ser incomodada,

Pensar… em tudo… em nada,

Sonhar acordada, planear os dias, ou as noites.

Ouvir o som do silêncio.

Quem não escutou o silêncio do campo?

O vento nas árvores, os chilreios dos pássaros,

O coaxar das rãs, o canto dos grilos.

Ouvir o riacho correndo, rolando os seixos,

Saltando obstáculos, acariciando os peixes,

Dando de beber aos animais,…

E o som do mar?

O bater das ondas, o murmúrio do oceano,

O vento acariciando a sua superfície,

As ondas penetrando no areal,

O borbulhar na areia.

Silêncio? Será que existe o tão almejado silêncio?

Mesmo assim adoro estes silêncios.

 

Fortunata Fialho em:

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Céu da minha cidade

Ir ás compras não me seduz muito, até parece que não sou mulher.

Hoje fazê-lo valeu a pena.

Sai do carro e quando olhei em frente deparei com um céu maravilhoso. O jogo de nuvens sobre um fundo azul parecia saído do pincel do mais talentoso dos pintores.

Não pude deixar de o guardar para sempre. A beleza tem de ser eternamente testemunhada e, a de um momento especial não o merece menos.

Comprovem. (fotografia não editada)

Fortunata Fialho

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