Eu e a escrita.

Maria Fortunata Moreira Crispim Fialho

Natural de Aldeias de Montoito – Évora

Atualmente a viver em Évora

Professora em exercício

Licenciada em Matemática via Ensino pela Universidade de Évora

Uma alentejana  que decidiu entrar no mundo da escrita, visto ter vivido sempre rodeada de livros e viciada na leitura.

Escritora com o nome de Fortunata Fialho.

Obra publicada:

_ “Sentidos ao Vento ( Momentos)” pela Editora Bubok e Amazon.com

_ “Simplesmente… Histórias” pela Chiado Editora

– “Quero um poema…” pela Editora Poesia Fã Clube.

Participações:

  • Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea Entre o Sono e o Sonho volumes VII e X – Chiado Editora.
  • Perdidamente Vol. II e III – Antologia Poetas Lusófonos Contemporâneos; Pastelaria Studios Editora.
  • Poesia a Cores; Pastelaria Studios Editora.
  • Dança de Palavras; Pastelaria Studios Editora.
  • Poesia com reticências; Pastelaria Studios Editora.
  • Cascata de Palavras; Pastelaria Studios Editora.
  • Poesia Escondida; Pastelaria Studios Editora.
  • Um Arco-íris Poético; Pastelaria Studios Editora.
  • Poemário 2018 e 2019 Pastelaria Studios Editora.
  • Notebook: Flores, verde e borboletas; Pastelaria Studios Editora.
  • Conexões Atlânticas, Brasil-Portugal – Antologia Volumes II e III; Editora In-Finita.
  • Luz de Natal – Edições Sui Generis.
  • Palavras (s)em Mágoa – Orquídea Edições.
  • Ei-los que partem volume II- Papel D’Arroz Editora.
  • Apenas saudade vol.II – Papel D’Arroz Editora.
  • Luz de Natal ­­- Edições Sui Generis
  • Natal em Palavras – Chiado Editora
  • Entre Palavras – Edições O’Declamador
  • Antologia de Natal; Natal 2018; Artelogy
  • Liberdade – Chiado Editora.

Dia do nascimento da minha neta.

👪 Crescer no meio de livros…

escreversonhar

Hoje, por sugestão de uma amiga, decidi falar um pouco sobre mim. Não das obras que publiquei nem nos projetos em que participei mas da pessoa que eu sou.

Cresci numa família de leitores. O meu pai tinha obtido, à noite o equivalente ao atual secundário, para efeitos de trabalho, frequentou a primária na altura adequada e já possuía a quarta classe. A minha mãe só frequentou a escola durante um ou dois meses, teve de a abandonar para ajudar os pais a cuidar dos irmãos. Nesse tempo a educação escolar não era muito importante e, então para as mulheres ainda menos. Já eu andava na escola quando obteve o equivalente, para efeito de trabalho, à quarta classe. Mesmo sem saber quase nada toda a vida a vi a ler literatura de cordel, as publicações mais elaboradas requeriam mais do que a sua boa vontade.

Tenho muito orgulho dos meus…

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📖Ler 📖

Qual a melhor forma de passar o tempo?

Como podemos viajar sem sair do lugar?

Quando o desejo de fugir da rotina é muito, nada melhor que uma visita à estante, lá estão viagens, romance, cultura… companhia. Um livro não nos decepciona tem sempre alguma coisa a contar ou ensinar.

Tenho viajado muito pouco mas, conheço tantos lugares. Viajo pelo mundo nas páginas de um bom livro, ou revista, de reportagens sobre qualquer lugar. Para onde vou a minha capacidade linguística não me incapacita, viajo em português. A comida não é problema, como com os olhos. Não dizem que os olhos também comem? Então acreditem é assim que me alimento nas minhas tranquilas viagens e ainda nunca adoeci.

Enquanto alguns se dedicam a saber da vida alheia, eu também o faço. Abro um livro com um bom romance e desfrutou das vidas nele, contidas. E como eu gosto de viver as suas histórias! Choro de emoção, rio de alegria e, por vezes até me apetece participar nas suas conversas.

Nas minhas estantes encontram-se mundos tão diversos mas muito emocionantes. Ajudam-me a passar o tempo e ainda me presenteiam com conhecimento e inspiração.

Como eu adoro ler!

Fortunata Fialho

Eu…

Numa aldeia pequenina no coração do Alentejo onde a vida corre devagar, um amor entre dois jovens deu fruto. Uma menininha rechonchuda, de cabelo pelo ombro bem pequenininha, chorou pela primeira vez. Amada pelos seus pais e por toda uma família pobre de haveres mas rica em sentimentos, cresceu feliz e tranquila.

O tempo passou, os anos avançaram e a vida foi acontecendo. Agora essa menina é uma mulher crescida, mas não em altura.  Encontrou o seu amor e também este deu os seus frutos, dois frutos lindos, um casalinho encantador e muito amado.

Essa menina, por acaso, era eu!

 

Fortunata Fialho

 

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Hoje alguém disse que já tinha iniciado as compras de natal…

Natal da minha infância.

Filha de pessoas sem posses mas ricas em amor cresci numa aldeia pequena muito acolhedora. Como em todas as aldeias alentejanas todos são como família. Ainda hoje os trato como a Ti’ Maria, Ti’ Zefa…. Ti’ Manel, Ti’ Jaquim… Se são todos do meu sangue, claro que não mas serão sempre os tios e tias de todos.

Entre todos os meus tios, primos e avós e os tios de todos nós a ligação era real. Quando alguém necessitava de ajuda todos acudiram. Também quando se tratava da vida alheia também todos tinham algo para dizer, coscuvilhice não faltava.

Não cresci no meio da abundância de bens mas sim numa indescritível abundância de afetos.

Os dias festivos eram muito importantes e nunca deixavam de ser festejados. No Carnaval eram as “filhotes” e os “bêbedos”, na Páscoa as “padinhas” de ervas doces e os “folhados”. No Natal era bastante diferente, além dos doces tradicionais o bacalhau e o peru não faltavam nas nossas mesas. Mesmo os pobres esforçavam-se para que estes alimentos não faltassem.

Na véspera de Natal cada um dos elementos da família colocava um sapato à chaminé. Os adultos adoravam colocar uma bota para provocar as crianças. Coitados dos nossos sapatos ou botinhas ao pé daqueles gigantes.

O “Menino Jesus” durante a noite deixava uns docinhos ou alguma roupa ou calçado de que estávamos necessitados, no nosso sapato (ou ao lado como é óbvio) e era muito frequente os dos adultos aparecerem vazios ou cheios de rama de nabo. Nós delirávamos com o castigo, que tinha sido dado aos adultos, pela sua ganância.

Eram uns Natais perfeitos, as famílias reuniam-se à lareira e o convívio perlongava-se pelo serão fora, a “Missa do Galo” era obrigatória e o frio ou chuva, não impedia a saída para a igreja. Quem não fosse iria ter “sermão cantado” do padre da terra e ninguém queria ouvir tal sermão.

Foram tempos difíceis mas repletos de boas recordações.

Com o tempo, o Natal perdeu a sua essência e passou a ser uma forma de fazer dinheiro ou de obter bens raramente mesmo necessários. Muitas prendas e muita comida e doces nas mesas mas a partilha desinteressada e valor das pequenas coisas cada vez é menor. Por vezes o mais importante é o valor e a quantidade de presentes e o amor e carinho ficam em segundo plano.

Mais vale meia dúzias de rebuçados cheios de amor do que o brinquedo último modelo dado por quem nunca nos acarinhou um ano inteiro.

Tenho saudades do Natal da minha infância, do amor partilhado, das prendinhas sem embrulhos vistosos, da ausência da árvore de Natal, mas com um enorme calor humano.

 

Fortunata Fialho

 

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Imagem retirada da internet.

Que sou eu?

escreversonhar

Quem sou eu?

Quem consegue responder, com rigor, a uma pergunta destas?

Não sei.

Um dia sou uma pessoa alegre, crédula, romântica, otimista e feliz. No outro triste, taciturna, desconfiada e um pouco infeliz.

Atenção não sou bipolar nem sofro de qualquer distúrbio ou perturbação mental.

Poderão dizer que sou complicada, mas quem não é?

Não somos, no fundo, o espelho daquilo que nos rodeia?

Sofro quando alguém querido sofre, riu quando se riem. A tristeza torna-me infeliz e a alegria feliz.

Não é assim para todos nós?

Só um tolo consegue ser feliz a tempo inteiro. Não sou tola, simplesmente, sou humana.

Procuro obter alegria dos pequenos e bons momentos e aproveitar as coisas boas da vida. Amar incondicionalmente quem me ama e, por vezes, aqueles que dizem não me amar. Sim porque é difícil amar quem nos odeia.

Cuidado, sou orgulhosa e não esqueço facilmente a traição e…

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😢 Mãe! 😢

Depois de muito tempo de sofrimento, mesmo sabendo que as coisas só poderiam piorar, uma nova entrada no hospital. Num hospital completamente lotado só teve lugar de internamento num miserável corredor, onde ficou a aguardar cama disponível.

Perante o meu olhar de preocupação e para me confortar, disse-me:

– Não te preocupes, ainda cá vou estar muito tempo. Vais ver, ainda vou criar os outros netos.

Procurando forças onde já não existiam, voltei a fingir que acreditava e enfeitei o rosto com um fingido sorriso de otimismo. Ultimamente tinha fingido tanto e dito tantas mentiras de incentivo! Nunca pensei que fosse tão fácil mentir por amor!

No dia seguinte não fui à primeira visita pois, muita da família iria estar presente e ela estava muito fraca. Na hora de visita seguinte, eu e meu esposo, pegámos nos nossos filhos e fomos vê-la. Ao acercar-mo-nos da cama, infelizmente ainda no corredor, uma máquina apitava loucamente e o pessoal clínico corria em volta da mesma. Sem eu perceber porquê, uma dor imensa invadiu o meu peito, e fiquei observando imóvel, nenhum se movia.

Sem qualquer sensibilidade um dos médicos olhou para nós e disse para nos retirarmos que aquilo não era nenhum espetáculo e, o meu esposo indignado só conseguiu dizer que era a minha mãe.

Já não acordou, o seu sofrimento tinha chegado ao fim.

Alguém, para me consolar, disse qualquer coisa como: foi a vontade de Deus.

Fraco consolo. Que Deus é este que permitiu que eu levasse os meus filhos, tão novos, a assistir á morte da avó que tanto amavam? Que Deus é este que permite a alguém terminar os seus dias num corredor de hospital? Que Deus é este que me levou a minha mãe ainda tão jovem?

Que dor… é imensa e… não passa.

 

Fortunata Fialho.

 

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Imagem retirada da internet.

Filho.

Moreninho, rechonchudo e de cabelo muito curtinho, um bebé grande e muito pacifico.

Depois de uns intensos e duros, três dias e meio, uma cesariana de urgência.

O teu nascimento em nada foi fácil mas para te ter a meu lado voltaria a passar pelo mesmo.

Meu primeiro filho… meu primeiro milagre… minha primeira obra de arte…

Pedaço de mim que nunca poderei abandonar e que eternamente vou amar.

Hoje, também pai, creio que me compreendes mais do que nunca.

O amor por um filho é infinito e indescritível.

Muitos parabéns pelo teu aniversário e que a felicidade nunca te abandone.

Que a vida nunca nos afaste e que por muitos mais anos te possa dizer que te amo.

Muitos parabéns e um mundo cheio de sonhos realizados.

 

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Meus dois pedaços de mim… meus dois amores incondicionais…