Caminhada. “Poesia Colorida”

Chovia e mesmo assim fui caminhar.

Louca, com uma chuva destas?

Sim louca e feliz.

Que bom foi caminhar ao som dos meus passos,

Do bater da chuva na sombrinha,

Sentir o fresco da água nas minhas pernas e

Ser acariciada por uma brisa docemente molhada.

Pela ecopista, deserta, acompanharam-me os meus pensamentos.

Meditando procurei exorcizar fantasmas,

Dificuldades e, sobretudo desilusões.

Subitamente, só restou a doce calma do caminho,

O verde da vegetação, o perfume das flores,

O chilrear de algum pássaro mais aventureiro

E… sim a chuva, a doce e acariciante chuva.

Como podem simples gotas libertar-nos de todo o stress diário?

Como podem arrastar toda a fealdade dos dias tristonhos?

Como um rio que se forma, envolvem desgostos e contrariedades,

Arrastam-nos para longe, tão longe que não conseguem voltar.

Sozinha… comigo própria… lavei a minha alma,

Limpei meu cérebro e curei meu coração.

Caminhei… refleti… sonhei… renasci…

Chovia e… mesmo assim… caminhei…

Fortunata Fialho

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