Sós…

Sós, tantas pessoas estão sós!

Hoje passou na televisão uma reportagem sobre aldeias quase desertas, nas quais só habitam alguns idosos. Numa delas vive um único idoso.

Perante esta triste notícia, dei por mim a pensar em como a vida destas pessoas deve ser difícil. A solidão dos seus dias deve ser aterradora. O isolamento a que se sujeitam é indescritível. Que acontecerá quando necessitarem de ajuda?

Quando observo os idosos das nossas cidades sentados nos jardins, nas esplanadas, participando em viagens, festas e tantas outras atividades, penso na solidão a que estão condenados aqueles idosos.

Alguém disse que a opção foi deles.

Não discuto isso. Pode ser verdade, mas quem pode abandonar as terras em que viveu toda a vida? Sair das suas casas, deixar as coisas que tanto lhes custou a juntar, abandonar as suas raízes. Algumas destas pessoas praticamente nunca conheceram outra localidade e as cidades ou vilas parecem gigantes assustadores que lhes tiram toda a liberdade e os devoram.

São pessoas simples que não saberiam viver de outra forma.

Sair do seu ambiente é como uma condenação a uma morte prematura.

Que se poderá fazer em prol destas pessoas?…

 

Fortunata Fialho em ”Simplesmente… Histórias”

Brevemente nas livrarias.

(imagem retirada da internet)

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