Amor… “Poesia Colorida”

Amor…

Amor é vida, luz, sombra, entrega, êxtase…

Amor é compreensão, ternura… aceitação.

Amor é entrega, respeito e carinho.

Amor é paixão, fogo… ternura.

Eu amo, amo sem restrições, amo sem limites.

Amo adormecer e acordar a teu lado,

Amo o brilho dos teus olhos, cada curva do teu corpo,

Cada imperfeição da tua pele, cada ruga do teu rosto.

Amo o sorriso dos nossos filhos,

Vê-los crescer plenos e íntegros.

Amor… é estar contigo, sentir o teu calor, ouvir a tua voz.

Amor é o brilho de felicidade nos olhos de uma criança,

A felicidade dos nossos filhos quando nos acompanham.

Amor é lutar por um futuro melhor.

Amor é rever-nos no brilho do seu olhar.

Amor é amar para libertar.

Amar é derrubar barreiras só para estarmos juntos.

Amor é dormir nos teus braços e acordar ao teu lado.

Amor é ir dormir amuados e acordarmos abraçados.

Amor é aceitar os defeitos,

Amor é apoiar e acarinhar, Amar é… viver.

Fortunata Fialho

Diziam…

escreversonhar

Outrora os velhos diziam, “ Mulher séria não abandona a família

Outrora as mulheres diziam, “Quem manda é ele”

Outrora o povo dizia, “Entre marido e mulher ninguém meta
a colher”

E as pessoas não falavam do suplício em que viviam.

Tinham vergonha e assumiam tudo como sendo o destino.

E o destino manipulava, manietava e maltratava.

O futuro não existia, o presente era imutável.

E uma mulher disse, “Vou quebrar as amarras”

E muitas mulheres a seguiram lutando.

O povo criticou, hostilizou e disse, “ Desenvergonhadas”

Elas fingiram não ouvir e continuaram.

Os homens assustaram-se e tentaram pará-las.

Então um disse, “ Ganharam o meu respeito”

E a ele outros se juntaram e novamente coabitaram.

E o povo disse, “Os tempos estão mudados” e tiveram medo.

Mulheres e homens, num tempo de mudança, evoluíram.

As crianças cresceram e aprenderam o respeito mútuo.

Nas casas predomina harmonia e respeito.

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Nunca… “Poesia Colorida”

Nunca…

Nunca é muito tempo… a eternidade é uma utopia.

Nada vive para sempre e o nunca é uma promessa vã.

Podem dizer que o nunca é demasiado longo.

Que nunca o nunca aconteça,

Que nunca o mal permaneça.

Que nunca deixemos de sonhar,

Que nunca deixemos de amar.

Que a vida nunca nos separe,

Que o amor nunca desapareça,

Pois eu nunca te quero perder, nunca…

Quero uma vida inteira a teu lado.

Encontrar conforto no teu ombro,

Ver a felicidade no teu olhar.

Partilhar o meu mundo… o teu mundo…

Num ato de êxtase partilhar nossos corpos.

Que ao acordarmos nos olhemos apaixonados. 

Nunca quero acordar sem ti… sem o teu abraço.

Sem o calor de um beijo partilhado.

Nunca direi nunca ao nosso amor,

Nunca acreditarei que este amor morreu.

Nunca quero deixar de sonhar, viver ou sorrir.

Nunca… nunca acreditarei no nunca.

Nunca as lágrimas deslizem pelos rostos,

Nunca a tristeza se torne habitual.

Nunca…

O nunca não existe…

Nunca, é tempo demais… uma utopia.

Fortunata Fialho

Ontem… hoje… amanhã… “Poesia Colorida”

Ontem… Hoje… Amanhã…

Ontem estava triste, o mundo era padrasto ruim.

Ontem deambulei pelas ruas e… chorei.

Ontem estava perdida mas me encontrei.

Ontem cai nos teus braços e… sorri.

Ontem o teu corpo uniu-se ao meu e… sonhei.

Ontem amaste-me e eu… revivi.

Ontem dei-me sem limites, entreguei meu corpo e… ganhei.

Ontem os orgasmos eram fogo-de-artifício.

Ontem o mundo foi o nosso quarto e o céu os teus olhos.

Ontem a tristeza esfumou-se e o sol brilhou intensamente.

Ontem morri e contigo ressuscitei.

Ontem esqueci a tristeza e relembrei a felicidade.

Ontem ouvi doces melodias envolta em perfumes intensos.

Ontem… que fantástico ontem!

Hoje estou feliz e o meu coração bate intensamente.

Hoje penso que o mundo é meu e que o meu mundo é lindo.

Hoje revejo-me em meus filhos e fico contente.

Hoje gosto da vida, do sol, do vento e do vosso riso.

Hoje amo o passado e estou apaixonada pelo futuro.

Hoje dispo-me de tristeza e cubro-te com beijos.

Hoje vibro de desejo e tremo com carícias.

Hoje sou mulher, luz, chuva e porto de abrigo.

Hoje colori a escuridão com as cores do arco-íris.

Hoje sou passado, futuro, colo e amor.

Hoje sou felicidade, leveza e brilho.

Hoje sou eu, tu, eles e… nós.

Hoje… sou… aquilo que quiser…

Hoje… vou viver.

Para sempre, para mim, será sempre hoje.

Amanhã o sol vai brilhar e eu vou sorrir.

Amanhã abraço o mundo e embalo-o nos meus braços.

Amanhã tu e eu seremos só nós.

Amanhã vou ser amante louca e cair, rendida, no teu regaço.

Amanhã, louca e desinibida, serei o teu céu e, tu o meu mar.

Mergulharei no teu corpo e explodirei em ondas de prazer,

Acariciarei o teu corpo e perder-me-ei no teu sal.

Beberei todas as tuas gotas e navegarei teu corpo.

Amanhã terei só orgasmos, serei só sentidos e,

Naufragarei nos teus braços.

Amanhã será só prazer… sentir… amar.

Amanhã serei… simplesmente… eu… nós…

Fortunata Fialho

E como dança… “Poesia Colorida”

E como dança…

No fundo da minha alma as letras agitam-se… enlaçam-se…

Formam palavras… frases… parágrafos e… soltam-se.

Numa erupção épica explodem e… gritam.

Caem como cinzas doces, esvoaçantes e melódicas, envolvendo-nos.

Os seus gritos, melódicos e ritmados, apelam ao movimento.

Uma letra dança e outras agitam-se, subitamente abraçam-se, tornam-se palavras.

Palavras dançantes em frases melódicas e sentidas… sonhadas.

E dançam. Juntam-se às centenas… milhares e rimam… rodopiam.

Doces poemas… sons de alma… desejos contidos surgem.

Poesias dançantes ao som de sonhos e amores vividos ou… sonhados.

Nesta tela, os seus paços, imprimem e… imortalizam-se.

Que terno bailado! Que doce melodia! Minha poesia.

Penso… sinto… escrevo e as palavras dançam e criam vida.

E como dançam!

A minha poesia é o movimento da minha alma, a dança dos meus sonhos.

Em mim, o sonho toma a forma de palavras e… escrevo.

No espaço em branco as palavras surgem, movem-se e, sim, parecem dançar.

Os sentimentos fluem e, melodicamente, componho.

A dança das palavras que deslizam inebriam-me e eu…

Eu só escrevo a sua coreografia.

Fortunata Fialho

Nas asas de um pássaro. “Poesia Colorida”

Nas asas de um pássaro.

Nas asas de um pássaro viajo,

Corto os ares como um duende.

Vivo na magia de um sonho de criança.

Subo às alturas e desço vertiginosamente.

Tento abraçar as nuvens que se desfazem ao toque.

Pinto de branco as nuvens negras.

Agarro nos raios solares e neles me aqueço.

Nuvens viajantes correm comigo

Anunciando sonhos sem fim.

Transformam-se nos meus desejos,

Escrevem futuros para mim.

Abrigo-me sob uma pena solta,

Guarda-chuva improvisado.

Gotas de chuva deslizam,

Caem, em cristais de gelo, transformadas.

Brilham intensas como olhos de fada.

Cansada do voo peço para descer.

Em frondosa árvore pouso devagar.

Numa carícia agradeço à ave.

Que em trinado melódico me retribui.

De folhas verdes faço minha cama.

Ninho improvisado onde termino meu sonho.

Sonho que se eleva nas asas de um pássaro.

Fortunata Fialho

É triste. “Poesia Colorida”

É triste

A vida pode ser um poema triste,

Um poema desilusão, um poema dor…

Um livro escrito, para alguém, em pura poesia,

Uma poesia feliz… poesia feita amor.

Páginas e mais páginas incentivo,

Paginas aceitação… páginas compreensão.

Escrito com alguma dor feita sorriso,

Tristeza escondida para alegria e amor.

Livro mal lido, livro incompreendido.

Livro retribuído com palavras em fundo escuro,

Livro reflexo de dor.

Livro poesia dura, poesia intolerância…

Livro amarras, livro incompreensão.

De páginas ásperas, agressivas… intolerantes.

Livro censura, livro desamor…

E o livro amor luta e anseia.

Anseia no outro ler amor.

E nas noites tristes deseja que ele deixe…

Deixe que os dois sejam poesia feliz… poesia amor.

Fortunata Fialho

Saudade. “Poesia Colorida”

Saudade

Sou portuguesa… no meu peito habita a saudade.

Saudade dos tempos de infância e de toda a minha inocência.

Saudade do colo da minha mãe, o meu lugar seguro.

Saudade da sua voz, do seu cheiro… do seu humor tão próprio.

O tempo passa… a saudade aumenta.

As lágrimas diminuíram mas… a dor não.

Saudade dos dias despreocupados… sem obrigações.

Saudade dos tempos que já não voltam,

Das aventuras que vivi e… das que não pude viver.

Saudade da juventude que lentamente teima em me deixar.

Saudade dos nossos passeios, de mãos dadas, sem rumo.

Como era bom poder sonhar com o futuro,

Idealizar a nossa vida a dois, amar, sentir e sonhar.

Saudades dos amigos que perdi… o tempo os levou…

Saudades da infância dos nossos filhos,

Das suas gargalhadas felizes, das suas doces carícias,

E até das suas birras sem sentido.

O tempo passou e eles cresceram… inevitável!

Saudades daqueles que a morte me levou…

Dizem que mais tarde os encontrarei.

Não sei… será que é verdade?

Saudades… tantas saudades…

Saudade do tempo em que não tinha saudade.

Fortunata Fialho

Lembro. “Poesia Colorida”

Lembro

Lembro o tempo em que nos banhávamos juntos,

Em que os nossos corpos se incendiavam rebeldes,

Nos amávamos fisicamente sem tabus.

Lembro todos os suores lavados das nossas peles,

De todos os orgasmos partilhados,

Das palavras abafadas pelo som da água corrente.

Fecho os olhos e consigo ver o teu corpo desnudo,

Sinto o suave acariciar das tuas mãos,

O doce calor dos teus lábios percorrendo o meu corpo.

Lembro as entregas totais aos nossos sentidos,

As frases banais cheias de sentido,

As promessas eternas que se esqueceram com o tempo,

Os olhares incendiados, esfomeados… sensuais.

Lembro a sensualidade do teu corpo,

O inebriante cheiro da tua pele,

A intensidade o teu desejo no meu desejo.

Lembro as noites tórridas e os dias apaixonados.

Lembro quando nos deitávamos amuados

E acordávamos abraçados.

Lembro os beijos doces, as carícias marotas,

Os corpos em desejo, a entrega total,

A explosão final e o abraço do repouso.

Fortunata Fialho

Nunca… “Poesia Colorida”

Nunca…

Nunca é muito tempo… a eternidade é uma utopia.

Nada vive para sempre e o nunca é uma promessa vã.

Podem dizer que o nunca é demasiado longo.

Que nunca o nunca aconteça,

Que nunca o mal permaneça.

Que nunca deixemos de sonhar,

Que nunca deixemos de amar.

Que a vida nunca nos separe,

Que o amor nunca desapareça,

Pois eu nunca te quero perder, nunca…

Quero uma vida inteira a teu lado.

Encontrar conforto no teu ombro,

Ver a felicidade no teu olhar.

Partilhar o meu mundo… o teu mundo…

Num ato de êxtase partilhar nossos corpos.

Que ao acordarmos nos olhemos apaixonados. 

Nunca quero acordar sem ti… sem o teu abraço.

Sem o calor de um beijo partilhado.

Nunca direi nunca ao nosso amor,

Nunca acreditarei que este amor morreu.

Nunca quero deixar de sonhar, viver ou sorrir.

Nunca… nunca acreditarei no nunca.

Nunca as lágrimas deslizem pelos rostos,

Nunca a tristeza se torne habitual.

Nunca…

O nunca não existe…

Nunca, é tempo demais… uma utopia.

Fortunata Fialho