😁 Quem sou eu?😉 “Simplesmente… Histórias”😊

Quem sou eu?

Quem consegue responder, com rigor, a uma pergunta destas?

Não sei.

Um dia sou uma pessoa alegre, crédula, romântica, otimista e feliz. No outro triste, taciturna, desconfiada e um pouco infeliz.

Atenção não sou bipolar nem sofro de qualquer distúrbio ou perturbação mental.

Poderão dizer que sou complicada, mas quem não é?

Não somos, no fundo, o espelho daquilo que nos rodeia?

Sofro quando alguém querido sofre, riu quando se riem. A tristeza torna-me infeliz e a alegria feliz.

Não é assim para todos nós?

Só um tolo consegue ser feliz a tempo inteiro. Não sou tola, simplesmente, sou humana.

Procuro obter alegria dos pequenos e bons momentos e aproveitar as coisas boas da vida. Amar incondicionalmente quem me ama e, por vezes, aqueles que dizem não me amar. Sim porque é difícil amar quem nos odeia.

Cuidado, sou orgulhosa e não esqueço facilmente a traição e o mal que me fazem. Não me pisem os calos pois eu reajo, não com violência e discussões mas sim com o desprezo.

Solitária e incondicionalmente romântica. Sonhadora e trabalhadora.

Por vezes tenho grandes momentos de silêncio em que não me apetece falar. Não estou, forçosamente, chateada com alguém ou alguma coisa, mas sim porque estou envolta nos mais diversos pensamentos.

Adoro conhecer aquilo que me rodeia. Atenção, não me interessa a vida alheia, a minha já me dá muito em que pensar.

Leitora assumida, como diz meu esposo, devoradora de livros. Ler proporciona-me felicidade, sonhos e viagens imaginárias. Quando leio sinto-me transportada a mundos diferentes, parece que esses mundos podem ser meus, mesmo que seja nos meus sonhos. A leitura envolve-me em magia. Lendo sou criança novamente, viajo no mundo da fantasia, vivo nos contos de fadas e, sobretudo, sonho acordada.

Um bom livro preenche a alma e acalma o coração.

Esta sou eu, com todos os defeitos e as qualidades de uma pessoa comum, no entanto eu sou… eu, única e real.

 

Fortunata Fialho

 

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O tesouro escondido nos nossos dentes!  — Cientistas descobriram que… “CDQ”

Por Michelle Tillmann Biz – Dpto. de Ciências Morfológicas / UFSC Sempre que entro em sala de aula para falar sobre o desenvolvimento dos dentes (processo conhecido por Odontogênese) meu coração pulsa. Sinto que cada dente que se forma, guarda em si um pequeno e precioso tesouro, como se fosse um cofre: a polpa dental! Deixe-me […]

via O tesouro escondido nos nossos dentes!  — Cientistas descobriram que… “CDQ”

👀 💘Silêncio da noite.💘 👀

Silêncio da noite.

 

Acordo e o silêncio da noite mostra toda a sua intensidade.

Silenciosamente saio da cama e espreito pela janela do meu quarto.

As estrelas brilham e iluminam, graciosamente, o firmamento.

Uma chuva de estrelas cadentes presenteia-me com todo o seu esplendor.

Por momentos penso pedir um desejo por cada uma.

Missão impossível. São tantas e passam tão rápido que não as consigo contar.

Um sorriso ilumina o meu rosto e os meus olhos brilham intensamente.

Não tenho sono mas não faz mal, se adormecesse perderia toda esta beleza.

Ao longe o silêncio da noite, com especial fervor, faz-se escutar

Na sinfonia dos grilos violinistas, das cigarras flautistas,

Das rãs a marcarem o compasso e do vento num coro fantástico.

Tanta beleza no silêncio da noite transmite felicidade.

As horas passam e o cansaço não chega.

Não tenho sono e não estou cansada, estou maravilhada.

No silêncio da noite tudo é harmonia, tudo é felicidade.

O sol surge, timidamente, ao longe e o céu parece incendiar-se.

O dia espreita e ao som da noite junta-se a sinfonia do dia.

As estrelas escondem-se, o negro fundo da noite torna-se azul.

Os meus olhos fecham-se, por fim o sono chegou.

Deito-me, adormeço e sonho. Sonho com o silêncio da noite.

 

Fortunata Fialho

 

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😩😢 Incerteza…😢😩

Vida madrasta, como podes deixar sofrer o meu país?

Por todo o lado, paisagens idílicas, cobertas de cinzas.

Escuridão total, campos negros como a noite mais escura.

Outrora trinavam aves canoras, esvoaçavam borboletas,

Abelhas recolhiam néctar e as flores inebriavam com o seu perfume.

Rios corriam alimentando campos verdejantes plenos de vida.

Hoje a seca rouba as águas e o fogo tudo o resto.

Vidas destruídas, lágrimas nos rostos, fugiu o brilho nos olhares.

Os campos estão de luto e a sede consome a vida.

A incerteza controla as mentes, tão incerto o nosso futuro.

Como conseguir pão para os filhos?

Os campos morrem, queimados e secos.

Lá fora guerras e destruição… morte e desespero…

Aqui… heróis enfrentam o inferno envolto em chamas.

Heróis sem rosto… extenuados… lutam…

Dão a vida, dão a alma e, lentamente vencem as chamas.

E a chuva que não cai, está furiosa noutros lugares.

Desalmadamente inunda campos e ceifa vidas.

Aqui…nem uma gota… esqueceu-se de nós…

Porque não acalma e redistribui o seu caudal?

Esqueceu este lado do mundo.

E nesta incerteza do chove, não chove, o país sofre.

Pobre do meu país… que incerto o seu futuro…

 

Fortunata Fialho

(imagem retirada da internet)

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Quel solennel silence (Georg Trakl) — Arbrealettres

Ilustração: Francesco Londonio Que silêncio solene no jardim desolado, Quando o jovem novato coroa sua testa com folhagem marrom E sua respiração bebe um ouro gelado! Suas mãos tocam a velha idade das águas azuladas, Ou as pálidas bochechas das irmãs no frio da noite. Leve, harmonioso anda pelo […]

via Qual silêncio solene (Georg Trakl) – Arbrealettres

Arquimedes da Silva Santos – A Educação do Ser — Lusografias

“Eu tinha a formação de pedopsiquiatra e vi que a melhor maneira, do ponto de vista educativo, de agir na vida das crianças com dificuldades era através das expressões artísticas, quer seja da música, das artes plásticas, da psicomotricidade, da dança, do drama, etc. … Fui um professor amador que, de algum modo, se […]

via Arquimedes da Silva Santos – A Educação do Ser — Lusografias

💙💝 Porque crescem? 👫

Porque crescem?

Pergunta que todos os pais fazem.

É tão bom quando são pequeninos.

Os primeiros risos,

As primeiras vocalizações,

Os primeiros passos.

As gracinhas,

O brilho, da inocência, nos seus olhos.

Não esquecer, também, as birrinhas.

E crescem…

As esfoladelas: acidentes que um beijinho cura.

A procura de colinho quando o medo aperta e os

Probleminhas surgem.

O esconder atrás dos adultos quando os sarilhos

Assustam.

Depois vem o primeiro dia de escola,

Os primeiros livros e cadernos,

Os lápis e as canetas.

Os coleguinhas:

Novos amigos até então desconhecidos,

As aventuras e desventuras dos recreios.

E crescem…

O segundo ciclo,

Tantos professores diferentes,

Uma escola enorme,

Cheia de descobertas e perigos.

Os desgostos dos primeiros amores.

E crescem…

O terceiro ciclo e o sentimento de poder.

Sou crescido(a),

Sei o que quero,

Só eu sei o que é bom para mim.

Os pais passam a ser os velhos.

Enfim, a adolescência…

E continuam a crescer…

Vem o Secundário,

As escolhas para o futuro,

Os namorados(as) duradouros… ou não…

Já cresceram tanto…

Finalmente chega a Universidade ou o mundo do trabalho.

Olhamos para eles e são adultos.

Será que os educámos bem?

Ajudámo-los a serem adultos responsáveis?

Serão pessoas justas e sensatas?

E cresceram psicologicamente…

Porque tiveram que crescer tão depressa?

Ficou tanta coisa por fazer,

Tanta coisa por ensinar,

Tanto carinho para dar.

Seria tão bom que eles fossem sempre

Pequeninos.

Mesmo assim continuam a ser,

Eternamente as nossas crianças.

Para os pais, os filhos não crescem,

Serão sempre os nossos pequenos.

Os nossos adorados filhos,

Continuamos a viver os seus problemas.

As suas vitórias,

Sofrer quando sofrem,

Ser feliz quando são felizes.

Porque será que têm de crescer?

 

 

Fortunata Fialho

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