Escuridão.

Escuridão

Escuridão, tanta escuridão…

Por mais que tentem não conseguem ver.

Olham ao redor e procuram luz… escondeu-se.

Escutam e procuram risos… silenciaram-se.

Com os corpos procuram calor humano… rareia.

O fumo dos fogos tapa o sol,

As crianças choram de medo,

Os corpos fogem cheios de desconfiança.

Pelos cantos ecoam sons de ódio,

Em cada lar cerram-se as portas e janelas,

Procuram proteção que não existe.

O sol brilha intensamente mas a escuridão impera.

Em cada coração encontrou guarida,

No medo encontrou a sua força.

Milagrosamente um coração rompeu-se,

Em vez de sangue irradia luz,

Como uma pandemia contamina outros como ele,

Tantos corações cheios de luz!

Que pandemia implacável… nada a detém.

As sombras, amedrontadas, recuam,

Os campos enchem-se de flores,

As ruas de crianças a brincar.

Gargalhadas ecoam pelos ares.

A coragem voltou… o amor venceu…

A esperança voltou para ficar.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.
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