Pai

Pai.

Na Vila de Alcáçovas, nasceu um dia um menino.

Cresceu traquinas numa família pobre mas com muito amor.

O tempo passava a correr e cedo tentou aprender um oficio,

Sapateiro como seu pai, deveria ser o seu futuro.

Cedo se apercebeu não ser esse o seu gosto.

Na construção civil aprendiz se tornou.

O trabalho rareava e fora o ganha pão procurou.

Percorreu terras em busca de trabalho e minha mãe encontrou.

Apaixonado… uma nova família iniciou,

Estudou e a sua vida melhorou.

Longe do frio, da chuva e da constante incerteza

A sua vida evoluiu, mas a sua terra nunca esqueceu.

Como esquecer os ninos e as ninas, o pirralho e o atabefe?

Como esquecer seus pais e irmãos de quem as raízes nunca se separaram?

Sempre que pode aí volta e, consigo nos leva.

Filho da terra, irmão destas gentes, amigo dos amigos

Com o seu amor nos contagiou,

Orgulhosos descendentes desta Vila, às duas nos tornou.

Meu pai… Feleciano, filho de Vitaliano e de Helena,

A Vila de Alcáçovas… orgulhosamente, sua terra natal.

Fortunata Fialho

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