Caminhar…

Caminhar…

Na infinita sucessão dos dias melancolia e felicidade caminham lado a lado.

Melancolia observa o nascer do sol com lágrimas nos olhos,

Felicidade sorri com todo o esplendor do seu colorido.

E os dias caminham sem se deixarem travar… sucedem-se…

Rumo ao infinito inalcançável sem se cansarem.

Melancolia recorda os tempos passados e tenta olhar para trás.

Pobre melancolia, o passado já não pode enxergar.

Felicidade tenta ver o futuro que se oculta no horizonte.

Pobre felicidade, a impaciência não para de a atormentar.

Os dias sucedem-se, tomam-se anos… séculos.

A idade não os afeta, nunca envelhecem… não lhe é permitido.

 Melancolia tem saudades do passado… entristece.

Pobre melancolia, precisa da felicidade para a amparar.

Felicidade envolve-a num abraço que enternece,

Beija-lhe o rosto… limpa-lhe as lágrimas…

Fala-lhe de amor e esperança, canta com voz de veludo,

Canções de paixão e de sonho… plenas de esperança no futuro.

Melancolia e felicidade apaixonam-se e, entre abraços e beijos,

Caminham de mãos dadas rumo ao futuro lentamente,

Sem pressa aproveitam o momento,

E cada nascer-do-sol é o mais belo… e cada pôr-do-sol o mais radiante.

Fortunata Fialho

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