Brisa.

Brisa.

Uma leve brisa beijou o meu rosto, suave e delicadamente.

Segredou ao meu ouvido todos os segredos do mundo.

Confessou que no ar paira o amor e a paixão,

Que também transporta o ódio e a intolerância.

Agita-os para que se misturem… espera que o bem apague o mal.

Com gotas de orvalho chora o seu insucesso.

O ódio não se dissipa e a intolerância teima em crescer.

O amor e a paixão aliaram-se á compreensão e ternura,

Armaram-se de beijos e abraços e montam a brisa.

Como Cavaleiros de armadura reluzente bramem suas armas.

A brisa, como um cavalo alado, corre em seu auxílio.

Cansada, a brisa descansa… repousa em meu redor.

Sofreu tantas derrotas e tantas vitórias…

A luta é eterna… o descanso efémero…

A brisa acaricia o meu rosto e… segreda:

A luta continua e… eu nunca desisto.

Numa rajada de vento eleva-se… gotas de orvalho caiem.

No meu rosto rola uma lágrima…

No meu rosto brilha um sorriso de esperança.

Fortunata Fialho

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