Paixão

escreversonhar

Estou louca… louca
de desejo…

A água corre e desliza pelo teu corpo.

Lentamente retiro as minhas roupas.

Tu não vês… entro e, lentamente abraço o teu peito.

A água tépida acaricia-nos mas não acalma este ardor.

Bebo as gotas no teu corpo e mato a sede de ti,

Mordisco a tua orelha… e segredo…

Quero ser tua… quero que sejas meu.

Enrolo as minhas pernas nas tuas,

Lentamente acaricio cada pedacinho da tua pele.

Tu todo és mãos, boca e desejo,

Corpos incendiados pelo desejo… ardem.

Fogo que se alimenta os nossos fluidos.

Que tentamos extinguir com os nossos beijos.

Tentativa inglória…

Mega vulcão… em orgásmica explosão…

E a água lava o nosso suor e acalma…

Acalma o desejo e, numa caricia húmida,

Traz-nos de volta e num abraço

Segredo-te ao ouvido…

Obrigado.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

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Deixa-me ser poesia.

Deixa-me ser poesia.

Deixa-me ser poesia…

Escreve-me de todas as formas.

Escreve-me com beijos e rima-me com carícias.

Transforma os meus gemidos em poemas,

Envolve meus seios em quadras,

Transforma o meu ventre em sonetos.

Destrói os meus medos em sátiras,

Chove-me em gotas de rimas.

Transforma as minhas lágrimas em poemas de amor,

Os nossos orgasmos em vulcões de odes ao divino.

Os momentos mortos em poemas de paixão,

Os dias em epopeias versejadas,

Os segundos em viagens de poemas.

A vida em enciclopédias poéticas,

A dor em poema triste,

A felicidade em declarações poéticas.

Ama-me em ondas de poesia,

Segredo-me aos ouvidos poemas divinos.

Beija-me com palavras de amor.

Envolve-me em ti, minha poesia.

Torna-te o meu eterno poema apaixonado,

O meu poema eroticamente sonhado…

Deixa-me ser para sempre a tua poesia…

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet

Encontro.

Naquele final de tarde o calor convidava a uma saída.

No jardim perto do mar os bancos de pedra convidavam ao descanso.

A brisa refrescava-me numa terna carícia.

Tentei perder-me nas páginas do meu livro.

Não consegui.

Uma sensação estranha percorria o meu corpo,

Parecia que algo ou alguém me observava.

Passos, lentos e firmes, soavam cada vez mais perto.

“Posso fazer-lhe companhia?”

Emudeci, nunca um sorriso me tinha parecido tão belo.

Devo ter dito que sim, não me lembro.

O livro deixou de ser interessante e o calor voltou.

Tentava não olhar mas, os olhos não obedeciam.

Finalmente, não sei como, a conversa fluiu.

Não podia acreditar, parecia que sempre nos conhecêramos,

Gostávamos dos mesmos livros, dos mesmos filmes,

De passear no campo….

Devia estar a sonhar… as nossas mãos uniram-se,

Os corpos aproximaram-se… os lábios colaram-se.

O fim de tarde tornou-se noite.

As estrelas brilharam mas o tempo parecia ter parado.

O nascer do sol foi o mais encantador.

Quando voltei a casa o sol já estava alto,

No livro um número de telefone e uma simples frase.

“Logo à mesma hora, no mesmo lugar”.

Tinha tido um encontro com o futuro… o meu futuro.

E as noites tornaram-se mais luminosas

Os dias mais solarengos…

E o banco de pedra o símbolo do amor.

Fortunata Fialho

😐 Lágrimas 😓

escreversonhar

No seu rosto correm lágrimas

Como gotas de orvalho, deslizam imponentes.

Sobras de um mar que oculta a visão,

Nascidas da mágoa e da dor.

Neste rosto de criança correm ligeiras.

Caiu? Que perdeu? Não…

Apenas o seu mundo ruiu.

Criança órfã crescendo no medo.

Criança vitima, criança tristeza…

Criança sem sorriso, criança tristeza.

Vive sob um rio de lágrimas de leito cinzento.

Num oceano de dor e que não conhece o sol,

Nunca cheirou uma flor, nunca escutou um trinado.

Criança sem teto crescida no horror.

Criança poema negro… criança pesadelo.

No seu mundo não há sonhos de encantar.

Criança sem saber sonhar.

Criança lágrima, criança dor… criança guerra…

Criança que… deveria ser só amor.

 

Fortunata Fialho

 

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E porque hoje é dia do livro.

Ler

Qual a melhor forma de passar o tempo?

Como podemos viajar sem sair do lugar?

Quando o desejo de fugir da rotina é muito.

Nada melhor que uma visita à estante, lá estão viagens, romance, cultura… companhia. Um livro não nos dececiona tem sempre alguma coisa a contar ou ensinar.

Tenho viajado muito pouco mas, conheço tantos lugares. Viajou pelo mundo nas páginas de um bom livro, ou revista, de reportagens sobre o que nos rodeia. Para onde vou a minha capacidade linguística não me incapacita, viajou em português. A comida não é problema, como com os olhos. Não dizem que os olhos também comem? Então acreditem é assim que me alimento nas minhas tranquilas viagens e ainda nunca adoeci.

Enquanto alguns se dedicam a saber da vida alheia, eu também o faço. Abro um livro com um bom romance e desfrutou das vidas nele, contidas. E como eu gosto de viver as suas histórias! Choro de emoção, rio de alegria e, por vezes até me apetece participar nas suas conversas.

Nas minhas estantes encontram-se mundos tão diversos mas muito emocionantes. Ajudam-me a passar o tempo e ainda me presenteiam com conhecimento e inspiração.

Como eu adoro ler!

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

Entre Rosas e Jasmins.

escreversonhar

Entre rosas e jasmins um recanto de merendas,

Envolto em deliciosos aromas aguarda.

Um casal apaixonado nele se vem sentar.

Promessas de amor envoltas em delicadas pétalas,

Polvilhada de delicadas flores de jasmim.

Beijos tórridos… carícias suaves…

Corpos que se juntam pela primeira vez.

O jasmim cresce ao seu redor,

As rosas curvam-se ocultando-os dos olhares.

O perfume embriaga e o amor acontece.

Os gemidos são abafados pelo agitar das folhas,

Palavras loucas presas no emaranhado,

Loucos contagiados, os jasmins as rosas vão beijar.

Os ramos entrelaçam-se para os amantes ocultar.

Os corpos vibram e… acalmam-se…

Os ramos soltam-se, as rosas coram, os jasmins empalidecem.

Lentamente deixam os raios do sol entrar.

E o recanto de merendas outros amantes parece aguardar.

Fortunata Fialho

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Um sorriso. “Poesia Colorida”

escreversonhar

Um sorriso.

Um sorriso é o maior tesouro do mundo.

Um sorriso inebria, conquista… deixa-nos loucos.

Fui conquistada por um sorriso maroto,

Deixei-me levar por um sorriso encantador.

Pelo teu sorriso me apaixonei.

Com um sorriso conquistamos o mundo.

Num sorriso enfrentamos a vida.

Por um sorriso movemos montanhas.

O sorriso certo tira-nos o controle,

Perdemo-nos sem remédio… nem arrependimento.

Com um sorriso nos tentam enganar.

Um sorriso falso deixa-nos desconfiados.

Um sorriso forçado nos afasta sem remédio.

Diz o povo: com um sorriso o dia corre melhor,

Um sorriso no rosto afasta o sofrimento.

Um sorriso vence discussões… acalma corações…

Um sorriso brilha como diamantes,

Ilumina a felicidade, esconde a fealdade,

Com um sorriso todos somos lindos… esplendorosos.

Um rosto sorridente atrai inexoravelmente…

Um sorriso é alma, felicidade, amor, pureza…

Derruba barreiras… passa fronteiras… une as gentes.

Fortunata Fialho

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🌉Encontro. 🌉

Encontro

Naquele final de tarde o calor convidava a uma saída.

No jardim perto do mar os bancos de pedra convidavam ao descanso.

A brisa refrescava-me numa terna carícia.

Tentei perder-me nas páginas do meu livro.

Não consegui.

Uma sensação estranha percorria o meu corpo,

Parecia que algo ou alguém me observava.

Passos, lentos e firmes, soavam cada vez mais perto.

“Posso fazer-lhe companhia?”

Emudeci, nunca um sorriso me tinha parecido tão belo.

Devo ter dito que sim, não me lembro.

O livro deixou de ser interessante e o calor voltou.

Tentava não olhar mas, os olhos não obedeciam.

Finalmente, não sei como, a conversa fluiu.

Não podia acreditar, parecia que sempre nos conhecêramos,

Gostávamos dos mesmos livros, dos mesmos filmes,

De passear no campo….

Devia estar a sonhar… as nossas mãos uniram-se,

Os corpos aproximaram-se… os lábios colaram-se.

O fim de tarde tornou-se noite.

As estrelas brilharam mas o tempo parecia ter parado.

O nascer do sol foi o mais encantador.

Quando voltei a casa o sol já estava alto,

No livro um número de telefone e uma simples frase.

“Logo à mesma hora, no mesmo lugar”.

Tinha tido um encontro com o futuro… o meu futuro.

E as noites tornaram-se mais luminosas

Os dias mais solarengos…

E o banco de pedra o símbolo do amor.

Fortunata Fialho