Horizonte

Paro o carro e olho o horizonte.

Estou cansada e recosto-me no banco.

Fixo os olhos em tudo o que me cerca.

Os campos estão verdes, tudo parece renascer.

Parece que um pintor andou a brincar com Cores.

Cansado de tanto verde,

Pincelou-o aqui de amarelo,

Ali de lilás, acolá de vermelho,

Branco, roxo…

Brincou com os tons do próprio verde,

Acrescentou castanhos, cinzas,…

Criou a paisagem mais bela de que me lembro.

Olho para cima e só vejo azul.

Entretanto, como o pintor,

Começo a brincar com os azuis.

Acrescento algumas pinceladas brancas.

O céu torna-se mágico.

Nele posso ver tudo o que quiser.

Continuo a olhar e tento reter tudo.

Quando estiver triste

Vou recordar a paisagem,

 Vou sorrir de felicidade.

 

Fortunata Fialho em: “Sentidos ao Vento (Momentos)”

 

 Região de Évora, Portugal (imagem retirada da internet)

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