­čŹâVento.­čŹâ

O vento ecoa lá fora num uivo doloroso e triste.

Transporta no seu rega├žo tramas e dores.

Embala os sonhos em doces melodias,

Cantado, melodiosas can├ž├Áes de embalar.

No quente do rega├žo materno crian├žas dormitam tranquilas.

Sonham com viagens e aventuras,

Sobem aos montes e saltam montanhas.

Embaladas pelas mães, levadas pelo som do vento voam.

Cavalgam drag├Áes e sobem aos c├ęus.

Um sorriso ilumina os seus rostos.

Pr├şncipes, fadas e duendes dan├žam ao vento.

Na noite ventosa soam murm├║rios de amantes,

Suspiros de prazer são levados para longe.

O amor propaga-seÔÇŽ viaja na ventania.

Povos escutam os segredos que o vento conta.

Irado o vento uiva, um incauto monte o travou.

Salta de ira e acalma-se na plan├şcie.

Perfuma-se nas flores, lava-se nos rios e mergulha nos mares.

Cansado de tanto correr acalma,

Tranquilamente adormece.

Agora ├ę ele quem sonha com terras distantes,

Com viagens maravilhosas e com novas gentes.

Tranquilamente embala-se eÔÇŽ

FinalmenteÔÇŽ sil├¬ncio.

 

Fortunata Fialho

 

Mulher vento 1
Imagem retirada da internet

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