😉 Algo de mim em “Simplesmente… Histórias” 😊

Lá fora está escuro, a chuva cai com bastante intensidade, não me apetece sair do sofá.

Cá dentro reina a calma e a harmonia. O silêncio convida à reflexão.

No aconchego do sofá penso… penso em como é bom ter um teto onde me abrigar, uma família com quem partilhar a vida. Penso em como é acolhedor o ambiente no meu lar.

Na televisão passa um filme, um bom filme mas muito gasto de tantas vazes ser visto. Desvio a minha atenção e pego no teclado, começo a escrever. As palavras surgem como por magia e, escrevo sem planos, vamos ver no que dá. No final posso apagar tudo, se não me agradar, mas neste momento deixo as palavras surgirem.

O silêncio convida a imaginação e imagino que amanhã será um dia muito especial, que algo de fabuloso vai acontecer, que o mundo vai entrar nos eixos e que não vai haver mais sofrimento.

Imaginar não custa, desejar também não e eu vou desejar com todas as minhas forças, pode ser que assim aconteça o grande milagre.

É incrível! Como é possível que, mesmo com esta idade, continue uma sonhadora? Não quero deixar de sonhar. Quero permanecer sempre com esta capacidade de acreditar no poder dos sonhos. Afinal são os sonhos que fazem evoluir todo o conhecimento, sem os sonhos, decerto ainda estaríamos a viver como nos primórdios da humanidade.

Seria giro agora ter de caçar para comer, logo eu que não consigo matar nenhum animal, decerto seria vegetariana.

Como seriam os sonhos dos nossos antepassados? Certamente foram grandiosos, talvez muito ingénuos mas, sobretudo, muito eficazes. Se assim não fosse ainda viveríamos como eles. Quem sabe! Talvez não fosse mau de todo.

Manter a inocência, a simplicidade e sobretudo a ingenuidade talvez evitasse muito sofrimento. Por outro lado penso se realmente seriam tão ingénuos e simples. Não entravam, eles, também em guerras, não tiravam também a vida dos seus semelhantes? Será que as coisas eram assim tão diferentes? Parece-me bem que não. Uma coisa é certa, não tinham este sofá acolhedor nem esta casa quentinha.

Aconchego-me no sofá e continuo escrevendo sem rumo, deixando as palavras surgirem na minha frente, numa sequência cadenciada, formando linhas e preenchendo o écran.

Confortavelmente recostada, contínuo a ouvir a cadência da chuva, está mesmo mau lá fora! Na televisão disseram que vai continuar assim nos próximos dias. Já começa a cansar tanta água, preciso de um dia de sol, de poder caminhar sem guarda-chuva, de sentir o calor no rosto e sobretudo de me sentir seca. Até os pássaros estão silenciosos, durante todo o dia. Gosto do seu som faz-me sentir bem.

O sono começa a tomar conta de mim, os olhos começam a pesar, a mão está mais lenta.

É serão e o cansaço não perdoa. A chuva não ajuda, parece dizer que são horas de ir para a cama.

Os olhos pesam, teimam em fechar-se. Uma doce preguiça toma conta do meu corpo.

Cada vez me é mais difícil concentrar. Tenho mesmo que terminar, amanhã vou ter de ler o que escrevi. Tenho de decidir se vou apagar ou não, se vale a pena deixar e não me preocupar com o resultado, talvez não esteja tão mau que necessite de ser destruído.

Enfim, amanhã logo vejo, agora vou deitar-me. Quem sabe… vou sonhar.

Quem sabe?

 

Fortunata Fialho

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