Estrela cadente. “Poesia Colorida”

Estrela cadente.

Noite estrelada e uma suave e fresca brisa noturna.

Um reconfortante momento de calma contemplação.

O brilho das estrelas parece saído de um sonho.

Contemplo cada uma delas como se fosse a única.

De rosto iluminado pelo seu reflexo, estou feliz.

O reboliço do dia de trabalho parece tão distante.

Subitamente, vinda do nada, surge uma estrela cadente,

Brilhante e apressada, rasga o negro da noite,

Inadvertidamente, ofusca a estrela mais brilhante.

Transporta tantos desejos formulados,

Precisa de os tornar reais.

Como? Ninguém sabe.

Os pedidos acumulam-se a cada segundo que passa.

Não hesito e formulo o meu antes que se esconda.

Desejo paz e felicidade para todo o ser vivo,

O fim da fome e o secar das lágrimas.

Peço que a gargalhada infantil nunca se apague,

Que se mantenha pela vida fora até ao fim do seus dias,

Que quando eles terminarem partam em paz e suavemente,

Que todas as criaturas nasçam perfeitas,

Que só existam bons pais, que o carinho seja infinito,

Que as discussões terminem com abraços…

Pobre estrela cadente. Como podes conceder tantos desejos? 

Fortunata Fialho

Um livro de que muito me orgulho e que gostaria que todos lessem.

2 thoughts on “Estrela cadente. “Poesia Colorida”

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