MÉTAMORPHOSE De branche en branche se tortille la chenille Dévorant toutes les feuilles sur son passage. Elle rampe ainsi jusqu’au bout d’une brindille Où des fleurs coquines dégrafent leur corsage. Soudain, devant elle, une ombre se profile. Frémissante et curieuse, elle relève la tête Et voit, illuminé par le soleil, gracile, Un être, aux ailes […]

via MÉTAMORPHOSE (Chantal Boqueho) — Arbrealettres

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