Vale a pena abrir e ler, muito interessante. Boa noite, Gente!💖💖🍷 Obrigada pelas visitas… — Maryworks

Boa noite, Gente!💖💖🍷 Obrigada pelas visitas… — Maryworks

O professor, o cigano e a negra

Ou se muda a forma de agir ou brevemente não haverá professores. Estamos cansados de ser destratados, desrespeitados, de ter de substituir as funções da família,…

Raquel Varela

O grande tema da semana foi o silêncio ensurdecedor do Ministério da Educação sobre uma família cigana que bateu numa funcionária negra, noutra branca e em dois professores – tudo com directos para a TV, em confissão pública com dolo. Ao mesmo tempo que agia suspendendo o professor que bateu no aluno, o Ministério da Educação e o Ministério Público remeteram-se ao silêncio quando a violência recaiu em directo sobre professores e funcionários. A família cigana bateu no aluno por esta mesma razão: o Ministério tem dois pesos e duas medidas – desculpando publicamente quem bate em professores ou agride verbalmente estes (o que acontece todos os dias), e agindo com mão dura contra um professor que bateu num aluno (algo excepcional) – assim, o sinal que está a dar à sociedade, e também o sinal que está a dar aquela comunidade cigana, é o de que podem desrespeitar os…

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Silêncio da noite. “Quero um poema…”

Silêncio da noite.

Acordo e o silêncio da noite mostra toda a sua intensidade.

Silenciosamente saio da cama e espreito pela janela do meu quarto.

As estrelas brilham e iluminam, graciosamente, o firmamento.

Uma chuva de estrelas cadentes presenteia-me com todo o seu esplendor.

Por momentos penso pedir um desejo por cada uma.

Missão impossível. São tantas e passam tão rápido que não as consigo contar.

Um sorriso ilumina o meu rosto e os meus olhos brilham intensamente.

Não tenho sono mas não faz mal, se adormecesse perderia toda esta beleza.

Ao longe o silêncio da noite, com especial fervor, faz-se escutar

Na sinfonia dos grilos violinistas, das cigarras flautistas,

Das rãs a marcarem o compasso e do vento num coro fantástico.

Tanta beleza no silêncio da noite transmite felicidade.

As horas passam e o cansaço não chega.

Não tenho sono e não estou cansada, estou maravilhada.

No silêncio da noite tudo é harmonia, tudo é felicidade.

O sol surge, timidamente, ao longe e o céu parece incendiar-se.

O dia espreita e ao som da noite junta-se a sinfonia do dia.

As estrelas escondem-se, o negro fundo da noite torna-se azul.

Os meus olhos fecham-se, por fim o sono chegou.

Deito-me, adormeço e sonho. Sonho com o silêncio da noite.

Fortunata Fialho

Tempo. “Poesia Colorida”

Tempo

O tempo não tem idade… não sabe onde nasceu.

O tempo é órfão e não sabe.

O tempo é Deus… é saudade…

É Fénix renascendo sempre que se fina.

É imortal… intemporal… eterno.

O tempo tarda… o tempo foge…

Espirito indomável… amante ciumento,

Possessivo, intenso… doce e terno.

Tempo dos amantes… terno e apaixonado,

Tempo dos inocentes… ingénuo e sonhador.

O tempo é criança traquina e apressado.

O tempo é velho… sábio e sensato.

O tempo é meu e não me pertence.

Traidor inclemente passa e não se detém.

Teimoso insensível, nunca volta atrás.

Lento e indolente, teima a tardar,

Rápido foge e não se deixa apanhar.

O tempo não tem tempo… que estranho!

Por vezes corre, outras é tão lento… que raiva!

Quero o meu tempo para te dar tempo,

Para isso preciso do tempo que o tempo não dá.

Tempo (in)justo, (in)clemente, padrasto… pai…

Acalma-te não te apreces, ainda tens muito tempo…

Sossega, descansa… passeia por aqui.

Tempo não me deixes… preciso de ti.

Fortunata Fialho

Amor… “Poesia Colorida”

Amor…

Amor é vida, luz, sombra, entrega, êxtase…

Amor é compreensão, ternura… aceitação.

Amor é entrega, respeito e carinho.

Amor é paixão, fogo… ternura.

Eu amo, amo sem restrições, amo sem limites.

Amo adormecer e acordar a teu lado,

Amo o brilho dos teus olhos, cada curva do teu corpo,

Cada imperfeição da tua pele, cada ruga do teu rosto.

Amo o sorriso dos nossos filhos,

Vê-los crescer plenos e íntegros.

Amor… é estar contigo, sentir o teu calor, ouvir a tua voz.

Amor é o brilho de felicidade nos olhos de uma criança,

A felicidade dos nossos filhos quando nos acompanham.

Amor é lutar por um futuro melhor.

Amor é rever-nos no brilho do seu olhar.

Amor é amar para libertar.

Amar é derrubar barreiras só para estarmos juntos.

Amor é dormir nos teus braços e acordar ao teu lado.

Amor é ir dormir amuados e acordarmos abraçados.

Amor é aceitar os defeitos,

Amor é apoiar e acarinhar, Amar é… viver.

Fortunata Fialho

Deixa para lá.

Se a vida te prega uma partida deixa para lá.

Tenta pagar-lhe da mesma moeda,

Troca-lhe as voltas, levanta-te e sorri.

Não lhe mostres as lágrimas, por vezes ela é má.

Nos bons dias proporciona-te boas surpresas,

Premeia o teu esforço de formas que nem imaginas.

Presenteia-te com o mais lindo raio de luz,

Com as estrelas mais brilhantes,

Com os perfumes mais inebriantes,

Com a felicidade de um sorriso que seduz.

Se a noite é tenebrosa e negra deixa para lá.

Procura a lua e pede-lhe as estrelas.

Projeta a luz das tuas lanternas,

Rasga-a com belos raios de luz.

Pinta-a de lindas estrelas brilhantes,

Salpica-a de pingos de intensa luz.

Terás o céu mais brilhante e…

No teu rosto brilhará a felicidade.

Se a tristeza te bater à porta deixa para lá.

Busca a felicidade, procura o amor,

Veste as roupas mais bonitas e sai.

Baila com todo o teu furor…

Percorre os campos floridos,

Lê o livro que reclama na estante,

Viaja nas suas páginas e adormece feliz.

Fortunata Fialho

Negro.

Negro

O negro desce sobre a terra e a luz perde-se no horizonte.

Um manto negro cobre tudo nas horas tardias.

No calor de uma lareira tosca de um pobre monte

Uma criança procura as estrelas através das vidraças.

Suas roupas são negras e as lágrimas correm no seu rosto.

Lá no alto as estrelas brilham como joias maravilhosas.

Uma brilha mais intensamente sempre que ele a olha,

No seu rostinho um sorriso se revela.

– Olha pai, é a mamã a mandar beijos.

Tinham-lhe dito que as pessoas não morrem,

Transformam-se em lindas estrelinhas no céu.

O seu coração brilhou por instantes soltando um desejo

– Vem ver-me todas as noites, brilha para mim…

Quero aceitar e devolver os teus beijos.

Um raio de luz surge, é o dia que se levanta.

Sob o parapeito da janela a criança adormeceu.

No seu rosto um sorriso brilha…

Tornando o coração do seu pai, que o observa,

Um pouco menos negro… e a dor esmoreceu.

Fortunata Fialho

🌊 Mar, tranquilo mar. 🌊

Nostálgico caminha sem rumo.

Pensativo deixa-se levar.

O barulho da cidade está cada vez mais longe.

Caminha envolto em tristes pensamentos.

Finalmente a quietude… o silêncio.

Uma gaivota soa ao longe.

Uma leve e fresca maresia acaricia o seu rosto.

Uma lágrima, salgada, sulca-lhe a face.

Seus olhos tristes, azuis como o mar, perderam o brilho.

Subitamente, seus pés pisam o areal.

Grãos finos abafam os seus passos.

Cansado repousa no Areal.

Ao longe o mar compadece-se,

Movimenta-se em suaves ondas…

Num concerto mágico acalma-lhe as mágoas.

Suavemente movimenta as conchas

Depositando-as a seus pés.

Uma criança acerca-se e, pegando num búzio, diz:

-Escuta o som do mar, é lindo e doce.

O seu sorriso, brilhante, irradia felicidade.

Ingénua, pura, ternurenta… que linda criança!

O mar salpica-lhe o corpo e uma mãozinha acaricia a sua.

No seu rosto, triste, desenha-se um sorriso…

O azul dos seus olhos adquire o brilho do mar…

A tristeza desfaz-se como a espuma das ondas…

A tranquilidade acaricia- lhe o coração…

Feliz… brinca na praia, apanha conchas,

Escuta os búzios, chapinha na água …

E… envolto em maresia… regressa feliz.

Fortunata Fialho

💞Feliz dia do Poeta. 💞

Penso

Penso num mundo florido, num mundo colorido,

Num mundo amor.

Num mundo onde a monocromia é triste… monótona.

Num mundo onde a cor se quer diversa.

Como as flores silvestres revestem os campos,

Cores diversas enfeitam aldeias, vilas… cidades.

Cor… muita cor… viva o colorido!

Preto, branco, amarelo, vermelho…

Que bem que ficam juntos!

Misturemo-las todas… diversifiquemos o colorido.

Castanho, dourado, amarelo-torrado…

Pintam as ruas e plantam sorrisos nos rostos.

Que cores tão unidas… que felicidade tamanha…

Unidas desfilam em suave harmonia.

De mãos dadas são flores deste jardim.

Coloridas, perfumadas, unidas…

Deliciam o coração e acariciam a alma.

Que mundo tão belo!

Um mundo colorido com laivos de carinho,

Vermelho de luz, amarelo de sol,

Azul como a doçura liquida da água.

Verde como os campos renascidos,

Preto… coberto de estrelas,

Prateado como os reflexos da lua,

Ternurento como as mãos rosadas de uma criança.

Que mundo tão justo,

Um mundo amor.

Fortunata Fialho

Crónica de um mexerico.

Crónica de um mexerico.

Sim, não tomei conhecimento por terceiros, eu estava lá quando tudo começou.

Era um final de dia em que o calor teimava em não amainar, subitamente a porta abriu-se e eles entraram. Estavam cobertos de suor mas pareciam pessoas honestas. Eram desconhecidos no bairro e procuravam alguém de quem não consegui ouvir o nome. O empregado pelos vistos também não conhecia essa pessoa pois a resposta foi curta e simples “Nunca conheci esse senhor, não deve ser desta zona”. O assunto parecia ter terminado ali, as pessoas agradeceram, olharam em redor e saíram.

No dia seguinte passei por um grupo de vizinhos que me olharam de forma estranha. Sem me importar segui caminho quando, subitamente, me tocaram no braço e perguntaram “É verdade que ontem uns sujeitos, de aspeto duvidoso, ameaçaram as pessoas no bar por não lhe terem dito onde morava a pessoa por quem perguntavam?”.

A minha surpresa foi total, de onde tinha vindo toda esta conversa?

Amavelmente desfiz o equívoco e expliquei o que realmente tinha presenciado e segui caminho, pensava eu que tudo tinha ficado esclarecido. No dia seguinte a campainha da porta tocou, um agente da autoridade identificou-se e pediu para eu lhe contar o que se tinha passado pois tinha recebido uma queixa de que uns indivíduos suspeitos andavam rondando o bairro e os moradores andavam assustados. Supostamente eram os mesmos que eu tinha visto no bar.

Era uma realidade, as pessoas tinham-se transformado em bandidos perseguidores altamente perigosos. Pobres criaturas que nunca mais tinham aparecido no bairro nem nas imediações.

Perante toda esta confusão provocada pelos mexericos de quem não tem mais nada a fazer, se me perguntarem se a língua do povo é perigosa para o coitado que for seu alvo, eu diria, sem hesitação, que sim.

Fortunata Fialho