“Quero um poema…”

Criaturas da noite.

Ao longe pia uma coruja, o voo dos morcegos rasga o negrume noturno.

Chegou a hora dos habitantes da noite.

Medos infundados cerram as portas e apagam as luzes.

A beleza das estrelas ofusca as sombras noturnas.

Pelas ruas desfilam sombras… vultos de passagem.

Criaturas da noite em busca de diversão.

Jovens procuram através do conteúdo de um copo, desinibição.

Na senda dos estupefacientes procuram a fuga.

Outros, pelo seu lado, apenas diversão pura e sadia.

Pela noite todas as sombras caminham,

Todas as criaturas aparecem… deambulam… assombram…

No negro da noite caminham amantes.

Entre beijos escaldantes unem-se corpos,

Entregam-se… perdem-se… implodem e, finalmente, explodem em mil fogos-de-artifício.

Criaturas da noite que procuram prazer e felicidade.

Sombras inofensivas que caminham na noite.

Morcegos caçam sem piedade, vitimas inocentes sucumbem aos seus ataques.

Ao longe uma coruja procura a torre da igreja.

O seu pio sulca os ares e ecoa pela cidade.

Ao longe uma porta fecha-se movida pelo medo.

Criaturas da noite, fruto da realidade, fundem-se com o irreal.

Crenças populares afloram os sentidos.

As criaturas só procuram diversão e conforto.

Enfim… criaturas da noite… somente.

Fortunata Fialho

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