Sons.

Sons

O sol começa a raiar, oculta a noite que se retirou para descansar.

Ao longe soam os chilreios dos bandos de pássaros que acordam.

Rasgando o ar, o vento faz as árvores cantar.

Os insetos, cansados de tanto murmurarem na noite, dormem.

Outros se levantam ecoando músicas românticas,

Em simultâneo com bailados ricamente coreografados.

As flores murmuram à brisa promessas de amor

Em envelopes feitos de puro perfume selados de margia.

Uivam os lobos, ladram os cães, balem as ovelhas,

Cacarejam as galinhas, piam os pássaros…

Nos lares ecoam gargalhadas cristalinas de crianças.

Pés apressados soam nas calçadas,

Tamborilam correrias nas ruas da cidade.

Conversas apressadas, bons dias apressados… beijos de despedida.

Por todo o lado ecoam sons, uns a medo sussurrando,

Outros gritantes, estridentes, exuberantes…

Sons campestres… sons citadinos… sons de vida.

Sons da minha infância, premonições de futuro.

Sons da alma, sons de sonho, sonhos de amor.

Sons… simplesmente sons…

Fortunata Fialho

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s