Penso…

Penso…

Penso… não quero mas penso.

Penso no que aconteceria se o mundo rodasse ao contrário.

Se primeiro tivéssemos que morrer e só depois nascer,

Cometeríamos os mesmos erros?

Depois de tudo aprendido e vivido, seríamos diferentes?

Depois de ver o resultado dos nossos erros, cometê-los-íamos?

Será que o medo da morte se tornaria o medo do nascimento?

Será que a felicidade suprema seria alcançar a infância?

Que bom seria acabar a vida no colinho dos pais!

Que todas as perdas se tornassem retornos,

Que os entes queridos para nós voltassem,

Que as más recordações se apagassem,

Se só os bons momentos nos esperassem.

Será que a certeza de que morreríamos juntos

Nos faria amarmo-nos mais cedo?

Que saber que nunca perderíamos os nossos filhos

Faria com que mais facilmente os concebêssemos?

Será que ao vermos o planeta a sofrer o tentaríamos proteger?

Será que a poluição nunca precisaria de ser limpa,

Que os rios seriam para sempre puros,

Os mares mais azuis e cristalinos,

Os animais nunca se extinguiriam?

Depois penso… não quero mas penso.

Será que de tanto regredir nos apagaríamos?

Será que o mundo deixaria de ser mundo?

Que o universo nunca se formaria?

Então penso na impossibilidade…

Desejo que o mundo não mude a sua rota,

Que tudo volte aos seus eixos,

Que o homem acorde antes que seja tarde.

Fortunata Fialho

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