Negro.

Negro

O negro desce sobre a terra e a luz perde-se no horizonte.

Um manto negro cobre tudo nas horas tardias.

No calor de uma lareira tosca de um pobre monte

Uma criança procura as estrelas através das vidraças.

Suas roupas são negras e as lágrimas correm no seu rosto.

Lá no alto as estrelas brilham como joias maravilhosas.

Uma brilha mais intensamente sempre que ele a olha,

No seu rostinho um sorriso se revela.

– Olha pai, é a mamã a mandar beijos.

Tinham-lhe dito que as pessoas não morrem,

Transformam-se em lindas estrelinhas no céu.

O seu coração brilhou por instantes soltando um desejo

– Vem ver-me todas as noites, brilha para mim…

Quero aceitar e devolver os teus beijos.

Um raio de luz surge, é o dia que se levanta.

Sob o parapeito da janela a criança adormeceu.

No seu rosto um sorriso brilha…

Tornando o coração do seu pai, que o observa,

Um pouco menos negro… e a dor esmoreceu.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

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