Saudade. “Poesia Colorida”

Saudade

Sou portuguesa… no meu peito habita a saudade.

Saudade dos tempos de infância e de toda a minha inocência.

Saudade do colo da minha mãe, o meu lugar seguro.

Saudade da sua voz, do seu cheiro… do seu humor tão próprio.

O tempo passa… a saudade aumenta.

As lágrimas diminuíram mas… a dor não.

Saudade dos dias despreocupados… sem obrigações.

Saudade dos tempos que já não voltam,

Das aventuras que vivi e… das que não pude viver.

Saudade da juventude que lentamente teima em me deixar.

Saudade dos nossos passeios, de mãos dadas, sem rumo.

Como era bom poder sonhar com o futuro,

Idealizar a nossa vida a dois, amar, sentir e sonhar.

Saudades dos amigos que perdi… o tempo os levou…

Saudades da infância dos nossos filhos,

Das suas gargalhadas felizes, das suas doces carícias,

E até das suas birras sem sentido.

O tempo passou e eles cresceram… inevitável!

Saudades daqueles que a morte me levou…

Dizem que mais tarde os encontrarei.

Não sei… será que é verdade?

Saudades… tantas saudades…

Saudade do tempo em que não tinha saudade.

Fortunata Fialho

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