“Poesia Colorida”

A cor da minha poesia.

Azul… sem dúvida a minha poesia é azul.

Azul como o céu, azul como o sonho, azul como o mar.

Azul… como o sentimento… como o amor.

Azul como o carinho do teu olhar.

Por vezes vermelha de dor, vermelha… como um vulcão.

De um vermelho tão intenso que cega e… onde me perco.

Vermelha… quando ardemos de paixão.

Hoje… amarela, brilhante, como o sol e os seus raios.

Laranja como esta fruta que me delicia.

Verde como os campos na primavera.

Verde como as frondosas copas das árvores.

Verde como a relva onde nos deitamos lado a lado.

Cor de mel como os teus olhos, profundos… intensos…

Dourada… prateada… como o brilho das estrelas.

Cintilante… esplendor dos nossos céus noturnos.

Cinzenta e negra como a dor de perder alguém.

Cinzenta como a tristeza… como a saudade.

Negra como um coração maldoso… insensível.

Eu quero uma poesia colorida… alegre… intensa.

Quero uma poesia arco-íris…

Decompor a luz branca e… escrever colorido.

Quero uma poesia plena de cor… plena de amor.

Afinal a minha poesia é… de todas as cores.

Fortunata Fialho

😈 Férias. 😍

Como eu gostava que este final de aulas também fosse assim. 😢😢

escreversonhar

As aulas terminam e mochilas voam pelos ares.

Corridas desenfreadas, gritos de alegria.

O sol está mais brilhante e a rua convida.

Brincar até cansar, vão ser os seus dias.

Dormir até tarde, brincar noite dentro.

Piqueniques com os amigos,

Corridas loucas pelos campos.

Rolar na erva e cheirar as flores,

Deitar-se no chão observar as nuvens,

Descobrir formas, brancas, leves… efémeras.

Mergulhar nos riachos, pescar o jantar.

Esquecer as horas, chegar tarde ao jantar e ouvir ralhar.

Roupas sujas descrevem o seu dia.

Á noite, cansados, sonham com os dias, o sol, o rio…

Dormem profundamente.

Meninos sem aulas, meninos do campo, meninos sadios.

O tempo passa e as férias serão sempre curtas.

Há que aproveitar e brincar não custa.

Fortunata Fialho

DSCN5903 Parte do espólio megalítico de Reguengos de Monsaraz _ Évora _ Portugal

View original post

Nunca… “Poesia Colorida”

Nunca…

Nunca é muito tempo… a eternidade é uma utopia.

Nada vive para sempre e o nunca é uma promessa vã.

Podem dizer que o nunca é demasiado longo.

Que nunca o nunca aconteça,

Que nunca o mal permaneça.

Que nunca deixemos de sonhar,

Que nunca deixemos de amar.

Que a vida nunca nos separe,

Que o amor nunca desapareça,

Pois eu nunca te quero perder, nunca…

Quero uma vida inteira a teu lado.

Encontrar conforto no teu ombro,

Ver a felicidade no teu olhar.

Partilhar o meu mundo… o teu mundo…

Num ato de êxtase partilhar nossos corpos.

Que ao acordarmos nos olhemos apaixonados. 

Nunca quero acordar sem ti… sem o teu abraço.

Sem o calor de um beijo partilhado.

Nunca direi nunca ao nosso amor,

Nunca acreditarei que este amor morreu.

Nunca quero deixar de sonhar, viver ou sorrir.

Nunca… nunca acreditarei no nunca.

Nunca as lágrimas deslizem pelos rostos,

Nunca a tristeza se torne habitual.

Nunca…

O nunca não existe…

Nunca, é tempo demais… uma utopia.

Fortunata Fialho

Uma carta…

escreversonhar

Na quietude da penumbra do quarto uma criança escreve,

Uma carta ingénua mas de grande sabedoria.

Na ponta periclitante de um lápis, um pedido:

– Pai Natal traz-me neve.

Preciso que gelem os fogos, que pare a agonia,

Que se quebrem as armas num só instante,

Que todos se recolham às lareiras,

Para que todos os avós possam contar histórias,

E que todas as crianças possam brincar nas eiras.

O bico quebra… prontamente o afia.

No papel muito apagado novo pedido desesperado.

Querido Menino Jesus devolve os meus pais,

Apaga do mundo todos os ais,

Deixa crescer as flores, voar as borboletas…

Envia-nos amor… distribui-o por todo o lado.

Descansa… rasura e apaga… continua.

Caro Diabo porque não vais de férias?

Talvez o sol te queime a maldade,

Deixa que a água a
lave. Descansa sob a lua.

Todos vêm bem-dispostos depois das férias.

Até tu podes ter
esquecido a…

View original post mais 87 palavras

“Simplesmente… Histórias”

Queridos filhos:

Quero que saibam que não há nada na vida dos pais que supere o nascimento de um filho. O milagre de uma vida nova por nós criada (milagre que nós conseguimos duas vezes). O êxtase da criação de seres tão perfeitos.

A nossa vida passa a depender da vossa. Tudo o que fazemos, a partir desse momento, é para o vosso bem-estar físico e mental.

A vossa infância foi o sonho de todos os pais. Lembro os sorrisos, os choros, as dores, os sustos e a magia com que descobriam a vida.

Todos os pais gostariam que os filhos nunca crescessem e nós não somos a exceção. No entanto, vocês crescem, e crescem sem que o possamos impedir. E vocês cresceram.

Hoje são adultos e aquilo que mais desejo é ter-vos dado a melhor educação possível. Espero ter-lhes incutido o sentido da justiça, da integridade, do respeito e da tolerância. Espero que tenha conseguido ensinar-vos a amar e a respeitar o próximo sem olharem a credos, raças nem saldos bancários. Não se esqueçam que, por vezes, dentro de um embrulho de sonho se encontra o mais dececionante presente.

Tudo o que desejo é, que sejam autónomos, leais e humanos.

Peço que nunca deixem que vos tratem como inferiores e vos humilhem.

Nunca esqueçam: para subir não precisamos de derrubar e pisar os outros.

O respeito conquista-se com o respeito e a dignidade. Façam sempre o vosso melhor sem se preocuparem com o que os outros possam pensar. Mantenham a vossa consciência tranquila, lembrem-se que vão passar a vida com ela. Respeitem para serem respeitados.

Se um dia tiverem filhos nunca se esqueçam que, a melhor educação se baseia nos bons exemplos, os filhos não são propriedade, que devem criar pessoas integras, bem formadas, reais e autónomas. Respeitem as suas individualidades e não os tentem moldar à vossa imagem. Ensinem-lhes a ser eles próprios mas a respeitarem tudo e todos os que os rodeiem.

Espero que os ensinem, como eu tanto tentei, a não olhar de forma preconceituosa para o que os rodeia. Sejam críticos e aprendam a aproveitar as coisas boas e simples que a vida lhes vai oferecer. Ajudem-nos a perseguir os seus sonhos. Amparem-nos quando precisarem. Ajudem-nos a erguerem-se se, de alguma forma, caírem. Sejam o seu ombro amigo e, nunca mas mesmo nunca, lhes virem as costas.

Se for necessário ralhem, castiguem mas, sobre tudo tentem conversar. Se um dia tiverem que dizer algo que os magoe, não hesitem, se for para o seu bem.

Façam o vosso melhor e um dia eles compreenderão.

Queridos filhos se errei não foi por mal, a intenção foi sempre a melhor, sempre quis o vosso bem.

Procurem não repetir os meus erros e aceitem os vossos pois, certamente, os cometerão.

Desta mãe que os ama acima de tudo e que estará sempre ao vosso lado:

Assinado:

Aquela que vos ama incondicionalmente:

Mãe

Fortunata Fialho

Suicídio.

Suicídio.

Pelo beiral da minha casa uma gota de chuva suicida-se.

Considera-se menos importante que o aguaceiro.

Perdeu o ritmo das suas irmãs, atrasou-se… coitada!

Convenceu-se de que nada valia e perdeu o ritmo.

No seu desânimo perdeu o interesse na vida.

Convenceu-se de que nunca chegaria ao mar…

Ao rio… à ribeira… nem sequer ao pequeno regato do quintal.

Pobre gota de chuva… tinha toda uma vida pela frente,

Bastava um pequeno esforço e teria sido regato,

Crescido e ser uma ribeira, umas léguas à frente rio.

Sem se aperceber teria sido mar, percorreria os oceanos.

Que pena… o desânimo tomou conta de si…

Não conseguiu lutar… evaporou-se… suicidou-se.

Bastava ter-se deixado cair, as suas irmãs esperavam

E ela não chegou. As outras choraram e partiram.

O mundo não terminou, o regato continuou a correr

Tornou-se ribeira, engrossou e foi rio,

Continuou a crescer e foi mar… oceano.

Pobre gotinha triste… não conseguiu pedir ajuda,

Isolou-se… chorou em silêncio… adoeceu,

E num lamentável suicídio evaporou-se…

E todas as suas irmãs choraram, gritaram, lamentaram,

E numa última e sincera súplica em uníssono desejaram:

Que mais nenhuma gota se suicide, que a tristeza nunca mais vença,

Que toda a gota chegue sempre ao riacho mais próximo

A partir daí todas chegarão ao mar.

Que voltem todas as que se evaporam,

Que gotas voltem a ser e, que do planeta todas venham cuidar.

E a gota teve nova oportunidade, nova vida, dizem alguns.

E hoje brilha no cimo de cada onda, no leito do mar.

Fortunata Fialho

Tinta.

escreversonhar

Contente um fio de tinta corre,

Pelo caminho o seu rasto conta histórias.

Já percorreu tantos caminhos,

Escreveu tantas cartas de amantes,

Guardou segredos e desejos inconfessáveis.

Marcou encontros, desencontros e até viagens.

Escreveu histórias, romances, tragédias…

Fez as delícias das crianças com os seus contos de fadas.

Pintou reinos encantados e coloriu sorrisos nos rostos.

Borrou, muitas vezes, a escrita mas continuou.

Aproveitou cada borrão e criou arte.

Preencheu telas de pintores e cadernos de crianças.

Pintou morais e foi voz da revolta.

Protestou em imagens transformando-as em palavras.

Cansado desenhou planícies,

Agitado desenhou montanhas,

Transpirado criou rios,

Chorando preencheu oceanos.

Tranquilo passeou por livros, cadernos…

E até por guardanapos em bares.

A tinta deixou de se ver.

Quase invisível escreveu suspiros.

Numa folha em branco morreu…

Outras tintas dele renasceram e…

As suas viagens continuaram.

Firmes, criativas, sonhadoras…

Tudo em seu redor pintaram.

Fortunata Fialho

hqdefault Imagem retirada de:…

View original post mais 11 palavras

Esperança.

Esperança

Cada criança que nasce transporta em si a esperança.

Os olhos brilhantes como o sol são prenúncio de muitas vidas.

Um pedaço do presente para construir o futuro.

Um rasgo de esperança num corpo tão pequenino,

Um mundo de sonhos por realizar, um mundo de sonhos a realizar.

Cada planta que brota trás um prenúncio de vida.

Um começo de campos verdejantes, um vislumbre de florestas.

Uma fonte de oxigénio, uma cura por entre as cinzas.

Um vislumbre de esperança, um começo de luta.

Um manto de flores num emaranhado de árvores.

Quando um pássaro canta a melodia regressa.

É a música que volta num festim de inspiração.

Quando outros se lhe juntam é um concerto mágico.

Uma explosão de trinados num prenúncio de esperança no futuro.

Quando uma fonte volta a jorrar água é o planeta que acorda.

É sangue da terra gerador de vida, alimento supremo,

Seiva de vida que alimenta e cria, leite da terra que alimenta o futuro.

Início de rios, mares e oceanos plenos de vida.

Cardumes sem fim enfeitam as suas águas.

Bailados coloridos, com os sons mais belos, gritos de esperança

Embelezam e ecoam em todos os cantos o prenúncio da vida.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet

“Quero um poema…”

Criaturas da noite.

Ao longe pia uma coruja, o voo dos morcegos rasga o negrume noturno.

Chegou a hora dos habitantes da noite.

Medos infundados cerram as portas e apagam as luzes.

A beleza das estrelas ofusca as sombras noturnas.

Pelas ruas desfilam sombras… vultos de passagem.

Criaturas da noite em busca de diversão.

Jovens procuram através do conteúdo de um copo, desinibição.

Na senda dos estupefacientes procuram a fuga.

Outros, pelo seu lado, apenas diversão pura e sadia.

Pela noite todas as sombras caminham,

Todas as criaturas aparecem… deambulam… assombram…

No negro da noite caminham amantes.

Entre beijos escaldantes unem-se corpos,

Entregam-se… perdem-se… implodem e, finalmente, explodem em mil fogos-de-artifício.

Criaturas da noite que procuram prazer e felicidade.

Sombras inofensivas que caminham na noite.

Morcegos caçam sem piedade, vitimas inocentes sucumbem aos seus ataques.

Ao longe uma coruja procura a torre da igreja.

O seu pio sulca os ares e ecoa pela cidade.

Ao longe uma porta fecha-se movida pelo medo.

Criaturas da noite, fruto da realidade, fundem-se com o irreal.

Crenças populares afloram os sentidos.

As criaturas só procuram diversão e conforto.

Enfim… criaturas da noite… somente.

Fortunata Fialho

“Poesia Colorida”

Obrigado

Obrigado à vida que vivi.

Obrigada aos meus pais que me conceberam,

Obrigado por me terem educado como o fizeram.

Obrigado pelo carinho e amor que me deram.

Obrigado ao sol por nascer todos os dias,

Obrigado à noite que me aconchega.

Obrigado ao vento que me acaricia,

Obrigado à água que me refresca.

Ao amor que me completa um obrigado apaixonado,

Aos sorrisos dos meus filhos eu agradeço.

Obrigado por todos os beijos apaixonados,

Obrigado a todos os beijos babados.

Obrigado pela minha felicidade e pela minha paixão.

Obrigado pelas noites de paixão e pelos orgasmos a dois.

Obrigado pelos vossos abraços e pelos ombros amigos.

Obrigado por secagem as minhas lágrimas,

Obrigado pelas palavras de consolo.

Pelo brilho dos meus olhos agradeço às pessoas que me amam.

Por tudo o que de bom me aconteceu um grande obrigado.

A tudo que de ruim vivi, também agradeço,

Também isso me fez crescer como pessoa.

Obrigado… por tudo, obrigado.

Fortunata Fialho