“Quero um poema…”

Quero um poema…

Quero um poema que não chore, um poema que ria.

Quero um poema que cure, um poema feliz.

Um poema doçura, um poema inocência.

Quero acordar e rir como nunca ri,

Olhar um mundo sem sombra de dor.

Quero o poema inocente dos olhos de uma criança,

Luminoso como o sol que incendeia o ar,

Pálido e romântico como o luar.

Quero o mais belo poema jamais inventado,

Quero um poema orgasmo de amor,

Brincadeira de criança que sabe voar.

Quero… viver esse poema… sonhar com ele…

Nas suas mãos ser os versos, as estrofes…

E em êxtase… calmamente… rimar.

Quero um poema amor, um poema flor.

Viver nos olhos de um leitor, no sonho de um escritor.

Quero ser palavra… quero ser verso…

Quero ser o livro de poemas idolatrado,

Durante séculos nos lábios dos enamorados.

Quero um poema eterno de paz e felicidade imensa.

Quero um poema doce… terno… quente.

Ao mesmo tempo puro… inocente.

Um poema futuro, um poema esperança.

Um poema que iguale todas as gentes.

Um poema sem cor, um poema amor.

Fortunata Fialho

Vida.

Vida

Nascer… viver… reproduzir… morrer…

Nesta vida há muitos natais felizes e cheios de esperança.

Natal é sempre que uma criança nasce,

Adorada por um séquito de familiares

Que a embalam e cuidam com toda a ternura.

Com ele transporta toda a nossa herança,

Aposta num mundo onde o amor cresce.

Menino(a) aí Jesus em casa de seus pais.

Luz que ilumina mais que o sol numa tarde de verão.

O tempo passa e os meninos crescem,

Orgulho dos pais somam anos,

Birras, sorrisos, vitórias e algumas desilusões.

Perdem a inocência, ficou em pedaços pelo caminho,

Somam novos sonhos e também mais algumas ilusões.

Também eles concebem frutos para novos natais.

Nas suas casas também se vai adorar os meninos.

A vida não perdoa e os natais serão os seus netos,

Novos aí Jesus de seus avós,

Cobertos por abraços e beijos de puro amor.

Neles depositamos a esperança no futuro…

A vida é tão curta e a morte não perdoa,

Implacável… em surdina… rouba-nos a vida.

Entre lágrimas e desespero… surge a saudade.

Milagrosamente, no leito de uma criança que nasce,

Uma estrela brilhante brilha mais intensamente

Sobre um berço, pobre ou rico, não interessa.

No seu intenso brilho… protege…

Sempre que alguém morre sobe mais uma estrela aos céus.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet

Penso. “Poesia Colorida”

Penso

Penso num mundo florido, num mundo colorido,

Num mundo amor.

Num mundo onde a monocromia é triste… monótona.

Num mundo onde a cor se quer diversa.

Como as flores silvestres revestem os campos,

Cores diversas enfeitam aldeias, vilas… cidades.

Cor… muita cor… viva o colorido!

Preto, branco, amarelo, vermelho…

Que bem que ficam juntos!

Misturemo-las todas… diversifiquemos o colorido.

Castanho, dourado, amarelo-torrado…

Pintam as ruas e plantam sorrisos nos rostos.

Que cores tão unidas… que felicidade tamanha…

Unidas desfilam em suave harmonia.

De mãos dadas são flores deste jardim.

Coloridas, perfumadas, unidas…

Deliciam o coração e acariciam a alma.

Que mundo tão belo!

Um mundo colorido com laivos de carinho,

Vermelho de luz, amarelo de sol,

Azul como a doçura liquida da água.

Verde como os campos renascidos,

Preto… coberto de estrelas,

Prateado como os reflexos da lua,

Ternurento como as mãos rosadas de uma criança.

Que mundo tão justo,

Um mundo amor.

Fortunata Fialho

Sim é Natal.

Sim é Natal

Por todo o lado são colocadas luzes natalícias,

As montras brilham apelando ao consumo,

Nas casas enfeitam-se árvores com fitas coloridas,

Pendentes de mil cores ostensivas.

Meias exageradamente grandes pendem das lareiras.

As crianças espreitam pelos cantos

Procuram embrulhos escondidos,

Ocultos ao seu olhar, longe das suas mãos.

Algures, no mundo, uma criança anseia por paz,

O Natal é um conto de fadas perdido no tempo,

As luzes são o tracejar de munições cruzando o céu.

No seu mundo os sonhos estão perdidos,

Presos na miséria e na dor, envoltos em sangue e lágrimas.

No meio dos escombros, busca um pedacinho de céu,

Num naco de pão para mitigar a fome.

Não deseja prendas mas sim um abraço,

Embrulhado em fé e esperança, enfeitado num raio de sol.

Pobre menino sem infância, pobre menino sem sonhos.

Este Natal só desejo paz, amor, ternura e …

Que todas as crianças possam ser o sol,

Que pelo mundo ecoem gargalhadas de felicidade,

Que em todos os olhos brilhe todo o esplendor do sol

Todo o brilho das estrelas…

Que a maior prenda seja paz embrulhada em carinho e amor.

Fortunata Fialho

Amor incondicional.

Amor incondicional

Nem todos os choros são de tristeza,

Nem todas as lágrimas são de dor.

Quando um recém-nascido chora pela primeira vez

O coração de uma mãe chora de alegria.

Ser mãe é uma dádiva da natureza,

Uma dádiva de um imenso amor.

Há muitos amores na vida.

Uns vêm e invadem o nosso coração,

Outros, lamentavelmente, acabam por partir.

Existe um amor incondicional… verdadeiro.

Um amor que por mais que seja posto á prova vence.

Por um filho uma mãe até dará a própria vida.

Por um filho uma mãe irradia felicidade…

Ou chora de dor quando ele sofre.

Um filho é uma parte de nós que por mais que tente…

Nunca se poderá separar.

Existe uma ligação invisível mas mais forte que tudo que os une.

Este sim é um amor incondicional que…

 Nem a distância nem o tempo podem apagar.

Fortunata Fialho

Postais antigos.

“Poesia Colorida”

Nas asas de um pássaro.

Nas asas de um pássaro viajo,

Corto os ares como um duende.

Vivo na magia de um sonho de criança.

Subo às alturas e desço vertiginosamente.

Tento abraçar as nuvens que se desfazem ao toque.

Pinto de branco as nuvens negras.

Agarro nos raios solares e neles me aqueço.

Nuvens viajantes correm comigo

Anunciando sonhos sem fim.

Transformam-se nos meus desejos,

Escrevem futuros para mim.

Abrigo-me sob uma pena solta,

Guarda-chuva improvisado.

Gotas de chuva deslizam,

Caem, em cristais de gelo, transformadas.

Brilham intensas como olhos de fada.

Cansada do voo peço para descer.

Em frondosa árvore pouso devagar.

Numa carícia agradeço à ave.

Que em trinado melódico me retribui.

De folhas verdes faço minha cama.

Ninho improvisado onde termino meu sonho.

Sonho que se eleva nas asas de um pássaro.

Fortunata Fialho

🎊Caro Diabo🎊 “Simplesmente… Histórias”🎊

escreversonhar

Caro Diabo. Depois de tentar comunicar contigo e de nunca receber resposta, ouvi dizer que as novas tecnologias te cativam. Acreditei, claro, pois tomei conhecimento de todos os teus seguidores e do mal que andam a fazer sem que se tenham de identificar.

Venho, esperançado de que leias e respondas como manda a boa educação, se é que ainda tens alguma, claro.

Peço que deixes a humanidade em paz, já lhes criaste problemas que cheguem. Tens feito um trabalho, de grande qualidade reconheço, em infernizar os desgraçados. Tiras-lhes o pão da boca, o dinheiro do bolso, a saúde e, como se não bastasse ainda os assustas de morte com terroristas, assassinos, violadores e outros que tal, que ensinaste na perfeição.

Não te resta um pouquinho de humanidade? O tempo comigo não te deixou nem um pouco de compaixão?

O pior disto tudo é que eu não tenho mãos a medir…

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Sonho acordada…

Sonho acordada…

Triste e melancólica olho o horizonte e, acordada, sonho.

Sonho que ao ligar o rádio as notícias são de esperança.

Que a televisão fomenta a cultura e o respeito.

No meu sonho os livros enfeitam as estantes de todas as casas,

Ao alcance de todas as mãos, independentemente da sua idade.

As crianças crescem a ouvir histórias de encantar.

Que ao adormecerem sonham com fadas, príncipes e princesas,

Com mundos de encantar onde só a felicidade entra.

Que não lhes escondem, ou manipulam, as histórias antigas.

Eles têm de saber que, mesmo nas suas histórias, o mal existe.

Que as princesas podem conviver com demónios, ogres, duendes…

O bem e o mal sempre caminharam lado a lado,

A luz e a sombra são inseparáveis,

O medo é saudável, fomenta a coragem que tudo pode superar.

Sonho que ninguém vive aterrado, que os erros do passado lhes serviram de lição.

Sonho que no mundo acabaram as guerras e as fronteiras.

Que o sangue não enfeita os solos e que os campos permanecem floridos.

No meu sonho o riso das crianças é puro e cristalino.

Sonho que não haverá mais órfãos, fome, doenças…

Sonho que ninguém fala em raças, que não existe o fanatismo,

Que todos somos iguais independentemente do sexo ou idade.

Sonho que o mundo é perfeito…Estou acordada e sonho.

Lentamente, encaro a realidade e uma lágrima percorre o meu rosto.

Triste mundo em que vivemos… a dor e sofrimento é uma constante.

O pesadelo acontece e… eu estou acordada e sonho…

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

💨 Sopro 💨

escreversonhar

Num sopro, suave e quase inaudível, o vento conta segredos.

Numa carícia fala de amores clandestinos,

Transporta gemidos de prazer… gemidos de felicidade.

Sofregamente beija-nos o corpo e envolve-nos num terno abraço.

Num sopro aquece a alma e faz-nos sonhar.

Eleva-nos aos céus, transporta-nos ao Olímpo.

Num sopro confesso o quanto te amo.

Num sopro convido-te para a minha cama.

Partilhamos os corpos e, num sopro do tempo, enchem-nos de beijos.

Soprando carícias, perdemos a noção do tempo.

Num sopro violento os nossos corpos explodem de prazer.

Num pequeno sopro, nossos corpos se separam,

Nossos lábios se colam, nossos olhos se fecham…

Nas asas do sono descansamos… abraçados.

Ao sopro das nossas respirações acordamos.

Num sopro de tempo nascemos… vivemos… morremos…

Fortunata Fialho

sopro

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