Á beira do mar.

Á beira do mar.

Passeando á beira do mar, no fim da terra seca,

O rebentar das ondas provoca uma explosão de sonhos.

Pontapeio a realidade e dos meus pés soltam-se pássaros encantados.

Em voo silencioso levam mensagens de um tempo mágico.

Das suas penas soltam-se suspiros e risos de felicidade.

Os seus trinados são poemas de amor e paz.

Pela imensidão da areia molhada, nascem jardins encantados.

Cidades encantadas plenas de seres coloridos

Nadando por entre corais e florestas de algas.

Das profundezas ecoam belas melodias.

Uma orquestra de baleias ensaiam doces melodias.

Pontapeando as ondas solto diamantes

Brilham como mil estrelas, enfeitando o negro da noite.

Fecho os olhos e sonho com sereias,

Habitantes da Atlântica que ressurgiram no tempo.

Sentada na areia, viajo por terras longínquas,

Vivo romances inesquecíveis, danço nos mais belos salões,

Componho as mais impressionantes sinfonias,

 Distribuo felicidade e paz por todo o mundo.

O sol acaricia o meu corpo e os olhos abrem-se.

O dia nasceu e eu estou acordada.

O sonho, ai o sonho esse nem o brilho do sol apaga.

Fortunata Fialho

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😐Dúvidas!

escreversonhar

Alguém me disse que a minha escrita não era assim tão boa. Ouvir isto doeu, doeu muito.
Não tenho a pretensão de que sou uma grande escritora mas, bem cá no fundo, acho que não sou assim tão má. Quando escrevo não tenciono ser como ninguém, só preciso de ser eu própria e é isso que coloco naquilo que escrevo.

Quando escrevo deixo as palavras fluírem sem pensar muito, deixo que o sentimento mande e permito-me sonhar. Gosto de sonhar, se deixar de o fazer será um pouco como envelhecer e deixar que a morte me encontre mais depressa. Sonhando tenho a idade que quero e que sinto.

Os anos podem passar, e já passaram muitos, mas isso não vai impedir-me de voar quando me apetecer, nadar mesmo nadando pouco, correr mesmo quando o corpo se cansa, viver em mundos mágicos mesmo sendo irreais…

Talvez a minha escrita não seja…

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Feliz dia da criança meus filhos e neta.

Filho.

Quando os corpos se entregam o milagre acontece.

Quando o amor é imenso e não cabe em dois corações,

É necessário produzir mais alguns.

Entre beijos e abraços, outro amor em formação

No calor de dois corpos que se enlaçam… unos…

Quando os corpos se multiplicam o amor aumenta.

Um ser pequenino e frágil cresce dentro de nós.

Invisível, só os podemos sentir e acariciar.

O melhor pedaço de nós, um fruto do nosso amor.

Uma relação para toda a vida acontece.

Um primeiro olhar, um primeiro cheiro…um primeiro sorriso,

Uma primeira carícia… um primeiro som…

Um filho é o maior tesouro, o mais rico… o mais belo.

Um pequeno diamante em bruto que se desenvolve e se molda,

Uma joia rara que lapidamos diariamente.

Envolto em lágrimas, suor e muito amor cresce.

Nunca um amor foi tão puro e tão verdadeiro

Nunca um coração foi tão nosso, nunca um amor foi tão imenso.

Um filho é… o maior milagre do mundo.

Fortunata Fialho

Vamos ficar bem.

escreversonhar

Vamos ficar bem.

Quando uma lágrima corre pelo nosso rosto e o mundo parece ruir,

Pensa que o tempo tudo cura e que tudo vai ficar bem.

Quando os dias forem cinzentos e tristes acredita,

Amanhã o sol vai brilhar intensamente e tudo vai ficar bem.

Se a chuva cai sem sessar e os riachos se tornam rios,

Pensa nos benefícios das cheias e tudo vai ficar bem.

Haverá menos fome, menos sede e os campos ficarão mais verdes.

Se o sol é inclemente e seca o teu jardim,

Humedece a terra, as plantas agradecem e tudo vai ficar bem.

Se o mundo, subitamente, roda ao contrário, não te preocupes

Vais acordar e… era um pesadelo. Afinal está tudo bem.

O mundo não gira ao contrário mas parece ruir.

Pelos países passeia-se um vulto negro e arrepiante.

Por onde passa destila desgraça e morte.

Quando a sua escuridão demora a…

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Deambulando

Deambulando

Deambulando percorro as pedras das calçadas.

Perdida em pensamentos não me apercebo das pessoas que passam,

Vultos que parecem fantasmas de um tempo que não é meu,

Lembranças de hoje num tempo distante perdido nos tempos.

Deambulo sem direção como se os caminhos não interessassem

Revivo tempos de felicidade onde morava toda a ilusão.

Dias tão recentes que parecem tão distantes.

Procuro os pedaços quebrados da minha felicidade

Tento colá-los com as minhas sangrentas lágrimas.

Pelo rosto desliza uma torrente de dor

Vinda de uma fonte que nasce bem fundo no coração.

Deambulo fora do meu corpo perdida da razão.

Grito ao vento o teu nome e o vento não responde.

Peço que me leves contigo nessa viagem sem regresso.

Nada mais me prende nesta vida sem sentido.

Partiste nessa viagem de onde ninguém regressa e não me levaste.

Deambulo na tentativa de me perder e não consigo.

De alma ferida e coração quebrado, fujo do mundo

Mergulhando entre a multidão sou invisível, não me encontro.

Cada dia que nasce é um passo rumo ao precipício

De onde não consigo encontrar coragem para saltar.

Nesta soma dos dias procuro a noite para contigo sonhar,

Procuro o sol para iluminar o desespero em que me encontro.

Talvez, num deles, encontre a morte e te volte a encontrar.

Fortunata Fialho

💆Melancolia.💆

escreversonhar

Melancolia.

Olho pela janela e, de repente, uma rajada de vento agita as árvores.

Algumas gotas de chuva caem, tímidas e quentes, levantando poeira.

Ao longe as árvores cobrem-se de mil tons amarelados,

O verde viçoso e brilhante esconde-se envergonhado.

As folhas entristecem e, numa tentativa vã de desespero, escurecem.

Onde outrora o verde era rei agora o amarelo outonal lidera.

O verde não se deixou derrotar e renasce em cada tronco de árvore,

Em cada pedrinha sombria e até no solo húmido.

Um viçoso musgo cobre de tons esverdeados os mais recônditos lugares.

A chuva cai cada vez com mais intensidade mas isso não importa.

O seu molhar ainda é ligeiramente quente e retemperador.

Afinal quem não gosta de caminhar à chuva,

Sentar-se num tronco de árvore e admirar as paisagens?

Sentir na pele o doce contacto da água, fresco e reconfortante?

Sentir o suave toque do musgo que…

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“Sentidos ao Vento (Momentos)”

escreversonhar

Horizonte

Paro o carro e olho
o horizonte.

Estou cansada e
recosto-me no banco.

Fixo os olhos em
tudo o que me cerca.

Os campos estão
verdes, tudo parece renascer.

Parece que um
pintor andou a brincar com Cores.

Cansado de tanto
verde,

Pincelou-o aqui de
amarelo,

Ali de lilás, acolá
de vermelho,

Branco, roxo…

Brincou com os tons
do próprio verde,

Acrescentou
castanhos, cinzas,…

Criou a paisagem
mais bela de que me lembro.

Olho para cima e só
vejo azul.

Entretanto, como o
pintor,

Começo a brincar
com os azuis.

Acrescento algumas
pinceladas brancas.

O céu torna-se
mágico.

Nele posso ver tudo
o que quiser.

Continuo a olhar e
tento reter tudo.

Quando estiver
triste

Vou recordar a
paisagem,

Vou sorrir de felicidade.

Fortunata Fialho

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Quero um poema…

Quero um poema…

Quero um poema que não chore, um poema que ria.

Quero um poema que cure, um poema feliz.

Um poema doçura, um poema inocência.

Quero acordar e rir como nunca ri,

Olhar um mundo sem sombra de dor.

Quero o poema inocente dos olhos de uma criança,

Luminoso como o sol que incendeia o ar,

Pálido e romântico como o luar.

Quero o mais belo poema jamais inventado,

Quero um poema orgasmo de amor,

Brincadeira de criança que sabe voar.

Quero… viver esse poema… sonhar com ele…

Nas suas mãos ser os versos, as estrofes…

E em êxtase… calmamente… rimar.

Quero um poema amor, um poema flor.

Viver nos olhos de um leitor, no sonho de um escritor.

Quero ser palavra… quero ser verso…

Quero ser o livro de poemas idolatrado,

Durante séculos nos lábios dos enamorados.

Quero um poema eterno de paz e felicidade imensa.

Quero um poema doce… terno… quente.

Ao mesmo tempo puro… inocente.

Um poema futuro, um poema esperança.

Um poema que iguale todas as gentes.

Um poema sem cor, um poema amor.

Fortunata Fialho

🌺 Gasta-se o Tempo e não a vida. 🌸

escreversonhar

‘Gasta-se o tempo e não a vida.’

Juntos tivemos partilha, vida, sonhos, vitórias… bons tempos.

Recordo a tua pele na minha pele, o teu sexo no meu sexo …

Parece que ainda sinto a intensidade dos nossos orgasmos e o êxtase dos nossos sentidos.

Sem limites dediquei-te toda a minha vida, toda a minha essência.

Vivi para os nossos encontros, para a intensidade dos nossos sentidos.

Nos teus braços esqueci-me de mim … eu não era nada sem ti.

No meio de muitas desculpas, disseste que o nosso tempo se gastou.

Não entendo como se pode gastar o tempo, o meu não se gasta.

Partiste … eu fiquei. Contigo levas-te o nosso tempo e, pensava eu, a minha vida.

Chorei a perca, chorei o abandono, chorei o desamor … chorei o nosso tempo.

Chorei até se me acabarem as lágrimas, e mesmo assim continuei chorando.

Continuo a amar-te mas, finalmente…

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