Alentejo

Alentejo…

Olho e sou rodeada por um mundo de cores envolto em suaves odores.

Planícies… não, telas coloridas surgem de todos os lados.

Alguns génios pintores brincaram com paletas de cores.

Pinceladas, sabiamente distribuídas, surgem sob o meu olhar.

Alentejo, terra verde e florida, abraçada por luminosos raios solares.

O sol sempre que nasce, perante tal beleza, oferece-lhes o brilho dos cristais.

Pelos campos correm riachos, chilreiam pássaros, pastam animais.

Ranchos de trabalhadores espraiam-se pelos campos.

Trabalhadores, alegres, brincam e cantam enquanto labutam.

Enfrentam o sol e o frio, corajosamente, sem um queixume, sem um lamento.

Alentejo de gentes felizes e valentes, de vinhas e cearas sem fim.

Terra de noites calmas ao som do silêncio dos campos.

Silêncio repleto de barulhos noturnos.

Alentejo terra tranquila, de quentes verões e gélidos invernos.

De riachos transparentes e alvas aldeias,

Onde cada porta se abre a quem vier por bem.

Terra de brandos costumes e corações imensos,

Onde com abraços, pão e vinho se acolhem as gentes.

Alentejo, terra linda, de gentes tranquilas e amáveis.

Meu berço… meu lar…. minha paixão.

Nasci no Alentejo… que sorte… que prazer…

Terra onde nasci… cresci… amei…

Terra onde desejo… um dia bem longe… morrer.

Fortunata Fialho

“Poesia Colorida”

Obrigado

Obrigado à vida que vivi.

Obrigada aos meus pais que me conceberam,

Obrigado por me terem educado como o fizeram.

Obrigado pelo carinho e amor que me deram.

Obrigado ao sol por nascer todos os dias,

Obrigado à noite que me aconchega.

Obrigado ao vento que me acaricia,

Obrigado à água que me refresca.

Ao amor que me completa um obrigado apaixonado,

Aos sorrisos dos meus filhos eu agradeço.

Obrigado por todos os beijos apaixonados,

Obrigado a todos os beijos babados.

Obrigado pela minha felicidade e pela minha paixão.

Obrigado pelas noites de paixão e pelos orgasmos a dois.

Obrigado pelos vossos abraços e pelos ombros amigos.

Obrigado por secagem as minhas lágrimas,

Obrigado pelas palavras de consolo.

Pelo brilho dos meus olhos agradeço às pessoas que me amam.

Por tudo o que de bom me aconteceu um grande obrigado.

A tudo que de ruim vivi, também agradeço,

Também isso me fez crescer como pessoa.

Obrigado… por tudo, obrigado.

Fortunata Fialho

Tempo. “Poesia Colorida”

Tempo

O tempo não tem idade… não sabe onde nasceu.

O tempo é órfão e não sabe.

O tempo é Deus… é saudade…

É Fénix renascendo sempre que se fina.

É imortal… intemporal… eterno.

O tempo tarda… o tempo foge…

Espirito indomável… amante ciumento,

Possessivo, intenso… doce e terno.

Tempo dos amantes… terno e apaixonado,

Tempo dos inocentes… ingénuo e sonhador.

O tempo é criança traquina e apressado.

O tempo é velho… sábio e sensato.

O tempo é meu e não me pertence.

Traidor inclemente passa e não se detém.

Teimoso insensível, nunca volta atrás.

Lento e indolente, teima a tardar,

Rápido foge e não se deixa apanhar.

O tempo não tem tempo… que estranho!

Por vezes corre, outras é tão lento… que raiva!

Quero o meu tempo para te dar tempo,

Para isso preciso do tempo que o tempo não dá.

Tempo (in)justo, (in)clemente, padrasto… pai…

Acalma-te não te apreces, ainda tens muito tempo…

Sossega, descansa… passeia por aqui.

Tempo não me deixes… preciso de ti.

Fortunata Fialho

A cor da minha poesia. “Poesia Colorida”

A cor da minha poesia.

Azul… sem dúvida a minha poesia é azul.

Azul como o céu, azul como o sonho, azul como o mar.

Azul… como o sentimento… como o amor.

Azul como o carinho do teu olhar.

Por vezes vermelha de dor, vermelha… como um vulcão.

De um vermelho tão intenso que cega e… onde me perco.

Vermelha… quando ardemos de paixão.

Hoje… amarela, brilhante, como o sol e os seus raios.

Laranja como esta fruta que me delicia.

Verde como os campos na primavera.

Verde como as frondosas copas das árvores.

Verde como a relva onde nos deitamos lado a lado.

Cor de mel como os teus olhos, profundos… intensos…

Dourada… prateada… como o brilho das estrelas.

Cintilante… esplendor dos nossos céus noturnos.

Cinzenta e negra como a dor de perder alguém.

Cinzenta como a tristeza… como a saudade.

Negra como um coração maldoso… insensível.

Eu quero uma poesia colorida… alegre… intensa.

Quero uma poesia arco-íris…

Decompor a luz branca e… escrever colorido.

Quero uma poesia plena de cor… plena de amor.

Afinal a minha poesia é… de todas as cores.

Fortunata Fialho