Noite…

Onde está o azul do céu?

As nuvens iradas vedaram-lhe os raios.

Cortinas de nuvens, mantos negros, escuros véus.

Olho pela janela e o mundo parece ruir.

A tristeza e a saudade invade todo o meu ser.

Uma mensagem. Chego hoje.

Na mesa o meu melhor vinho rodeado de velinhas perfumadas.

De luzes apagadas as chamas tremem placidamente.

Uma chave na porta, uns passos que se aproximam.

Corro e caio nos seus braços e devoro a sua boca.

As palavras… são inúteis e não as articulamos.

Roupas esquecidas pelo chão, caídas como pétalas de rosas.

Corpos quentes e vibrantes… indistinguíveis.

Mãos que acariciam sem pudor,

Que reclamam cada poro dos nossos corpos,

Cada pedacinho de pele nos cantos mais íntimos.

O pudor ficou lá fora, as velas apagaram-se,

O vinho continua nos copos.

E os corpos?

Os corpos explodem num orgasmo intenso

Exaustos e plenos, repousam abraçados.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.
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2 thoughts on “Noite…

  1. Alberto Cuddel 8 de Abril de 2019 / 23:34

    Um poema maravilhoso, adorei o crescer da angústia e a reviravolta da chegada!

    Gostar

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