A cor da minha poesia.

escreversonhar

A cor da minha poesia.

Azul… sem dúvida a minha poesia é azul.

Azul como o céu, azul como o sonho, azul como o mar.

Azul… como o sentimento… como o amor.

Azul como o carinho do teu olhar.

Por vezes vermelha de dor, vermelha… como um vulcão.

De um vermelho tão intenso que cega e… onde me perco.

Vermelha… quando ardemos de paixão.

Hoje… amarela, brilhante, como o sol e os seus raios.

Laranja como esta fruta que me delicia.

Verde como os campos na primavera.

Verde como as, frondosas, copas das árvores.

Verde como a relva onde nos deitamos lado a lado.

Cor de mel como os teus olhos, profundos… intensos…

Dourada… prateada… como o brilho das estrelas.

Cintilante… esplendor dos nossos céus noturnos.

Cinzenta e negra como a dor de perder alguém.

Cinzenta como a tristeza… como a saudade.

Negra como um coração maldoso… insensível.

Eu quero…

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Sempre… ” Poesia Colorida”

Sempre…

Sempre que pelo meu rosto rola uma lágrima,

Olho para o horizonte e sonho.

Sonho que sou uma borboleta esvoaçando ao sol.

Uma flor que cresceu livre e vistosa no meio do campo.

Um pássaro livre de gaiolas, esvoaçando e trinando.

O vento que acaricia o teu rosto.

O sol que parece incendiar o teu olhar.

Uma nuvem que brinca com o vento,

Transmutando-se sem hesitar.

Um rio que corre para abraçar o mar…

Sempre que a solidão te machucar… vem.

Um abraço bem forte e um amo-te,

Acariciarão os teus sentidos.

Sempre que por mim chames estarei presente.

Sempre que me quiseres irei.

Sempre que me amares corresponderei.

Sempre que a tristeza te toque serei a tua alegria.

Sempre que as palavras te faltem serei o teu silêncio.

Sempre que o teu corpo gele serei teu agasalho,

Sempre que te desnudes serei a tua pele.

Sempre que precisares estarei aqui.

Para sempre serei tua e tu serás meu.

Fortunata Fialho

😇😉Ser Poeta. “Simplesmente… Histórias”😉😇

escreversonhar

Ser poeta é escrever com a alma, desejar o infinito e amar incondicionalmente.

Nas asas da imaginação colocar o mais profundo do seu sentimento e voar.

Vencer todas as amarras, voar nas asas de um momento e nunca deixar de sonhar.

Acreditar que a vida é encantadora e o amor… ai o amor… o melhor de tudo.

Não sei se sou poeta, só sei que adoro sonhar, transpor os limites físicos, acreditar…

Deixar que a minha alma se mantenha inocente e acreditar que os sonhos são reais.

Perder-me na beleza e eliminar toda a tristeza, viver a ilusão e manter a pureza.

Aqui, nestas linhas que escrevo, perco-me num mundo sem fronteiras e sonho…

Sonho que sou maior que o mundo, sonho que o meu poder é imenso.

Quero mudar tudo, quero abolir a dor e torná-la pura felicidade e… viva o amor.

Quero construir um mundo perfeito… nem que…

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Caminhada. “Poesia Colorida”

Chovia e mesmo assim fui caminhar.

Louca, com uma chuva destas?

Sim louca e feliz.

Que bom foi caminhar ao som dos meus passos,

Do bater da chuva na sombrinha,

Sentir o fresco da água nas minhas pernas e

Ser acariciada por uma brisa docemente molhada.

Pela ecopista, deserta, acompanharam-me os meus pensamentos.

Meditando procurei exorcizar fantasmas,

Dificuldades e, sobretudo desilusões.

Subitamente, só restou a doce calma do caminho,

O verde da vegetação, o perfume das flores,

O chilrear de algum pássaro mais aventureiro

E… sim a chuva, a doce e acariciante chuva.

Como podem simples gotas libertar-nos de todo o stress diário?

Como podem arrastar toda a fealdade dos dias tristonhos?

Como um rio que se forma, envolvem desgostos e contrariedades,

Arrastam-nos para longe, tão longe que não conseguem voltar.

Sozinha… comigo própria… lavei a minha alma,

Limpei meu cérebro e curei meu coração.

Caminhei… refleti… sonhei… renasci…

Chovia e… mesmo assim… caminhei…

Fortunata Fialho

Muitos parabéns filho.

Momentos de amor e ternura que mudaram o meu mundo.

Um sonho tornado realidade numa noite de verão.

Infinito como o universo… um amor que se expande infinitamente.

Todas as estrelas que a vista pode alcançar, refletem o brilho dos teus olhos.

Olhos que riem refletindo amor e felicidade.

Sol que afugenta a escuridão dos dias tristes.

Primeiro dos nossos dois grandes milagres.

Alimento da alma destes teus pais,

Recorda sempre o enorme amor que te temos.

Abraça todos os sonhos deste mundo.

Boas surpresas surjam, sempre, no teu caminho.

Encontra sempre o melhor rumo ao futuro,

Nunca desistas de ser feliz.

Sorri ou solta a maior gargalhada e afugenta assim qualquer dor.

Felicidade é o maior tesouro da vida.

Ilumina a vida de quem amas… e de quem te ama,

Lembra-te que não há amor maior que o dos pais.

Honra os valores que te ensinámos… semeia o bem,

Ouve o coração e saberás que um filho é… um diamante em bruto.

Fortunata Fialho

Meus dois pedaços de mim… meus dois amores incondicionais…

Palavras…

escreversonhar

Façam com as palavras, aquilo que quiserem, desfaçam-nas:

Separem-nas letra a letra e joguem, brinquem, façam-nas dançar.

Criem novas palavras, palavras de amor e alegria, palavras sãs.

Jamais escrevam a dor e o sofrimento, o ódio e a intolerância.

Escrevam palavras lindas, brilhantes como o sol.

Que brotem como as mais lindas flores num prado de melodia.

Que soem, cristalinas, como o riso feliz das crianças.

Façam com as palavras o que quiserem, esgrimem-nas como adagas.

Deem golpes de frases, decepem a ignorância, disparem conhecimento.

Com um arsenal de letras disparem palavras em rajadas de linhas,

Deixem correr rios de ideias, mares de entendimento.

Derrotem mundos de ignorância, criem países de sábios,

Façam surgir impérios de puros e bons sentimentos.

Não deixem morrer as palavras, curem-nas e estimem-nas.

A sua beleza é imensa e o seu poder incalculável.

Lancem-nas no leito das páginas e misturem-nas.

Elas vão revelar poderes imensos…

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Mentira.

Mentira

Ele chegou com um brilho no olhar, um sorriso travesso e prometeu amor eterno. O namoro foi um interminável desfilar de promessas de um futuro de felicidade.

Ela apaixonou-se e amou sem medos. Sentia-se a mais sortuda das mulheres. Todas as horas eram passadas juntos num qualquer cantinho isolado.

Os encontros com os amigos tornaram-se escaços, pelo menos para ela.

Quando os amigos lhe falavam, os olhos dele adquiriam um brilho estranho e, ela não percebia. Com uma desculpa qualquer forçava-a a retirar-se. Por vezes surgia uma cena de ciúmes injustificados.

Ela, iludida num amor incondicional, ouvia as desculpas e desculpava. Afinal quem ama tem ciúmes.

Infelizmente há diferentes tipos de ciúme.

De casamento marcado os preparativos sucederam-se e uma exigência surgiu. O vestido de noiva não deveria ser muito decotado, ele não gostava. Não estranhou o facto de não poder escolher livremente todas as características do seu vestido de sonho.

No altar prometeram amar, respeitar e protegerem-se até que a morte os separasse. Todos pensaram que iriam viver longos e felizes anos. Afinal todas as pessoas que se amam pensam assim e tudo fazem para que seja verdade.

A lua-de-mel foi fantástica, o local escolhido era idilicamente isolado e paradisíaco.

De volta a casa as rotinas foram-se instalando. Quando o marido chegava era obrigatório estar em casa e de refeições confecionadas, se falhava ele ficava rabugento e de mau humor. Não fazia mal afinal era homem e os homens são mesmo assim. Quando pensava sair com amigos(as) ele inventava sempre um pretexto para adiar.

Lentamente ficou isolada e até a própria família se tornou distante.

As refeições começaram a estar mal confecionadas, a casa com pó, as roupas mal tratadas e as receções pouco calorosas. Na sua ingenuidade não estranhou, não reparou que algo de errado se passava e não era só com ela.

O que vinha sendo anunciado aconteceu, um dia em que o jantar estava ligeiramente atrasado, uma valente bofetada surgiu. De cara marcada e lágrimas nos olhos não queria acreditar. Ele desdobrou-se em desculpas incriminatórias e prometeu que nunca mais aconteceria. Ela apaixonada acreditou e desculpou, afinal a culpa tinha sido sua deveria ter feito a comida mais cedo.

Os dias sucederam-se e a qualquer suposto erro as recriminações sucediam-se fazendo-a acreditar ser culpa sua.

Um dia em que chegou mal disposto, não interessa porquê, as Agrações sucederam-se. De corpo marcado e a necessitar de cuidados médicos, foi ao hospital, tinha caído das escadas. Novamente, ele se desdobrou em desculpas e falsas promessas de um amor imenso, ela crédula ou amedrontada não fez queixa e voltou com ele. Nos dias seguintes foram flores e beijos envolvendo-a, assim na sua teia.

O trabalho corria-lhe mal e ao chegar a casa, vendo um pouco de pó na entrada, começou agredindo com palavras e, quando ela se tentou defender… uma sova.

Envergonhada e humilhada deu entrada no hospital. A polícia chegou, era óbvio que tinha sido brutalmente espancada, e ela olhando para a figura do marido que a olhava do corredor, declarou ter tido um acidente (pouco convincente) no trajeto para casa. O medo tinha tomado posse de si e a necessária força para se libertar suprimida.

De volta a casa os dias eram vividos no terror de falhar alguma coisa e no medo das más disposições dele. As agressões continuaram e ela foi ficando um farrapo incapaz de se defender.

Engravidou e acreditou que a vinda desse filho seria a sua salvação. Com a vinda de um filho ele iria mudar e tornar-se uma pessoa melhor.

Falsa esperança, já na gravidez foi agredida e uma grande contusão tomou conta da sua barriga. A criança nasceu e, como todas as crianças, chorava de noite com fome. Um dia, perante o seu horror a criança foi agredida para se calar.

Pegou no bebé e fugiu, pediu ajuda na polícia e o esposo ficou impedido de se aproximar deles… mas em liberdade.

A criança tinha-lhe dado forças para se libertar mas a justiça pouco ajudou.

Um dia, perante o olhar incrédulo da família, dois corpos jaziam nos mosaicos da sala. Um bebé ainda de meses e, a sua mãe jaziam num mar de sangue.

Ele era seu dono e eles não podiam viver sem ser a seu lado. Tinha o direito de fazer o que quisesse e, se não eram dele, não seriam de mais ninguém.

Numa mentira infame prometeu-lhe amor e, em vez disso deu-lhe terror e morte.

( Este texto é ficção mas quantas mulheres, crianças e homens vivem vidas de terror e violência das quais não têm força para fugir e, quando o tentam perdem a própria vida?)

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

Amor… “Poesia Colorida”

Amor…

Amor é vida, luz, sombra, entrega, êxtase…

Amor é compreensão, ternura… aceitação.

Amor é entrega, respeito e carinho.

Amor é paixão, fogo… ternura.

Eu amo, amo sem restrições, amo sem limites.

Amo adormecer e acordar a teu lado,

Amo o brilho dos teus olhos, cada curva do teu corpo,

Cada imperfeição da tua pele, cada ruga do teu rosto.

Amo o sorriso dos nossos filhos,

Vê-los crescer plenos e íntegros.

Amor… é estar contigo, sentir o teu calor, ouvir a tua voz.

Amor é o brilho de felicidade nos olhos de uma criança,

A felicidade dos nossos filhos quando nos acompanham.

Amor é lutar por um futuro melhor.

Amor é rever-nos no brilho do seu olhar.

Amor é amar para libertar.

Amar é derrubar barreiras só para estarmos juntos.

Amor é dormir nos teus braços e acordar ao teu lado.

Amor é ir dormir amuados e acordarmos abraçados.

Amor é aceitar os defeitos,

Amor é apoiar e acarinhar, Amar é… viver.

Fortunata Fialho


Criança poema.

Criança poema.

            Um choro, ténue e desesperado, soa num quarto qualquer. Poema de vida em construção. Um abrir de olhos que apreende um mundo novo cheio de luz.

            Chora pela perda da segurança do ventre de sua mãe e, quem sabe se da dor sentida durante o seu nascimento.

            Num mundo desconhecido, inicia o seu percurso. Só… não com ajuda dos que o amam, escolhe o seu caminho. Nascer foi o início de uma, esperemos, longa caminhada.

            Pode haver poema mais belo que o riso de uma criança? Cristalino, puro, inocente, contagia todos ao seu redor. Quem nunca riu ao escutar o riso solto de uma criança? Eu nunca resisto a fazer-lhe coro. Remédio infalível que cura toda a tristeza, bálsamo que torna a vida bem mais suave e feliz.

            Envolta em sonhos onde imperam príncipes e princesas, cavalos brancos, seres mágicos… desenvolve-se. Dona de poderes imensos voa como um pássaro, nada com as sereias e corre como o vento. No seu mundo o bem vence sempre o mal, os bons são fortes e invencíveis e os maus caiem como folhas secas ao sabor do vento.

            Neste mundo mágico de histórias de encantar, cresce… escrevendo múltiplas linhas, doces e puras, no livro em branco da sua vida.

            Como eu recordo o início de vida os meus dois poemas, dos seus olhinhos brilhantes, das suas perguntas ingénuas… e até das suas maldades sem malícia. Crianças poema nascidas do amor que cresceram a escutar histórias e acreditando serem reais.

            Deambulo pelos caminhos e cruzo-me com tantos poemas em construção. Pelo ar ecoam gargalhadas e correrias sem fim. Lutas fingidas e ternuras imensas. Livros em branco com poucas páginas preenchidas, crianças poema em início de vida.

Fortunata Fialho