Raio de luz.

Raio de luz

Pelo meio de mil nuvens, negras e sombrias,

Um tímido raio de luz espreita.

Ao longe, a uma criança de olhar triste,

O raio de luz acaricia o rostinho.

Os olhinhos iluminam-se e o raio cresce.

As brincadeiras sucedem-se.

Feliz, o raio viaja e pelos campos rodopia… dança.

No seu rodopiar aquece os solos, fá-los brotar.

Lindas flores cobrem o seu palco, perfumando os seus passos.

As nuvens comovem-se e choram grossas lágrimas

Regam os campos e engrossam os riachos.

Brancos lenços de nuvens algodão secam-lhes as lágrimas.

Lentamente, afastam-se e surgem mais raios de luz.

Das casas, bandos de petizes correm para na rua brincar.

E os raios de luz juntam-se… engrossam… alargam-se.

A timidez acaba-se e as nuvens libertam o caminho,

Agora o sol brilha e nos olhos de cada criança

Reflete-se em diamantes de felicidade.

O raio da luz, agora, é um gigante luminoso

Portador do calor do sol… entregando alegria…

Aquecendo a terra… abraçando os nossos corpos…

Raio amante… ternurento… fonte de vida…

Fortunata Fialho

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