Minha querida caneta.

escreversonhar

Minha querida caneta.

Não sei que me deu quando resolvi abrir a gaveta.

No fundo, um pouco esquecida repousava uma das minhas canetas.

Coitada, com o tempo foi substituída por várias esferográficas.

Linda, elegante e muito artística, parecia sorrir pedindo para ser usada.

Tinha sede e ao tinteiro a levei a beber.

Agradecida acariciou a minha mão e segredou ao meu ouvido:

Vamos passear no teu esquecido caderno.

Convite aceite. Há tanto tempo que nele não escrevia.

Na folha em branco letras lindas surgiram.

Lindas letras artisticamente desenhadas.

As palavras sucederam-se num ritmo em crescendo,

As linhas ganharam vida e sorriram enquanto o aparo bailava.

E a caneta escrevia sobre o sol que nascia,

Sobre as folhas que esvoaçavam, sobre o riacho que corria.

Descrevia as gargalhadas das crianças, o trinar dos pássaros,

O zumbido das abelhas e o murmurar das searas.

Escreveu sobre os amantes que se beijavam,

Sobre…

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