Dipo: a cidade com 2300 anos escondida no Alentejo

Filipe Miguel

Durante séculos, desde Camões quando escreveu os Lusíadas até aos tempos da ditadura, os Lusitanos foram celebrados como os primeiros antepassados dos portugueses. Podem, de facto, terem sido os mais importantes, mas não foram os únicos e nem sequer foram os primeiros. Antes dos Lusitanos estiveram em Portugal os Sefes (também chamados Ofis […]

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🌔🌓 Noite de Chuva.🌛🌕

Noite de chuva

É noite.

Lá fora está assustador.

A escuridão é profunda,

A chuva cai com violência.

Parece que nos quer castigar.

Que estaremos a fazer-lhe, para tal castigo?

Não sei.

Só chove lá fora.

De repente vêm-me à lembrança os tempos da

Minha infância.

Relembro como era bom estar deitada

Ouvindo a chuva cair na telha-vã.

Era a mais linda música de embalar,

Parecida com uma orquestra celestial,

Criada só para nos adormecer.

Adormecia-mos e sonhávamos.

Sonhávamos com mundos encantados.

Príncipes e princesas dos contos de fadas.

Nos nossos rostos de criança,

Bailavam sorrisos de felicidade e de paz.

A chuva é a mesma, a idade é que mudou.

Começo a apreciar o seu som,

Descubro melodia e não temo,

Finalmente durmo e sonho…

 

Fortunata Fialho

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👦 O menino e a Borboleta.🐞

O menino e a Borboleta.

Verdes campos, ondulando ao vento, salpicados de mil flores.

Uma criança brinca voando ao sabor do vento.

Encantado colhe uma flor. Que bem que ela cheira!

Perdido no aroma, embala um sonho.

Príncipe dos campos, empunha um ramo,

Espada dos sonhos feita de madeira… como brilha!

Uma borboleta, liberta do casulo, pousa no ramo.

Abre as asas… que colorido tamanho.

Realidade ou sonho? Pensa o menino.

Fada de mil cores dona dos campos em flor.

A borboleta voa… o menino ri…

Fada da felicidade é a sua borboleta.

Flores são o seu alimento, com néctar pleno de odores.

Verdes campos, milhares de borboletas…

Meninos bramindo sonhos, docemente encantados,

Correm, enfeitiçados… perseguindo borboletas,

Desenhos coloridos aos olhos inocentes,

Sonhos nascidos no caule de uma flor voam pelos campos.

Cansada, a mais bela das borboletas pousa…

O menino senta-se… de olhos brilhantes, observa.

Não ousa tocar-lhe, não a quer acordar…

Quieto, sonolento, adormece…

A borboleta é ele e voa sem parar.

Dança ao vento ao som do assobio da erva verde,

Que ondula e canta baixinho, num murmúrio doce.

Tantos meninos borboleta, tantas danças efémeras…

Tantos sonhos findados ao abrir dos olhos…

E o menino acorda, a borboleta fugiu…

O menino corre ao sabor do vento.

A borboleta refugia-se no meio de mil flores…

Todos no regaço dos verdes campos em flor.

 

 

Fortunata Fialho

 

 

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🌂Vento e chuva. ☔

Vento e chuva.

 

La fora a chuva cai e o vento uiva.

Num uivo arrepiante o vento tenta entrar,

De braço dado com a chuva tentam invadir o meu mundo.

No quentinho do meu sofá recuso-lhes guarida.

Ao som dos seus rugidos linhas jorram,

Ao ritmo das gotas as letras caiem na folha branca.

Rios de palavras formam-se e um vórtice de frases surge.

Abriram a porta… o vento elevou as frases.

A porta fechou… surgiram poemas.

As frases caíram e, como um sonho, completaram-se.

Jorraram rimas, quadras, versos soltos….

Na folha branca, doce e calmo lago, as palavras repousam.

Escreveram o mais lindo poema de amor,

A mais bela e melodiosa canção de sempre,

Retrataram o inocente sorriso de uma criança,

O brilho do sol e o cintilar das estrelas.

Lá fora a chuva bate nas janelas impulsionada pelo vento.

Cá dentro… confortavelmente, sonho… viajo… escrevo…

E na folha branca formam-se, lentas e ternas,

Tempestades de palavras impulsionadas pelo sonho.

Lá fora o vento abraça a chuva e, do seu seio, a vida acontece.

Aqui dentro, o calor envolve os corpos e… o amor prevalece…

Lá fora o vento uiva e a chuva cai.

 

 

Fortunata Fialho

Fortunata Fialho

💖 Palavras e lágrimas. 💖

Palavras e lágrimas

 

Quando o coração sangra as palavras choram…

Envoltas em lágrimas deslizam, pelo rosto, em cascata.

Sentimentos escrevem frases em revoltosos riachos.

Mudas e sentidas as palavras jorram,

Dores, envoltas em espuma, vaporizam-se.

Um caudal violento transporta mensagens de um amor ferido,

Um amor que está perdido e se afoga,

Um amor, apesar de tudo, ainda vivo.

Frases de socorro emergem das águas e… gritam.

Gritam por ajuda… gritam de desespero… gritam de angústia.

Um amor que tenta sobreviver… ameaçado de morte…

Apela, desesperado, por uma palavra amiga.

Colhe, no caudal de letras, um poema e sopra-o ao vento.

Mensagem enviada nas asas da esperança…

A uma alma confusa, envolta em sombras, com um raio de luz.

Talvez a encontre e ilumine… talvez a faça acordar…

Talvez o amor volte e o riacho acalme…

Talvez esta cascata mergulhe num lago de alegria e doçura,

E todas as palavras se juntem num doce poema de amor,

E da cascata deixem de cair lágrimas de dor e…

Se transforme numa explosão de frases de amor.

Talvez sequem as lágrimas e…

nos rostos… brilhem diamantes.

 

Fortunata Fialho

Fortunata Fialho

Criador de sonhos… impulsionador da ciência… delicia dos leitores…

Foi neste dia 8 de Fevereiro, mas de 1828, que, na cidade portuária de Nantes nasceu Jules Gabriel Verne, o escritor francês que em tantos livros antecipou o futuro e povoou de sonhos os milhões de pessoas que, em todo o mundo, leram as suas maravilhosas histórias ou que viram os numerosos filmes que […]

via NESTE DIA, 8 de FEVEREIRO de 1828, nasceu JULES VERNE – por CARLOS LOURES — A Viagem dos Argonautas