Cinzenta.

Hoje sinto-me cinzenta.

Cinzenta como o céu que ameaça chuva.

No meu rosto também chove,

Uma chuva triste envolta em mágoa.

O meu peito dói.

Dói de uma forma tão profunda.

Dói de tristeza, de saudade e de solidão.

Cinzenta, a minha vida está cinzenta.

Parece pintada por um pintor daltónico e triste.

Quero cor n0 meu quadro.

Quero todas as cores do arco iris,

Quero todas as cores da felicidade.

Os meus dias devem ser azuis e as noites

Douradas.

Desejo ouvir risos, gargalhadas contagiosas.

Quero rir até limpar todo o meu cinzento.

Ficar luminosa como a felicidade.

E que todos à minha volta irradiem felicidade.

 

Fortunata Fialho em “Sentidos ao Vento (Momentos)”

 

dia-cinzento

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