Um sorriso

.

Um sorriso é o maior tesouro do mundo.

Um sorriso inebria, conquista… deixa-nos loucos.

Fui conquistada por um sorriso maroto,

Deixei-me levar por um sorriso encantador.

Pelo teu sorriso me apaixonei.

Com um sorriso conquistamos o mundo.

Num sorriso enfrentamos a vida.

Por um sorriso movemos montanhas.

O sorriso certo tira-nos o controle,

Perdemo-nos sem remédio… nem arrependimento.

Com um sorriso nos tentam enganar.

Um sorriso falso deixa-nos desconfiados.

Um sorriso forçado nos afasta sem remédio.

Diz o povo: com um sorriso o dia corre melhor,

Um sorriso no rosto afasta o sofrimento.

Um sorriso vence discussões… acalma corações…

Um sorriso brilha como diamantes,

Ilumina a felicidade, esconde a fealdade,

Com um sorriso, todos somos lindos… esplendorosos.

Um rosto sorridente atrai inexoravelmente…

Um sorriso é alma, felicidade, amor, pureza…

Derruba barreiras… passa fronteiras… une as gentes.

Eu quero, sempre, um sorriso puro e verdadeiro.

Fortunata Fialho

Quando o céu beija a terra.

.

Quando o céu beija a terra os rios enchem-se de diamantes,

Os mares refletem o luar em mantos bordados de luar.

Os campos ficam mais verdes e as gotas de orvalho brilham como mil sóis.

O trinado dos pássaros ecoa cantos de amor e paz.

As borboletas esvoaçam enchendo de cores os céus,

As flores emanam odores maravilhosos e os sentidos acordam deliciando-se.

Quando o céu beija a terra o mundo fica mais colorido.

Arco-íris enfeitam os ares projetando as suas cores,

Os olhos dos habitantes brilham como pedras preciosas.

Os risos compõem sinfonias e as gargalhadas ecoam-nas por toda a parte.

Quando o céu beija a terra os amantes atingem o êxtase.

Os terramotos são de orgasmos intensos,

Os maremotos carícias descontroladas.

Por todo o lado ecoam gemidos de prazer,

Palavras de amor e desejo ecoam por cima dos telhados.

Quando o céu beija a terra, o perfume de mil rosas sente-se no ar.

Cânticos de paz e carinho são soprados pelo vento,

Carícias de pura ternura acariciam numa brisa.

Vendavais de beijos invadem os quintais,

Entrando pelas janelas e renovando sentimentos.

Quando o céu beija a terra no mundo existe paz e amor eterno.

Tudo é bem melhor quando… o céu beija a terra.

Fortunata Fialho.

Nascer-do-sol.
A terra e o céu incendeiam-se quando se unem…

🌏 Obrigado. 🌏

Obrigado à vida que vivi.

Obrigada aos meus pais que me conceberam,

Obrigado por me terem educado como o fizeram.

Obrigado pelo carinho e amor que me deram.

Obrigado ao sol por nascer todos os dias,

Obrigado à noite que me aconchega.

Obrigado ao vento que me acaricia,

Obrigado à água que me refresca.

Ao amor que me completa um obrigado apaixonado,

Aos sorrisos dos meus filhos eu agradeço.

Obrigado por todos os beijos apaixonados,

Obrigado por todos os beijos babados.

Obrigado pela minha felicidade e pela minha paixão.

Obrigado pelas noites de paixão e pelos orgasmos a dois.

Obrigado pelos vossos abraços e pelos ombros amigos.

Obrigado por secagem as minhas lágrimas,

Obrigado pelas palavras de consolo.

Pelo brilho dos meus olhos agradeço às pessoas que me amam.

Por tudo o que de bom me aconteceu um grande obrigado.

A tudo que de ruim vivi, também agradeço,

Também isso me fez crescer como pessoa.

Obrigado… por tudo, obrigado.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet

Mentira lll

(…)Envergonhada e humilhada deu entrada no hospital. A polícia chegou, era óbvio que tinha sido brutalmente espancada, e ela olhando para a figura do marido que a olhava do corredor, declarou ter tido um acidente (pouco convincente) no trajeto para casa. O medo tinha tomado posse de si e a necessária força para se libertar suprimida.

De volta a casa os dias eram vividos no terror de falhar alguma coisa e no medo das más disposições dele. As agressões continuaram e ela foi ficando um farrapo incapaz de se defender.

Engravidou e acreditou que a vinda desse filho seria a sua salvação. Com a vinda de um filho ele iria mudar e tornar-se uma pessoa melhor.

Falsa esperança, já na gravidez foi agredida e uma grande contusão tomou conta da sua barriga. A criança nasceu e, como todas as crianças, chorava de noite com fome. Um dia, perante o seu horror a criança foi agredida para se calar.

Pegou no bebé e fugiu, pediu ajuda na polícia e o esposo ficou impedido de se aproximar deles… mas em liberdade.

A criança tinha-lhe dado forças para se libertar mas a justiça pouco ajudou.

Um dia, perante o olhar incrédulo da família, dois corpos jaziam nos mosaicos da sala. Um bebé ainda de meses e, a sua mãe jaziam num mar de sangue.

Ele era seu dono e eles não podiam viver sem ser a seu lado. Tinha o direito de fazer o que quisesse e, se não eram dele, não seriam de mais ninguém.

Numa mentira infame prometeu-lhe amor e, em vez disso deu-lhe terror e morte.

( Este texto é ficção mas quantas mulheres, crianças e homens vivem vidas de terror e violência das quais não têm força para fugir e, quando o tentam perdem a própria vida?)

Fortunata Fialho

Campanha APAV – Noivas

Mentira II

(…)

De volta a casa as rotinas foram-se instalando. Quando o marido chegava era obrigatório estar em casa e de refeições confeccionadas, se falhava ele ficava rabugento e de mau humor. Não fazia mal afinal era homem e os homens são mesmo assim. Quando pensava sair com amigos(as) ele inventava sempre um pretexto para adiar.

Lentamente ficou isolada e até a própria família se tornou distante.

As refeições começaram a estar mal confecionadas, a casa com pó, as roupas mal tratadas e as receções pouco calorosas. Na sua ingenuidade não estranhou, não reparou que algo de errado se passava e não era só com ela.

O que vinha sendo anunciado aconteceu, um dia em que o jantar estava ligeiramente atrasado, uma valente bofetada surgiu. De cara marcada e lágrimas nos olhos não queria acreditar. Ele desdobrou-se em desculpas incriminatórias e prometeu que nunca mais aconteceria. Ela apaixonada acreditou e desculpou, afinal a culpa tinha sido sua deveria ter feito a comida mais cedo.

Os dias sucederam-se e a qualquer suposto erro as recriminações sucediam-se fazendo-a acreditar ser culpa sua.

Um dia em que chegou mal disposto, não interessa porquê, as Agrações sucederam-se. De corpo marcado e a necessitar de cuidados médicos, foi ao hospital, tinha caído das escadas. Novamente, ele se desdobrou em desculpas e falsas promessas de um amor imenso, ela crédula ou amedrontada não fez queixa e voltou com ele. Nos dias seguintes foram flores e beijos envolvendo-a, assim na sua teia. O trabalho corria-lhe mal e ao chegar a casa, vendo um pouco de pó na entrada, começou agredindo com palavras e, quando ela se tentou defender… uma sova.

(…)

Fortunata Fialho

imagem retirada da net.

Mentira.

Ele chegou com um brilho no olhar, um sorriso travesso e prometeu amor eterno. O namoro foi um interminável desfilar de promessas de um futuro de felicidade.

Ela apaixonou-se e amou sem medos. Sentia-se a mais sortuda das mulheres. Todas as horas eram passadas juntos num qualquer cantinho isolado.

Os encontros com os amigos tornaram-se escaços, pelo menos para ela.

Quando os amigos lhe falavam, os olhos dele adquiriam um brilho estranho e, ela não percebia. Uma desculpa qualquer forçava-a a retirar-se. Por vezes surgia uma cena de ciúmes injustificados.

Ela, iludida num amor incondicional, ouvia as desculpas e desculpava. Afinal quem ama tem ciúmes.

Infelizmente há diferentes tipos de ciúme.

De casamento marcado os preparativos sucederam-se e uma exigência surgiu. O vestido de noiva não deveria ser muito decotado, ele não gostava. Não estranhou o facto de não poder escolher livremente todas as características do seu vestido de sonho.

No altar prometeram amar, respeitar e protegerem-se até que a morte os separasse. Todos pensaram que iriam viver longos e felizes anos. Afinal todas as pessoas que se amam pensam assim e tudo fazem para que seja verdade.

A lua-de-mel foi fantástica, o local escolhido era idilicamente isolado e paradisíaco.

(…)

Fortunata Fialho

Imagem retirada da net.

Um dos meus primeiros artigos deste blog: Os livros são para ler e … reler

escreversonhar

Neste mundo em que o facilitismo impera, consomem-se ideias pré-concebidas, pré-fabricadas por outrem, em vez de se formarem ideias próprias. Os livros são algo antigo de quem não tinha mais nada para fazer. Agora temos a internet, os jogos de computador, programas televisivos que só pretendem obter audiência e que popularizam jovens mal formados, pobres de valores e sem auto-respeito. Os livros servem para tornar as estantes mais vistosas e para passar a ideia de um falso estatuto, tendo para isso, de ter uma boa encadernação, ou ser dos mais falados da atualidade. Se alguma vez foram lidos já se perderam na memória.

Não tenho nada contra os novos meios de comunicação, pelo contrário, podem ser bastante úteis. Quanto a jogos também gosto. Sinto prazer num bom documentário, num bom concerto e num bom filme.

Quanto a livros adoro-os. Tenho bastantes e adoro passar tempo na sua companhia, com eles…

View original post mais 96 palavras