Preguiça.

Preguiça

Dizem que a preguiça morreu de sede com o focinho dentro de água,

Coitada… de preguiça nem sequer abriu a boca para beber.

A preguiça é a pior conselheira… com preguiça não se formou.

Nunca construiu nada novo… infelizmente dava muito trabalho.

Nunca cozinhou… ligar o fogão implicava o braço erguer.

Não tomou banho pois esfregar-se era muito laborioso.

Esperou a chuva para se limpar… e alguma sujidade a chuva levou.

A preguiça nunca se arranjou pois despir o pijama lhe era penoso.

Pobre preguiça, nunca casou, para responder sim tinha que falar.

O desgraçado do pretendente cansou-se de esperar e…

Outro alguém decidiu procurar.

Um dia decidiu viajar… ao primeiro passo tombou,

O esforço era tão hercúleo que logo desistiu.

Preguiça nunca brincou. Um dia tentou e abrir a porta logo a cansou.

Pensou em chamar algum amigo… não tinha nenhum.

A casa nunca limpou pois só pensar nisso era atroz.

A preguiça nunca cantou… decorar as letras recusou.

A preguiça tem fome e sede mas nunca ninguém a serviu.

Os dias passaram e a preguiça um dia adoeceu.

Quis pedir ajuda mas não se moveu.

Com preguiça de gritar ninguém se apercebeu.

De inatividade a preguiça morreu… coitada também nunca viveu.

Fortunata Fialho

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