Olhando o céu.

Descanso no conforto da relva.

O sol envolve-me com o calor de inverno.

O vento subiu e brinca com as nuvens.

Como uma criança a brincar com algodão, molda-as.

Subitamente surgem montanhas cobertas de neve.

Alvas árvores oscilam ao sabor do vento,

Folhas brancas desprendem-se dos seus ramos.

Caem em brancos riachos de águas calmas.

Zanga-se e com uma rajada destrói toda a paisagem.

Outras nuvens se aproximam e, ele não resiste.

Desenha doces coelhos saltitando,

Pégaso surge voando, branco e irreal afasta-se.

Ao longe vislumbro duas crianças brincando.

Tudo se esfuma ao oscilante humor do vento.

Dois amantes abraçam-se sob um manto de prata.

Uma águia trespassa o seu leito desfazendo-o em mil pedaços.

Silenciosa procura uma presa… encontra e investe,

Pobre roedor… feito em pedaços…

As nuvens adensam-se, cobrem toda a tela,

Vencem o vento, não se deixam moldar.

O sol espreita e ainda consegue brilhar,

Timidamente projeta alguns raios.

Por fim esconde-se e o frio instala-se.

Eu, preguiçosamente, volto a casa.

A noite aproxima-se e o frio acaricia o meu corpo.

Nessa noite sonhei…

Sonhei que o meu mundo eram as nuvens,

Que o vento me transportava e…

Dormindo sorri.

Fortunata Fialho

Céus de Évora

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