Talvez hoje regresses!

Talvez hoje regresses!

Aqui sentada olho o mar que se agita indolente.

Ao longe, na linha do horizonte, navios que se afastam

Outros que surgem numa aproximação lenta.

Salpicos salgados humedecem-me o rosto.

Juntam-se a uma lágrima que ousa surgir.

Neste mesmo lugar nos despedimos.

Egoistamente só pensavas em ti… tinhas de partir.

Esta terra e o meu amor não te bastavam.

Prometeste, falsa e cinicamente, um dia voltar.

Embarcaste e nem um adeus

Nem um simples olhar para quem ficava.

Como uma tola iludida, aguardo o teu regresso…

Mesmo sabendo que aguardo em vão.

Peço ao mar que te traga…

Peço ao mar que lave de mim este amor…

Peço ao mar que me abrace…

Peço-lhe que disfarce as minhas lágrimas.

Mas o mar parece que me murmura

Talvez hoje regresse…

Fortunata Fialho

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