Mágoa.

Mágoa

De que serve amar sem limites?

Se fazemos o que lhes agrada somos fantásticos.

Se pedimos algo para nós somos egoístas.

De que serviu fazer tantas cedências?

Todos eram felizes mesmo que eu estivesse triste.

Eles pediam e eu dava…

 Eles não queriam e eu não fazia.

Os sonhos deles ajudei a concretizar,

Aquilo de que gostavam eu apoiei.

E eu? Que fingi que não sonhava?

Enquanto precisaram eu concedia.

Agora que peço para mim, não deixam.

Os meus sonhos não interessam

Não são importantes…

São devaneios de uma mente iludida.

Vaidades de uma louca,

Parvoíces de uma mulher na menopausa.

E a mágoa instala-se dolorosamente…

Rasga o peito e fere a alma.

Dói de forma silenciosa,

Corre em forma de lágrimas pelo meu rosto.

Retira o brilho dos meus olhos…

Instala a tristeza no meu rosto…

Fere profundamente como punhais…

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

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