Fantasma do passado.

Fantasma do passado.

O tempo tomou conta do lugar retirando-lhe o brilho.

As pessoas esqueceram toda a sua glória,

As festas não voltaram ao seu seio.

Os seres vivos afastam-se e o vazio tomou conta do espaço.

As lembranças, teimosamente, ficaram.

Nas sombras um amor antigo impera,

Uma alma recusa-se a partir.

Espera por um amor que prometeu voltar…

Ninguém sabe porquê mas não voltou…

Na penumbra da noite volta e, olhando o vazio espera.

Perdeu a conta dos dias e só conhece a noite.

Uma noite eterna e ingrata…

Uma noite cínica e maldosa que o abraça…

Num abraço terrível de saudade e ausência.

E ele espera… espera… numa esperança eterna.

Já ninguém se lembra do seu drama,

Ninguém se lembra do seu nome…

Ele não se importa. Não perturba ninguém.

No lhe interessa quem passa…

Só o seu grande amor importa e… espera.

Pobre sombra sofredora, pobre alma ansiosa.

Fantasma do amor… fantasma de um passado esquecido.

Fantasma dor… fantasma amor…

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet.

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