Muitos parabéns princesa Mariana.

Mariana

             Num futuro nada distante, uma princesa estava quase, quase a festejar mais um aniversário. Ansiosa, contava os dias que faltavam e desesperava com a lentidão dos que teimavam em não passar.

            Finalmente só já faltava um dia.

            Nessa manhã, a caminho do seu colégio, a nave onde seguia teve uma falha de energia. Felizmente os seus avós moravam perto e assim poderiam carregar a bateria e seguir viagem.

            Vaidosa e impaciente deu um beijo a cada um dos avós e disse: “- Amanhã faço anos.”

            A avó respondeu: “- Quem te disse isso?” Ao que prontamente respondeu: “- Foi o meu pai.” Claro que palavra de pai valia mais que tudo.

            Entusiasmada afirmou que iria receber muitas prendas e notinhas. Acrescentou ainda que também adoraria roupas. Claro, vaidosinha como era, roupas novas eram sempre muito bem-vindas.

            Como o avô era muito brincalhão provocou-a dizendo que já lhe tinha enviado a prenda para o pai, uma grande caixa da melhor cerveja biológica e muito alcoólica. O seu rostinho mudou de expressão e, admirada, respondeu: “- Avô, mas eu não gosto de cerveja, cerveja é só para crescidos e eu só vou fazer cinco anos!”. Rindo, o avô aconselhou-a a pedir ao pai que lhas trocasse por umas notinhas.

            Nessa noite o sono não chegava e a ideia de ir receber cervejas em vez de brinquedos não a deixava nada satisfeita. Que raios estaria o avô a pensar? E a avó, porque é que se tinha rido e não tinha feito nada?

            Finalmente adormeceu e sonhou com muitos embrulhos, os quais abria e de onde saiam bonecas, joias brilhantes, estojos de maquilhagem, livros de histórias, jogos divertidos e algumas roupas bem giras e divertidas. Bem no final, uma grande caixa com um lançarote impressionante. Sofregamente, rasgou o papel e… surpresa… as malditas cervejas. Que raios, afinal sempre era verdade!

            Na manhã seguinte, o sol já ia alto quando acordou e, o robô mordomo já estava enfeitando toda a casa e a cozinheira, último modelo, fazia bolinhos, doces, refrescos e muitas outras coisas deliciosas.

            Finalmente a campainha tocou. Eram os convidados que começavam a chegar.

            A princesinha correu para abrir, não sem que primeiro perguntar cautelosamente quem era. Surpresa eram os avós que nas mãos traziam um grande saco com papeis coloridos lá dentro. Eram as suas prendas. O saco era leve de mais e as cervejas costumavam ser pesadas.

            Cautelosamente abriu os embrulhos e, lá de dentro, saiu um lindo conjunto de noite que deixaria todas as outras princesas com inveja e, um estojo que faria muito jeito para a ajudar a ficar ainda mais bonita.

            Com um sorriso de orelha a orelha, olhou para o avô, abraçou-o dizendo-lhe ao ouvido: “- Seu brincalhão, estavas a brincar comigo.”

Moral da história, afinal os avós gostam de pregar partidas às suas princesas.

Fortunata Fialho.

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