🔔”Simplesmente… Histórias” 🔖

(…) Hoje apetece-me passear. Percorrer os campos, cheirar flores, molhar os pés num riacho e respirar ar puro.

Não há nada tão compensador como uma ida ao campo. Engane-se quem pensa que vai encontrar silêncio, o silêncio não existe.

Como é bom ouvir o chilrear dos pássaros, os grilos, as cigarras, as rãs…

Gostava de conhecer o compositor que criou a sinfonia campestre. Onde se inspirou para obter tantas e tão harmoniosas notas musicais?

Sei o seu nome: Natureza.

Diz-se que aí se está em silêncio. Como eu gosto de escutar esse silêncio, pescar, ler um bom livro à sombra de uma árvore, fazer um piquenique em família ou simplesmente caminhar sem rumo.(…)

 

Fortunata Fialho

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Literatura vs. trânsito, ou como iluminar uma cidade — Folhas de Papel

“Literature versus Traffic” é o nome da criação artística de Luzinterruptus, uma instalação de 10.000 livros iluminados com lâmpadas LED ao longo de várias ruas em Melbourne, na Austrália. Os livros, retirados de bibliotecas públicas, receberam uma segunda oportunidade ao se tornar parte de um rio luminoso que viajou entre a Federation Square e uma outra rua […]

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😊😉”Simplesmente… Histórias” Quem tem curiosidade?😉😊

(…) Na minha casa separa-se, reutiliza-se e procura-se ajudar na criação de um mundo mais limpo e saudável. Não sei se será o suficiente mas já é alguma coisa.

Reciclagem… será que só este tipo de reciclagem é necessário? Não, não creio que seja suficiente.

É urgente reciclar mentalidades, atitudes, conceitos e, sobretudo, falsas verdades institucionalizadas.

Vamos reciclar-nos a nós próprios, aos vizinhos e familiares, aos governos e seus dirigentes e, urgentemente, reciclar as atitudes e ações do ser humano.

Reciclemos a forma como educamos os nossos descendentes, está visto que esta forma não está a resultar. Invistamos na sua educação, tanto cultural como sentimental. Um mundo mais culto e mais humano irá ser, de certeza, bem melhor.(…)

 

Fortunata Fialho

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Sentimentos — Poesia

Sentimentos Jamais sufoca-los em peito dormente Extravasam em marés e ondas do querer Latente toda a vontade do ser, realizar, fazer Perco-me por entre bailados de melodias, olfacto Desenhando cheiros e perfumes, odores… Sentimentos, cores e flores… Componho sinfonias, andamentos, palavras soltas Ocas de vento, sedenta de beijo… Sentimentos, um ou outro amor… No vácuo […]

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🌌O brilho das estrelas.🌌

Olho pela janela e o brilho das estrelas convida ao sonho.

Lá fora a noite envolve tudo em seu redor convidando os amantes.

Estou só! As horas passam e, finalmente a porta abre-se.

Sinto a tua presença e o meu rosto ilumina-se.

Continuo contemplando as estrelas e, ansiosamente espero.

O dia terminou e agora nada mais importa, o hoje já se foi e o amanhã ainda tarda.

O agora é só nosso e nada mais importa. Vem… faz o tempo parar.

As tuas mãos tocam os meus ombros e, lentamente, a roupa desliza pelo meu corpo.

O frio da noite mistura-se com o calor do teu corpo e estremeço.

Já não sinto frio, o calor invade a minha pele e… é tão bom.

Fecho os olhos e… sinto. Sinto o suave toque da tua pele… a carícia do teu respirar.

Quero mover-me e não consigo, o meu corpo recusa qualquer movimento.

O corpo deixou de ser meu, ficou preso no teu toque e no meu desejo.

Lentamente rodo e envolvo-te num terno abraço.

Tudo cessa. Não… tudo gira como um carrossel de emoções.

Não sei se vivo ou… se sonho. Devo viver… pareço respirar.

O meu corpo físico desaparece, no seu lugar fica um mundo de sensações.

Todo o teu corpo… o nosso corpo vibra e a entrega é total.

Só sinto, não penso, sou como um rio revolto em busca do mar.

O calor dos teus lábios descobre os meus como uma corrente de emoções.

Docemente os nossos corpos unem-se, fundem-se, tornam-se um só.

Ondas de emoção agitam o oceano dos nossos corpos,

Explodem na nossa praia como um tsunami avassalador.

O quarto tornou-se mundo e o nosso mundo universo.

Nos teus braços… nos meus braços… nos nossos braços, surge o universo.

O nosso universo cresce, expande-se e… a vida acontece.

Já não consigo ver as estrelas… as estrelas somos nós e… brilhamos.

Lentamente o universo acalma-se e o mundo retoma forma.

As ondas aquietam-se e os corpos repousam.

Envoltos nos nossos lençóis, abraçados repousamos.

Eu… sorriu e… contemplo o brilho das estrelas.

 

Fortunata Fialho

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✨ Esta noite…✨

Esta noite sonhei que dormia numa cama de nuvens,

Embalada pela brisa e coberta de uma manta de estrelas.

O sol surgiu… a manta caiu, e eu estremeci.

Os raios acariciaram meu rosto, beijaram minha boca,

Detiveram-se nos meus seios, afloraram meu ventre,

Deslizaram pelas minhas pernas… possuíram meu corpo.

Lenta e docemente o meu corpo agitava

E, eu fui nascente… rio… vulcão.

O sol partiu e o meu corpo repousou,

Calmo e tranquilo como as águas de um lago.

E o vento veio, agitou minhas águas,

Acariciou meu corpo, penetrou cada poro,

Possuiu minha alma… agitou-a.

Primeiro suavemente depois… depois fomos furação.

E o furação desvaneceu-se, voltou a ser brisa,

Pousou-me na areia da praia e… partiu.

Sobre um leito de areia descansei.

O mar soava e o meu corpo acalmava.

Os olhos fecharam-se e o som embalava.

O mar viu e a maré chamou.

A maré encheu e o mar acariciou meus pés,

Subiu minhas pernas, envolveu meu corpo.

Suaves ondas embalaram-me docemente.

Deliciada deixei-me ir…

E o mar calmo, de repente, foi tempestade

E… eu perdi meu chão.

Finalmente cansado acalmou, devolveu-me à areia.

Em maré baixa, tão lentamente como surgiu… partiu.

Não sei como nem porquê, rolei lentamente e…

Baixinho, docemente, os meus lábios sussurraram:

Meu sol, meu vento, meu mar… contigo sou feliz.

Envolta no teu abraço, tranquilamente… adormeci.

 

Fortunata Fialho

(imagem retirada da internet)

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📘📕📙 Livro 📙📕📘

Páginas em branco nos braços do sonho.

Sonhador de caneta em riste, munido de tinta, investe.

O negro das letras macula o branco num sopro.

A tinta movida pelo sonho, escreve.

A folha branca rende-se à ternura das palavras.

Nas páginas uma linda história toma forma.

Florestas encantadas ganham vida,

Figuras imaginárias povoam a memória.

Príncipes encantados, mares mágicos, fadas e elfos.

Flora falante guarda a sabedoria da terra.

Protegem aldeias mágicas.

Dragões vigiam no alto de montanhas.

Lançam fogo sobre terríveis inimigos,

Enquanto as montanhas se vestem de desfiladeiros.

Unos na luta contra o mal… sofrem.

Num reverso do destino os maus perdem,

As florestas revestem-se de flores e as criaturas dançam.

O amor paira no ar e os risos ecoam.

A felicidade contagiante povoa os sonhos de uma criança.

O livro cai… o sono venceu… no rostinho um sorriso.

E os sonhos? Ai os sonhos…

 

Fortunata Fialho

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