Mais uma história de “Simplesmente… Histórias”

Que tal se todos os guerreiros se armassem de lápis e borracha? Era uma boa ideia, não acham?

Nós, os professores, também possuímos armas. Livros, conhecimento, informação… lápis e borrachas. Investimos o nosso esforço a tentar mudar mentalidades, a tornar as nossas crianças mais informadas e menos manipuláveis. Dentro das nossas possibilidades somos guerreiros que nunca desistem, somos guerreiros que não derramam sangue nem ceifam vidas. A nossa guerra é mais justa, mais humana. Não olhamos a sexos, raças, religiões, politica, tratamos todos como iguais.

Todo o ser humano tem direito a uma educação laica e igualitária. Sabemos que por vezes, vezes demais a meu ver, aparecem aqueles que a pretexto de ensinarem iludem e manipulam o ser humano, tornando-o menos humano e ensinando-os a considerarem alguns, menos gente.

Um povo que tem livre acesso ao conhecimento é um povo mais desperto, capaz de criticar, analisar e interpretar o mundo. Aqueles que muito leem serão aqueles que mais preparados ficam para enfrentar o fanatismo, o separatismo e tantos outros perigos que nos cercam.

Usamos os lápis, quem diz lápis diz escrita, para fornecer conhecimento, para partilhar ideias, para tentar mudar mentalidades. Usamos a borracha para apagar o que de nocivo se escreve e corrigir os erros dos nossos semelhantes. Empunhemos estas simples armas e tentemos mudar o mundo para melhor. Podem dizer que são armas inofensivas, não o creiam, todos nós sabemos o poder da informação, da boa informação. Por algum motivo os manipuladores cortam o acesso a toda a informação que os possa colocar em questão.

Em Portugal foram colocados cravos vermelhos em armas, no mundo troquemos todas as armas por livros, todo o tipo de livros, por material de escrita, por conhecimento.

Comecemos, desde ontem, uma luta contra a ignorância, juntem-se a nós e ensinem tudo aquilo que sabem, até mesmo o analfabeto pode ensinar pois possui conhecimentos que pode e deve transmitir, basta que use a oralidade. Fomentemos, nos nossos descendentes, a vontade de aprender, de refletir, de discutir e de encontrar o seu próprio caminho.

De lápis e borracha, ou seja de conhecimento, lutamos contra a ignorância, contra ditadores, contra fundamentalistas e, sobretudo, contra todo o tipo de fanatismo cego.

Eu por mim continuarei a empunhar as minhas armas e, sem ferir ninguém, a combater a injustiça. Sei que faço parte de um exército com muitos soldados que investem todo o seu esforço, toda a sua cultura e todo o coração nesta cruzada.

Fortunata Fialho

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