⛅Olhando o Céu. 🌅

Olhando o céu.

Descanso no conforto da relva.

O sol envolve-me com o calor de inverno.

O vento subiu e brinca com as nuvens.

Como uma criança a brincar com algodão, molda-as.

Subitamente surgem montanhas cobertas de neve.

Alvas árvores oscilam ao sabor do vento,

Folhas brancas desprendem-se dos seus ramos.

Caem em brancos riachos de águas calmas.

Zanga-se e com uma rajada destrói toda a paisagem.

Outras nuvens se aproximam e, ele não resiste.

Desenha doces coelhos saltitando,

Pégaso surge voando, branco e irreal afasta-se.

Ao longe vislumbro duas crianças brincando.

Tudo se esfuma ao oscilante humor do vento.

Dois amantes abraçam-se sob um manto de prata.

Uma águia trespassa o seu leito desfazendo-o em mil pedaços.

Silenciosa procura uma presa… encontra e investe,

Pobre roedor… feito em pedaços…

As nuvens adensam-se, cobrem toda a tela,

Vencem o vento, não se deixam moldar.

O sol espreita e ainda consegue brilhar,

Timidamente projeta alguns raios.

Por fim esconde-se e o frio instala-se.

Eu, preguiçosamente, volto a casa.

A noite aproxima-se e o frio acaricia o meu corpo.

Nessa noite sonhei…

Sonhei que o meu mundo eram as nuvens,

Que o vento me transportava e…

Dormindo sorri.

Fortunata Fialho

Olhando o céu.

Descanso no conforto da relva.

O sol envolve-me com o calor de inverno.

O vento subiu e brinca com as nuvens.

Como uma criança a brincar com algodão, molda-as.

Subitamente surgem montanhas cobertas de neve.

Alvas árvores oscilam ao sabor do vento,

Folhas brancas desprendem-se dos seus ramos.

Caem em brancos riachos de águas calmas.

Zanga-se e com uma rajada destrói toda a paisagem.

Outras nuvens se aproximam e, ele não resiste.

Desenha doces coelhos saltitando,

Pégaso surge voando, branco e irreal afasta-se.

Ao longe vislumbro duas crianças brincando.

Tudo se esfuma ao oscilante humor do vento.

Dois amantes abraçam-se sob um manto de prata.

Uma águia trespassa o seu leito desfazendo-o em mil pedaços.

Silenciosa procura uma presa… encontra e investe,

Pobre roedor… feito em pedaços…

As nuvens adensam-se, cobrem toda a tela,

Vencem o vento, não se deixam moldar.

O sol espreita e ainda consegue brilhar,

Timidamente projeta alguns raios.

Por fim esconde-se e o frio instala-se.

Eu, preguiçosamente, volto a casa.

A noite aproxima-se e o frio acaricia o meu corpo.

Nessa noite sonhei…

Sonhei que o meu mundo eram as nuvens,

Que o vento me transportava e…

Dormindo sorri.

Fortunata Fialho

Céus de Évora

Rosa saudade.

A tarde já vai longa e o sol necessita de descansar.

Lenta e tristemente tenta esconder-se.

Um vermelho intenso projeta-se da terra,

É o sol que se incendeia rabugento.

O sono tira-lhe o bom humor… refila.

O sono começa a vencer e o seu humor acalma.

Dos olhos semicerrados saem raios menos intensos.

O vermelho esbate-se tornando-se cada vez mais pálido.

Por vezes um raio intenso foge sorrateiramente,

Beija as nuvens que o cercam e, elas…

Ai! Elas coram de timidez e suspiram.

Recusam assumir a paixão que sentem… não podem.

Há muito que se apaixonaram pelo seu intenso brilho,

Quantas vezes sobem e dissimuladamente

Abraçam-no nem toque suave de alvo algodão doce.

O sol finge não perceber e… retribui.

Com receio de as queimar retrai-se.

O seu amor é impossível…

 Os momentos de ternura serão sempre fugazes.

O sol adormece e, no horizonte, surge uma luz rosa.

Rosa pálida encantadora, tranquila e repousante.

É o sol sonhando com o seu amor impossível.

Um amor que nunca poderá concretizar.

A tristeza invade-o e o seu corpo adormecido…

Projeta um encantador rosa… saudade.

Fortunata Fialho.