💕Amor incondicional.💕

escreversonhar

Nem todos os choros são de tristeza,

Nem todas as lágrimas são de dor.

Quando um recém-nascido chora pela primeira vez

O coração de uma mãe chora de alegria.

Ser mãe é uma dádiva da natureza,

Uma dádiva de um imenso amor.

Há muitos amores na vida.

Uns vêm e invadem o nosso coração,

Outros, lamentavelmente, acabam por partir.

Existe um amor incondicional… verdadeiro.

Um amor que por mais que seja posto á prova vence.

Por um filho uma mãe até dará a própria vida.

Por um filho uma mãe irradia felicidade…

Ou chora de dor quando ele sofre.

Um filho é uma parte de nós que por mais que tente…

Nunca se poderá separar.

Existe uma ligação invisível mas mais forte que tudo que os une.

Este sim é um amor incondicional que…

Nem a distância nem o tempo podem apagar.

Fortunata Fialho

DSCF3374 O tempo passa e os seus…

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E porque hoje é dia dos avós aqui vos deixo uma lembrança do dia em que também o fui.

Neta:

Olhos abertos, desperta para o mundo, segue movimentos e tenta decifrar o mundo.

Poucos minutos de vida e toda uma vida pela frente.

Odores desconhecidos, envoltos em olhares com laços de amor atados em carinho.

A voz da mãe sobressai, então era esta voz que eu ouvia através da pele? Era ela que me acariciava quando agitada a pontapeava?

Que sensações estranhas! Frio, calor… Tudo é imenso!

O meu mundo alongou-se e eu tão pequenina e indefesa.

Quero o teu colinho minha mãe, sentir o rítmico bater do teu coração. Aquele som que me embalava e me transmitia tanta segurança e tanta paz.

O meu universo era tão pequeno, à distância da minha mão, tudo explorava e conseguia tudo o que desejava, ou melhor, que necessitava.

O teu toque era o meu consolo, atua voz a minha felicidade.

Onde estás, preciso de ti. Aconchega-me nos teus braços e repete que sou o teu mundo, a tua vida.

Dizes que sou linda mas tu és muito mais. Adoro o teu sorriso, o som da tua respiração e a melodia das tuas palavras.

É este o meu pai? Sim é, reconheço a sua voz e o seu toque. É tão boa a forma como me acaricia e tão doce o seu olhar.

Mãos estranhas tocam-me. Doces sons brotam das suas bocas. Quem são? O que querem?

Dizem que me amam, sinto que é verdade. Aconchegam-me e acariciam-me. Sorriem para mim e sinto o seu cheiro… cheiram de forma estranha, diferente. Ao seu colo sinto-me segura e amada.

Tenho fome. Quero minha mãe. Nunca tinha tido fome! Que coisa estranha entra pela minha boca! Que gosto estranho mas tão bom. Engraçado… chucho e engulo, será isto aquilo a que chamam comer?

Reconheço estas vozes e, finalmente vejo quem são. Parecem todos iguais! Esperem, afinal são todos diferentes! Estranho…

Estou cansada, quero dormir. Fecho os olhos e… que se passa? Estou molhada. Que coisa estranha e desconfortável… vou chorar… choro…

Alguém trocou esta pele molhada e eu sinto-me tão bem. Desconhecia, estas peles substituíveis, que estranho… será que se vão substituir mais vezes?

Fome, outra vez com fome. Então vai ser sempre assim? Minha mãe diz que me vai dar mama. O que é mama? Tenho de me alimentar, dizem… e eu chupo, parece que é assim que se mama. Deixo de ter fome, que bom!

Quero voltar para a barriga da mãe, estou cansada e quero dormir.

Não posso? Não há como voltar?

Tenho medo, vou chorar…

Fortunata Fialho

Melancolia

escreversonhar

Olho
pela janela e, de repente, uma rajada de vento agita as árvores.

Algumas
gotas de chuva caem, tímidas e quentes, levantando poeira.

Ao
longe as árvores cobrem-se de mil tons amarelados,

O
verde viçoso e brilhante esconde-se envergonhado.

As
folhas entristecem e, numa tentativa vã de desespero, escurecem.

Onde
outrora o verde era rei agora o amarelo outonal lidera.

O
verde não se deixou derrotar e renasce em cada tronco de árvore,

Em
cada pedrinha sombria e até no solo húmido.

Um
viçoso musgo cobre de tons esverdeados os mais recônditos lugares.

A
chuva cai cada vez com mais intensidade mas isso não importa.

O
seu molhar ainda é ligeiramente quente e retemperador.

Afinal
quem não gosta de caminhar à chuva,

Sentar-se
num tronco de árvore e admirar as paisagens?

Sentir
na pele o doce contacto da água, fresco e reconfortante?

Sentir
o suave toque do musgo que se…

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Escrevo. “Quero um poema…”

Escrevo

Escrevo quando estou triste, escrevo se estou feliz.

Escrevo o que me vem no coração,

Escrevo aquilo que gostaria de ser.

Escrevo amores e desamores.

Escrevo realidades e ilusões.

Escrevo no calor da noite quando os sonhos me visitam.

Escrevo sob o calor do sol e sob o azul do céu.

Escrevo porque detesto que as folhas continuem em branco.

Escrevo porque adoro o rodopiar das letras,

E o seu bailado pincelando palavras na alvura de um palco.

Escrevo porque assim me sinto mais viva.

Escrevo para viver mil diferentes vidas.

Escrevo para não deixar morrer o sonho.

Nas páginas deixo a minha alma,

Crio mundos diversos, belos, justos, inocentes.

Vivo amores doces e ternos, plenos de ternura;

Quentes e eróticos, plenos de desejo e luxúria.

Escrevo porque assim sou mais eu, livre de fronteiras,

Dona do mundo e dos meus sonhos.

Escrevo amores sonhados onde o limite é a felicidade.

Escrevo porque sonho acordada,

Escrevo porque escrevendo posso ser mais eu. 

Fortunata Fialho

😚 Beijo. 😘

escreversonhar

Quero a tua boca feita beijo.

Quero o teu amor feito lábios.

Na minha pele quero sentir o teu respirar,

Sentir o doce toque da tua boca.

Quero ouvir-te sussurrar num beijo:

Amo-te… sempre te hei-de amar.

No teu beijo preciso de me esconder,

Fugir de tudo o que é mau e feio.

Meu coração chora… as lágrimas caem.

Pelos teus lábios passam tristes e quentes,

Secam no teu hálito suave e doce.

No teu beijo me perco e logo me acho,

Ou será me acho e logo me perco?

Nos teus beijos arde o meu desejo.

Promessa de entrega total e sem restrições.

Neles me vou e me venho,

Em ondas de prazer imenso.

Preciso dos teus beijos para viver.

Beijos… alimento que me mantem viva.

Quero perder-me nos teus lábios,

Num beijo morrer e ressuscitar.

Beijo fonte de amor, doce ternura,

Envolto em protetores abraços.

No teu beijo…

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Tropeço.

Tropeço.

No regaço um monte de livros,

Amigos incondicionais num abraço.

Pelo corredor caminhei,

Assim às escadas cheguei.

Os pés esses não conseguia ver,

Os degraus, delicadamente tateei.

Um dos degraus falhei,

O corpo tombou, os livros voaram…

Pobres amigos, alguns se desfolharam.

Ingratos… não me ajudaram,

Na queda o corpo magoei.

Em cima deles aterrei,

Nas suas folhas soltas escorreguei,

Nas suas lombadas travei.

Não pensem que fiquei zangada,

Prontamente as lágrimas sequei,

 As roupas alinhei e, pacientemente…

Os livros abracei.

Pobres amigos, tortos desfolhados,

Tal como eu lesionados.

Nos braços os coloquei,

De fita-cola me armei e,

Delicadamente os curei.

Nos meus joelhos uns pensos,

Nos cotovelos umas ligaduras,

No corpo um balsamo.

No regaço um livro aberto.

Nesse mesmo momento comecei a ler…

Assim a dor pude esquecer.

Fortunata Fialho