Le vent soulève la poussière d’or de silex et d’os drainée par les glaciers De l’aigre harmonica s’égrène un chapelet de ritournelles Une feuille ourle sa paupière sur l’oeil trépidant du matin Lèvre gourmande le soleil approche à travers les buissons la jambe nue de la rivière Un saule a reconnu dans l’eau son frisson […]

via Le vent soulève la poussière (Jean-Vincent Verdonnet) — Arbrealettres

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