💨 Brisa.💨

Brisa.

Uma leve brisa beijou o meu rosto, suave e delicadamente.

Segredou ao meu ouvido todos os segredos do mundo.

Confessou que no ar paira o amor e a paixão,

Que também transporta o ódio e a intolerância.

Agita-os para que se misturem… espera que o bem apague o mal.

Com gotas de orvalho chora o seu insucesso.

O ódio não se dissipa e a intolerância teima em crescer.

O amor e a paixão aliaram-se á compreensão e ternura,

Armaram-se de beijos e abraços e montam a brisa.

Como Cavaleiros de armadura reluzente bramem suas armas.

A brisa, como um cavalo alado, corre em seu auxílio.

Cansada, a brisa descansa… repousa em meu redor.

Sofreu tantas derrotas e tantas vitórias…

A luta é eterna… o descanso efémero…

A brisa acaricia o meu rosto e… segreda:

A luta continua e… eu nunca desisto.

Numa rajada de vento eleva-se… gotas de orvalho caiem.

No meu rosto rola uma lágrima…

No meu rosto brilha um sorriso de esperança..

Fortunata Fialho

Imagem retirada da net (Projetando Pessoas)

Nunca mais é sábado.

escreversonhar

Durante toda a semana pensei:

-Nunca mais é sábado.

Chegou o sábado e o que aconteceu? Passei o dia a limpar a casa, tratar de roupa, cozinhar,…

Descanso que era bom, nem vê-lo. Durante a semana o tempo não dá para tudo e a desarrumação acumula-se.

A empregada só trabalha com a patroa em casa, e esta está lá tão pouco tempo que não consegue fazer a criatura trabalhar.

De notar que a funcionária sou eu depois de colocar o avental e pousar a pasta do trabalho.

Enfim amanhã é domingo…

O domingo chega, elaboro materiais para a escola, durante a semana o tempo não foi suficiente para fazer tudo quanto era necessário. É altura de testes e os prazos não perdoam.

Apanho roupa, estendo roupa, cozinho, passo a ferro,…

Bolas, estou tão cansada!

O fim-de-semana foi-se e de descanso nada.

Neste momento só penso:

-Nunca mais é segunda-feira.

Fortunata…

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🌈 Mundo arco-íris. 🌈

escreversonhar

Neste mundo cinzento e sombrio onde impera o medo,

A tristeza parece uma inevitabilidade.

Este mundo arde, explode, polui, destrói…

Distribui lágrimas e sofrimento como se fossem doces.

Um grupo de crianças brinca em torno de uma flor,

Nascida entre os escombros, brilha num vermelho rubro,

Rubro de luz, não de sangue, rubro de vida.

Uma mãozinha toca-lhe ao de leve e, como por magia, outras se lhe juntam.

Subitamente cobrem todos os campos…

Um verde intenso, pincelado das mais belas cores, cobre o chão.

O mundo transpira cor e alegria e, sem dor, pare amor.

Uma gargalhada infantil e um grito inocente,

“Vejam, parece o arco-íris!”

Por todo o lado nascem sorrisos, abraços e beijos.

O fogo só aquece, os rios são cristalinos e o ar nunca foi tão puro.

E o mundo cinzento e triste, agora é um mundo arco-íris.

Fortunata Fialho

thumb2-rainbow-mountains-summer-beautiful-landscapes Imagem retirada da internet. Desconheço o…

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Escuridão.

escreversonhar

A escuridão, nada tem de assustador.

Assustador é viver na escuridão,

Não ver o que nos envolve,

Desconhecer o que nos rodeia,

Não ter noção do que se passa.

Escuridão assustadora, é aquela de que não podemos fugir,

Que nos faz correr, sem nunca chegar ao fim.

Escuridão é desconhecer se teremos futuro.

Escuridão é não saber se os nossos filhos,

Poderão construir vidas próprias, serem independentes,

Terem filhos com futuros luminosos.

Escuridão é estarem a destruir o futuro por nós construído.

Escuridão é não poder garantir o futuro da nossa família.

Escuridão, esta, aterradora.

Por favor!

Iluminem a escuridão do ser humano.

Iluminem a minha escuridão!

Fortunata Fialho

capa-2953x2008 Inexperiência e coragem deram origem a esta primeira publicação. Disponível na Editora Bubok e na Amazon.

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Porque hoje é dia do abraço…

Quero um abraço.

Quero um abraço quente e apertado.

Um abraço consolo, um abraço amizade,

Um abraço paixão, um abraço amor.

Quero todo o sentimento num abraço de paz,

Num abraço de respeito… aceitação.

Quero um abraço sem cor, um abraço sem credo,

Um abraço partilha de puro amor.

Quero um abraço que cure, um abraço que dure.

Quero a eternidade num abraço,

No teu abraço… no meu abraço…

Que em todos os lugares se ofereçam abraços,

Se partilhem e passem de corpo em corpo,

Que essa partilha só termine no fim dos tempos.

Um abraço é um bem inestimável,

Saber abraçar é uma arte.

Quem abraça é o maior artista…

Que planta bondade em todos os corações,

Carinho em todos os olhares,

Amor em todo o ser vivo.

Quero o meu abraço especial… precioso,

Aceita o meu abraço… guarda-o no teu coração.

Fortunata Fialho

Mágoa.

Mágoa

De que serve amar sem limites?

Se fazemos o que lhes agrada somos fantásticos.

Se pedimos algo para nós somos egoístas.

De que serviu fazer tantas cedências?

Todos eram felizes mesmo que eu estivesse triste.

Eles pediam e eu dava…

 Eles não queriam e eu não fazia.

Os sonhos deles ajudei a concretizar,

Aquilo de que gostavam eu apoiei.

E eu? Que fingi que não sonhava?

Enquanto precisaram eu concedia.

Agora que peço para mim, não deixam.

Os meus sonhos não interessam

Não são importantes…

São devaneios de uma mente iludida.

Vaidades de uma louca,

Parvoíces de uma mulher na menopausa.

E a mágoa instala-se dolorosamente…

Rasga o peito e fere a alma.

Dói de forma silenciosa,

Corre em forma de lágrimas pelo meu rosto.

Retira o brilho dos meus olhos…

Instala a tristeza no meu rosto…

Fere profundamente como punhais…

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

“Quero um poema…”

Desde que somos concebidos a nossa vida é feita de sonhos. Os pais sonham futuros promissores para os filhos, eu ainda o faço com os meus.

Os filhos vão crescendo e vão sonhando sonhos próprios de cada etapa do seu crescimento. Passam pelos sonhos fantásticos, pelos incoerentes e inalcançáveis da adolescência e, finalmente, pelos mais realistas.

Todos crescemos, e muitas vezes, os sonhos perdem-se nas responsabilidades da vida adulta. Eu, como tantas como eu não perdi os meus sonhos, simplesmente os deixei em espera. Primeiro foram os filhos e sonhei o seu futuro. Lutei para que nada lhes faltasse e isso fez-me feliz. Os filhos cresceram e os sonhos voltaram.

Sempre fui uma pessoa que lia tudo aquilo a que tinha acesso, ler sempre me deu um prazer imenso. Da leitura à escrita foi uma evolução natural.

 Comecei a escrever porque escrever é um prazer imenso que me proporciona momentos muito reconfortantes. Escrevo o que sinto, o que sonho, o que desejo… escrevo por… tudo e por nada.

Na poesia encontrei uma forma de verbalizar sentimentos e assim surgiram diversos poemas dos quais partilho alguns com a esperança de que também façam felizes alguns sonhadores como eu.

Aqui vos revelo um pouco da minha alma, um pouco dos meus sonhos… um pouco de mim…

Fortunata Fialho