Sinto…

Sentir, quem não sente?

Pego na caneta e sinto uma vontade incontrolável, de escrever.

Viver vidas que não são minhas mas por mim vividas.

Descrever sonhos mesmo que sejam irreais.

Voar como um pássaro… sem levantar os pés do chão,

Cruzar o universo… de dentro do meu quarto,

Conhecer muitos planetas… sem sair da Terra.

Encontrar novas formas de vida… partilhar os meus sonhos sem um único som.

Viajar no tempo… só com um simples pestanejar.

Ser rainha… mesmo sem trono ou reino.

Ser plebeia sem passar fome… mesmo sem trabalhar.

Colher as estrelas como se fossem as flores do meu jardim.

Enfeitar as minhas noites com o brilho dos pirilampos.

Colher mil frutos diversos da árvore do meu quintal.

Cobrir o meu corpo com um manto de seda brilhante como o luar.

Amar sem pudor numa entrega total.

Sentir todo o prazer do mundo em ondas de felicidade sem par.

Sentir tudo o que quiser mesmo sem lhe tocar.

Sim, sinto que através da minha caneta tudo aquilo com que sonho se pode realizar.

 

Fortunata Fialho

 

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Um pouco do meu sentir num livro: “Simplesmente… Histórias”

 

🌺 Gasta-se o Tempo e não a vida. 🌸

‘Gasta-se o tempo e não a vida.’

 

Juntos tivemos partilha, vida, sonhos, vitórias… bons tempos.

Recordo a tua pele na minha pele, o teu sexo no meu sexo …

Parece que ainda sinto a intensidade dos nossos orgasmos e o êxtase dos nossos sentidos.

 

Sem limites dediquei-te toda a minha vida, toda a minha essência.

Vivi para os nossos encontros, para a intensidade dos nossos sentidos.

Nos teus braços esqueci-me de mim … eu não era nada sem ti.

 

No meio de muitas desculpas, disseste que o nosso tempo se gastou.

Não entendo como se pode gastar o tempo, o meu não se gasta.

Partiste … eu fiquei. Contigo levas-te o nosso tempo e, pensava eu, a minha vida.

 

Chorei a perca, chorei o abandono, chorei o desamor … chorei o nosso tempo.

Chorei até se me acabarem as lágrimas, e mesmo assim continuei chorando.

 

Continuo a amar-te mas, finalmente, revivi. Gastou-se o nosso tempo, não a minha vida.

Agora vou viver, talvez encontre outro grande amor… se não encontrar não importa…

Hoje o tempo é meu, finalmente recuperei-o. A minha vida, o meu tempo, já não és tu.

 

Hoje vou sair e divertir-me, flirtar, rir, amar, sentir o cheiro do mundo,

Escutar os sons da natureza, desfrutar do barulho do silêncio … viver o meu tempo.

Hoje vou obter o orgasmo dos meus sentidos e o êxtase da minha vida.

 

Hoje vivo o meu tempo, intensa e apaixonadamente. Não tenciono gastá-lo.

Caso se gaste o tempo não vou deixar que se gaste a vida. Vou continuar a viver, a sonhar e a amar.

Vou, eternamente, ser feliz e o tempo será só meu.

 

 

Fortunata Fialho

 

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💖Penso 💖

Penso num mundo florido, num mundo colorido,

Num mundo amor.

Num mundo onde a monocromia é triste… monótona.

Num mundo onde a cor se quer diversa.

Como as flores silvestres revestem os campos,

Cores diversas enfeitam aldeias, vilas… cidades.

Cor… muita cor… viva o colorido!

Preto, branco, amarelo, vermelho…

Que bem que ficam juntos!

Misturemo-las todas… aumentemos o colorido.

Castanho, dourado, amarelo-torrado…

Pintam as ruas e plantam sorrisos nos rostos.

Que cores tão unidas… que felicidade tamanha…

Unidas desfilam em suave harmonia.

De mãos dadas são flores deste jardim.

Coloridas, perfumadas, unidas…

Deliciam o coração e acariciam a alma.

Que mundo tão belo!

Um mundo colorido com laivos de carinho,

Vermelho de luz, amarelo de sol,

Preto… coberto de estrelas.

Que mundo tão justo,

Um mundo amor.

 

Fortunata Fialho

 

10495362
Castelo de Vide – Portugal

🐎🚃 Viajar. 🚢🐎

Viajar.

Hum… que bom.

Fecho os olhos e vou partir.

Neste momento estou voando,

Da janelinha observo as nuvens.

As nuvens são mundos onde vivem seres

Mágicos.

Durante o passeio contam-me pormenores da

Sua civilização.

Quero ficar a viver aqui.

Não posso… não consigo respirar.

Aterro e subo para um barco de cruzeiro.

O mar é tão azul … tão calmo.

Os golfinhos dançam e cantam doces melodias.

Juntam-se-lhe belas criaturas que eu nunca vi.

Donde surgiram?

O que são?

São Belas, melodiosas e graciosas.

Nunca assisti a um bailado tão belo.

No entusiasmo quero agradecer pessoalmente.

Desilusão, também não respiro na água.

 Tenho de ser salva pela mais bela dessas

Criaturas.

Agradeço.

Chego a terra e entro numa gruta.

Percorro uma galeria.

Não consigo voltar para trás.

Sigo caminho e encontro uma cidade.

Miniatura de crianças.

Parece vazia…

Entretanto alguém me pega na mão,

Olho para o lado,

 Vejo uma menina linda mas tão pequenina que

Quase cabe na minha mão.

– Anda comigo, vou mostrar-te onde vivo.

Olho melhor e vejo tantas criaturas na sua vida

Quotidiana.

Como as não vi logo?

Por vezes é necessário olhar para baixo,

 Desempinar o nariz e observar tudo bem.

Aqui vivi tempos fantásticos,

Aprendi imensas coisas novas,

O tempo parecia não passar.

De repente, sinto saudades da minha família.

 A menina leva-me a uma saída.

Digo-lhe adeus, com os olhos húmidos das

Lágrimas que teimam em cair.

Chego a casa e abraço todos.

Tentei explicar tudo o que tinha visto e vivido.

Engraçado…

Chamaram-me louca.

 

Fortunata Fialho

 

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😎😉”Simplesmente… Histórias”💐 Apelo de um náufrago😉😎

escreversonhar

Aqui, nesta ilha, até quase que sou feliz. Pensavas que isso era impossível?

As plantas são maravilhosas, os animais lindíssimos e a água límpida e pura.

Quando tenho fome é só colher, caçar e comer. Nunca tive fome. Mas…

Falta-me a tua companhia e o calor do teu corpo. Quero amar-te.

Falta-me sentir o doce sabor de um beijo, a terna sensação de uma carícia.

Quero perder-me no brilho do teu olhar e refugiar-me na segurança dos teus braços.

Tenho saudades do riso das crianças, do seu abraço ingénuo e do brilho dos seus olhos.

Lembro-me do brilho dos teus olhos quando dizias que me amavas.

Da vozinha dos nossos filhos quando chegava a casa. De todos aqueles brinquedos pelo chão.

Do teu cheiro nos nossos lençóis, do teu suor quando nos amávamos.

Olho para este mar imenso e sonho e sonho com um barquinho no horizonte.

Por esta ilha…

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L’aigle Noir (Barbara)

Arbrealettres




L’aigle Noir

Un beau jour,
Ou peut-être une nuit
Près d’un lac, je m’étais endormie
Quand soudain, semblant crever le ciel
Et venant de nulle part,
Surgit un aigle noir.

Lentement, les ailes déployées,
Lentement, je le vis tournoyer.
Près de moi, dans un bruissement d’ailes,
Comme tombé du ciel,
L’oiseau vint se poser.

Il avait les yeux couleur rubis
Et des plumes couleur de la nuit.
À son front, brillant de mille feux,
L’oiseau roi couronné
Portait un diamant bleu.

De son bec, il a touché ma joue.
Dans ma main, il a glissé son cou.
C’est alors que je l’ai reconnu :
Surgissant du passé,
Il m’était revenu.

Dis l’oiseau, O dis, emmène-moi.
Retournons au pays d’autrefois,
Comme avant, dans mes rêves d’enfant,
Pour cueillir en tremblant
Des étoiles, des étoiles.

Comme avant, dans mes rêves d’enfant,
Comme avant, sur un nuage blanc,
Comme avant, allumer le soleil,

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