Segurança… 😵

escreversonhar

Estou segura. Estou segura de que a vida é insegura.

Na segurança dos dias vivo a incerteza dos acontecimentos.

Nos incertos acontecimentos a vida continua.

Segura nos meus sonhos… segura no meu mundo.

No silêncio da noite sonho… com as estrelas.

Na luz do Sol sonho… com o brilho dos teus olhos.

Insegura sobre o futuro… sigo em segurança,

No fim do caminho estás tu… seguramente?

Os dias passam, inseguros, inolvidáveis… irrecuperáveis.

As recordações acumulam-se na segurança da minha alma,

No fundo do meu coração mora a insegurança.

Quando me abraças és o meu porto seguro.

No teu abraço nada mais importa.

A segurança é o teu olhar profundo e um beijo… teu.

Segura do meu amor… volto para casa.

Procuro-te e não te encontro.

Segura do teu regresso… aguardo.

Estou segura de que vale a pena esperar-te.

Estou segura… sinto-me segura.

Segura de que nunca deixarei de ser sonhadora,

View original post mais 18 palavras

Eu…

Maria Fortunata Moreira Crispim Fialho

Natural de Aldeias de Montoito – Évora

Atualmente a viver em Évora

Professora em exercício

Licenciada em Matemática via Ensino pela Universidade de Évora

Participações:

  •  Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea Entre o Sono e o Sonho volumes VII e X; Chiado Editora.
  • Liberdade; Chiado Editora.
  • Natal em Palavras I e II – Chiado Editora.
  • Coletânea de Cartas de Amor “Três Quartos de Um Amor” _ Chiado Editora
  • Perdidamente Vol. II e III – Antologia Poetas Lusófonos Contemporâneos; Pastelaria Studios Editora.
  • Poesia a Cores; Pastelaria Studios Editora.
  •  Dança de Palavras; Pastelaria Studios Editora.
  •  Poesia com reticências; Pastelaria Studios Editora.
  • Cascata de Palavras; Pastelaria Studios Editora.
  • Poesia Escondida; Pastelaria Studios Editora.
  • Um Arco-íris Poético; Pastelaria Studios Editora.
  • Poemário 2018 e 2019 Pastelaria Studios Editora.
  • Notebook: Flores, verde e borboletas; Pastelaria Studios Editora.
  • Conexões Atlânticas, Brasil-Portugal – Antologia Volumes II e III; Editora In-Finita.
  • Luz de Natal – Edições Sui Generis.
  • Palavras (s)em Mágoa – Orquídea Edições.
  • Ei-los que partem volume II- Papel D’Arroz Editora.
  • Apenas saudade vol.II – Papel D’Arroz Editora.
  • Até que a vida nos separe; 12º Concurso Literário; Papel D’Arroz Editora.
  • Entre Palavras – Edições O’Declamador
  • Coletânea de Poesia – Cartas Contos – Crónicas e Histórias; Poem’Art; Edições  O’Declamador
  • Coletânea de Poesia – Cartas, Crónicas, Contos, Histórias e Poesia; Entre Palavras Edições “O Declamador”
  • Antologia de Natal; Natal 2018; Artelogy
  • Antologia Poesia Fã Clube vol I; Primavera 2019 _ Poesia Fã Clube
  • Espontâneos de Natal 2019_Edição de autor

Obra publicada:

  • Sentidos ao vento (Momentos) _ livraria Bubok e Amazon
  • Simplesmente… Histórias _ Chiado Editora
  • Quero um Poema… _ Poesia Fã Clube
  • Poesia Colorida _ Poesia Fã Clube

Feliz dia dos namorados.

Amor é…

Amor é irracionalmente delicioso, um castigo divino de se cumprir.

Um andar sobre as nuvens de pés bem assentes no chão.

Amor é um estado de graças onde o cérebro foi proibido de intervir.

Um depender de alguém… sem sentimento de posse…

Um tempo que não passa, mas… que foge veloz como o vento.

Amor é uma cascata de emoções

Onde ninguém manda nem pode fugir.

Um rio que corre sem se deter em busca do mar paixão,

Onde se entrega deixando de existir.

Amor é fogo ardente que poupa a pele, queima intensamente sem destruir.

É sentimento inconsciente… sorrateiro… enganador… sedutor…

Pedaço de mau caminho, pecado que a todos afeta e…

Ao qual ninguém consegue resistir.

Quero amar… amar loucamente,

Só sentir na pele o prazer divino,

Esquecer a razão e ser só coração.

Quero ser alma, carinho, paixão, sentir…

Quero o amor como constante da vida, alimento diário…

Sede insaciável… licor que inebria… loucura…ilusão.

Amor é… a finalidade dos meus dias,

Objetivo de vida que me faz lutar,

Que me faz erguer da cama e caminhar,

Que me aconchega nos lençóis e me faz sonhar.

Amor é… aquele que me abraça e me consola,

Que me beija e enxuga as lágrimas,

Que me diz tudo vai correr bem,

Amanhã será um novo dia.

Quero um amor verdadeiro, tranquilo, ternurento…

Arrebatador e intenso.

Quero um amor intenso como a ventania de inverno,

Como o mar que se agiganta em ondas gigantes.

Quero um amor suave como a neve,

Acariciante como a brisa de verão.

Amor é… tudo aquilo que eu quero.

Fortunata Fialho

Imagem retirada da internet

Beijo. "Quero um poema…"

Beijo

Quero a tua boca feita beijo, quero o teu amor feito lábios.

Na minha pele quero sentir o teu respirar,

Sentir o doce toque da tua boca.

Quero ouvir-te sussurrar num beijo:

Amo-te… sempre te hei-de amar.

No teu beijo preciso de me esconder,

Fugir de tudo o que é mau e feio.

Meu coração chora… as lágrimas caem.

 Pelos teus lábios passam tristes e quentes,

 Secam no teu hálito suave e doce.

No teu beijo me perco e logo me acho,

Ou será me acho e logo me perco?

Nos teus beijos arde o meu desejo.

Promessa de entrega total e sem restrições.

Neles me vou e me venho em ondas de prazer imenso.

Preciso dos teus beijos para viver.

Beijos… alimento que me mantem viva.

Quero perder-me nos teus lábios,

Num beijo morrer e ressuscitar.

Beijo fonte de amor, doce ternura,

Envolto em protetores abraços.

No teu beijo me encontrei,

Beijo… doce ternura…sentir pleno.

Um beijo teu vou querer sempre.

Beijo… desejo… amor imenso…

Fortunata Fialho

Velha caneta.

Velha caneta.

Numa gaveta escondida uma velha caneta está encarcerada.

Os anos passaram e o carcereiro morreu.

Na sua infância a sua tinta escreveu lindas frases de amor.

Desenhou tantas cartas plenas de promessas,

Confessou tantos desejos escondidos,

Transportou milhares de beijos desejados,

Impressos em cada folha de papel.

Ninguém sabe o que aconteceu… as cartas pararam.

Num momento de dor encarceraram a pobre caneta.

O tempo passou e a pobre esperou.

O carcereiro deixou herdeiros.

Alguém a gaveta abriu e no fundo a caneta encontrou.

Linda, de linhas clássicas, cheia de charme…

Para um bolso alguém a mudou.

No escuro da noite voltou a escrever.

Escreveu o mais lindo poema de amor.

Do seu aparo saíram palavras de saudade…

Palavras de saudade e de dor.

Recordações de um tempo de felicidade,

De um tempo de vida e amor.

No papel surgiu:

Meu querido pai, para sempre viverás em mim.

Guardo os tempos em me pegavas ao colo

Me acariciavas e abraçavas…

Me prometias o mundo e me davas as estrelas.

No teu colo a dor passava e a felicidade morava.

Meu pai, meu herói, meu mágico… meu mundo.

Meu confidente… meu ídolo.

No meu coração tu ainda vives,

Contigo eu desabafo e, não sei como,

Sempre me respondes e aconselhas.

Meu pai… mesmo morto em mim sempre viverás.

E a caneta nunca mais descansou…

Fortunata Fialho

É triste. "Poesia Colorida"

É triste

A vida pode ser um poema triste,

Um poema desilusão, um poema dor…

Um livro escrito, para alguém, em pura poesia,

Uma poesia feliz… poesia feita amor.

Páginas e mais páginas incentivo,

Paginas aceitação… páginas compreensão.

Escrito com alguma dor feita sorriso,

Tristeza escondida para alegria e amor.

Livro mal lido, livro incompreendido.

Livro retribuído com palavras em fundo escuro,

Livro reflexo de dor.

Livro poesia dura, poesia intolerância…

Livro amarras, livro incompreensão.

De páginas ásperas, agressivas… intolerantes.

Livro censura, livro desamor…

E o livro amor luta e anseia.

Anseia no outro ler amor.

E nas noites tristes deseja que ele deixe…

Deixe que os dois sejam poesia feliz… poesia amor.

Fortunata Fialho

Sabes?

Sabes?

                Neste fim do mundo onde me encontro depois de tantos anos a tentar esquecer o passado tenho coragem de, com todo o amor, te dizer que afinal quem errou foste tu.

            Debaixo destas rugas que invadiram o meu rosto sem que o pudesse evitar, envelhecendo-me precocemente, remoendo num abandono que não cometi estou tentando fazer as pazes com o passado.

 Amei muito, amei até quando o coração se tinha partido e o cérebro deixou de poder tomar decisões conscientes. Amei tanto até o amor se ter tornado medo… desespero. Ansiava pela tua presença e temia a tua chegada. Confundi violência com carinho e proteção, um carinho que me deixava marcas negras, uma proteção que me algemava e amordaçava… uma gaiola dourada era o nosso lar.

            Um dia, depois de mais uma cena lamentável de injúrias e violência gratuita só porque sim, e em que uma visita ao hospital mais próximo se impôs, perdi o nosso filho.

De volta a casa, fraca e cansada, acusaste-me de ser uma assassina.

Apanhei… fui eu que matei!

            Como desejei ter partido com ele!

            No dia seguinte saí… queria desaparecer… morrer. Desapareci por esses caminhos mas alguém me encontrou e não deixou que regressa-se. Chorei, gritei, e até tentei fugir. Ainda bem que não consegui. Mudei o meu nome e fui viver longe. Um dia alguém me disse que me procuravas, que dizias que eu iria pagar caro a fuga, talvez com a própria vida. Chorei e vacilei, e se tu me encontrasses?

             Durante vários dias não consegui sair de casa… estava aterrorizada.

            Os dias passaram e a eles seguiram-se anos, consegui uma vida nova.

Tinha fechado as portas a uma nova relação mas, o amor lutou para me conquistar. Vivi com carinho e compreensão, fui presenteada com filhos, com dias calmos, carinho imenso e respeito absoluto. No meu corpo os negros desapareceram e no seu lugar restaram algumas cicatrizes quase invisíveis, só nas noites de pesadelos elas se evidenciavam. Sim tive muitos pesadelos.

            Agora, olho para os netos que brincam com um avô, que daria a vida por eles, como um grupo de crianças das mesmas idades e escrevo na tentativa de apagar para sempre um passado que está longe mas ainda me assombra. Não sei se te enviarei esta carta, talvez ainda sinta medo desse amor que dizias ter por mim. Amor? Não, não era amor, era posse e maldade. Se não tiver coragem espero que quem a encontre te a faça chegar.

            Despeço-me dizendo que te amei muito, muito mesmo, teria dado a vida por ti. Tu mentiste quando prometes-te proteger-me e em troca retiraste-me tudo… o nosso filho… e até a minha vida tu tentaste tirar.

            Amor em troca de ódio, como pudeste?

            Não te posso perdoar… não te quero perdoar… nunca te perdoarei.

Desta que muito te amou e aprendeu a temer

Uma Maria como tantas outras Marias.

Fortunata Fialho

Quero ser…😍😉

Quero ser…

Quero ser fogo e incendiar ao mínimo toque teu.

Quero ser chama que ilumina a noite escura e se reflete no teu olhar.

Quero ser o reflexo de dois amantes abraçados.

Quero ser o brilho de um sorriso teu,

O desejo refletido no teu olhar,

A sucessão dos teus dias, lentos… tranquilos….

Caminhando em busca do infinito inalcançável.

Quero ser amor que cresce de forma exponencial,

Amor crescente e profundo… delicado…

Amor ardente.

Quero ser o mundo e acolher toda a gente.

Mar temperamental e apaixonado,

Riacho tranquilo e lutador, que se agiganta…

Cresce e corre em busca do mar que ama.

Quero ser uma simples gota de água que sobe aos céus

E cai alegremente sobre um campo verdejante.

Quer ser flor singela e bela crescendo

Num campo verde brilhante… húmido…

Enfeitado por um colar de diamantes de orvalho.

Quero ser gargalhada na boca de uma criança.

Pura, cristalina, inocente e plena de esperança.

Quero ser ingénua, sonhadora, pura e transparente.

Sonhar o impossível, lutar pelo futuro…

Agarrar a vida… afastar a morte.

Quero viver eternamente…

Nem que seja na lembrança das gentes.

Quero ser uma estrela brilhante…

Mesmo que perca o brilho em cada amanhecer.

Quero ser palavra que se transmite

No imaginário de algum livro em cada estante.

Fortunata Fialho

🌊 Mar, tranquilo mar. ðŸŒŠ

Mar, tranquilo mar.

Nostálgico caminha sem rumo.

Pensativo deixa-se levar.

O barulho da cidade está cada vez mais longe.

Caminha envolto em tristes pensamentos.

Finalmente a quietude… o silêncio.

Uma gaivota soa ao longe.

Uma leve e fresca maresia acaricia o seu rosto.

Uma lágrima, salgada, sulca-lhe a face.

Seus olhos tristes, azuis como o mar, perderam o brilho.

Subitamente, seus pés pisam o areal.

Grãos finos abafam os seus passos.

Cansado repousa no Areal.

Ao longe o mar compadece-se,

Movimenta-se em suaves ondas…

Num concerto mágico acalma-lhe as mágoas.

Suavemente movimenta as conchas

Depositando-as a seus pés.

Uma criança acerca-se e, pegando num búzio, diz:

-Escuta o som do mar, é lindo e doce.

O seu sorriso, brilhante, irradia felicidade.

Ingénua, pura, ternurenta… que linda criança!

O mar salpica-lhe o corpo e uma mãozinha acaricia a sua.

No seu rosto, triste, desenha-se um sorriso…

O azul dos seus olhos adquire o brilho do mar…

A tristeza desfaz-se como a espuma das ondas…

A tranquilidade acaricia- lhe o coração…

Feliz… brinca na praia, apanha conchas,

Escuta os búzios, chapinha na água …

E… envolto em maresia… regressa feliz.

Fortunata Fialho