Inverno.

Inverno

O vento assobia lá fora… bate em todas as janelas.

Placa todas as portas na vã tentativa de entrar.

Desesperado percorre todas as ruas.

Ninguém sabe se foge ou procura algo.

Eterno caminhante anuncia o inverno.

Persegue as folhas das árvores que se lhe adiantam,

Empurra grossas gotas de água projetando-as sobre as calçadas.

Nas suas rajadas voam prenúncios de frios.

Frios intensos que gelam os ossos.

Pessoas caminham apressadas,

Quentes casacos colam-se aos corpos.

Quentes cachecóis ondulam ao vento.

Exausto o vento adormece,

 Agora é brisa que enternece.

A geada, sorrateira, cobre os campos.

Um manto branco brilha sob as estrelas,

Lençol de diamantes cobrindo todos os cantos.

Um cheiro acre sente-se no ar,

Ténues neblinas contornam as casas.

Mil lareiras os lares aquecem.

Entre lágrimas de fogo e sombras incandescentes

Histórias de encantar ecoam nas salas,

Risos de crianças de olhos sonhadores

Enriquecem as noites, fruto de esperança…

Na ingenuidade da vida.

O inverno chega lenta e sorrateiramente,

Invade os dias convidando ao aconchego.

Logo, logo a primavera virá.

Pobre inverno… lentamente se irá.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da net.

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