Devem estar loucos!

Hoje li uma reportagem sobre livros juvenis que foram proibidos num determinado país. Uns porque tinham a palavra Preto para definir um ser humano de cor, outros por terem linguagem considerada imprópria e retrataram comportamentos demasiado rebeldes e tantas outras razões de que gostava que a razão as não lembrasse.

Acontece que muitos deles são grandes clássicos, intemporais, que tornaram a nossa infância e adolescência bem mais colorida e sonhadora.

Dizem, estas mentes brilhantes, que são perigosos para os nossos jovens e que os incitam à violência, ao racismo…

Pobres dos nossos jovens, são tão influenciáveis que um inofensivo livro os pode corromper!

As pessoas, de diversas gerações leram estas lindas obras e não se tornaram más pessoas por isso. Pelo contrário com a sua leitura cresceram, reflectiram e, sobretudo, evoluíram.

Não seria bem melhor que os adultos as revestem, ou lesem caso ainda o não tenham feito, e falassem sobre elas com os seus filhos. Que tal refletir em conjunto sobre a mensagem que eles encerram, o que é positivo e o menos positivo, ou será que são eles que com os seus preconceitos, deturpam o que os autores procuraram transmitir. Não seria mais produtivo falarem sobre o contexto e época destas histórias e a forma como vivia e pensava toda uma sociedade?

Proibir qualquer coisa é torná-la bem mais apetecida, levando à procura daquilo que de facto não contêm. Não provem ninguém do universo imaginário de qualquer que seja a época, não deturpam os clássicos da literatura, não considerem os nossos jovens seres sem capacidade de escolher entre o que é mau ou o que é bom. Por vezes são os preconceitos dos adultos que os levam a ver preconceito no que lêem.

Nunca escondam os livros nem os exilem, os livros são para serem lidos e relidos, são fonte de conhecimento, reflexão, sonhos e sobretudo, de cultura. Nunca se esqueçam, a falta de informação promove a manipulação. Pessoas pouco ou mal informadas, são facilmente manipuladas. Os grandes ditadores, seja de um país ou até da nossa própria família, têm uma grande tendência a proibir os livros e a destruir bibliotecas. Uma casa sem livros é mais pobre, um país sem bibliotecas é um país deficiente em cultura.

 

Fortunata Fialho

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👪 Segurança 👮

Estou segura. Estou segura de que a vida é insegura.

Na segurança dos dias vivo a incerteza dos acontecimentos.

Nos incertos acontecimentos a vida continua.

Segura nos meus sonhos… segura no meu mundo.

No silêncio da noite sonho… com as estrelas.

Na luz do Sol sonho… com o brilho dos teus olhos.

Insegura sobre o futuro… sigo em segurança,

No fim do caminho estás tu… seguramente?

Os dias passam, inseguros, inolvidáveis… irrecuperáveis.

As recordações acumulam-se na segurança da minha alma,

No fundo do meu coração mora a insegurança.

Quando me abraças és o meu porto seguro.

No teu abraço nada mais importa.

A segurança é o teu olhar profundo e um beijo… teu.

Segura do meu amor… volto para casa.

Procuro-te e não te encontro.

Segura do teu regresso… aguardo.

Estou segura de que vale a pena esperar-te.

Estou segura… sinto-me segura.

Segura de que nunca deixarei de ser sonhadora,

Segura de que quero ser eternamente criança,

Amar eterna e intensamente.

Eternamente segura da minha insegurança.

 

Fortunata Fialho

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🎠🎭 Quero um poema… 🎭🎠

Quero um poema que não chore, um poema que ria.

Quero um poema que cure, um poema feliz.

Um poema doçura, um poema inocência.

Quero acordar e rir como nunca ri,

Olhar um mundo sem sombra de dor.

Quero o poema inocente dos olhos de uma criança,

Luminoso como o sol que incendeia o ar,

Pálido e romântico como o luar.

Quero o mais belo poema jamais inventado,

Quero um poema orgasmo de amor,

Brincadeira de criança que sabe voar.

Quero… viver esse poema… sonhar com ele…

Nas suas mãos ser os versos, as estrofes…

E em êxtase… calmamente… rimar.

Quero um poema amor, um poema flor.

Viver nos olhos de um leitor, no sonho de um escritor.

Quero ser palavra… quero ser verso…

Quero ser o livro de poemas idolatrado,

Durante séculos nos lábios dos enamorados.

Quero um poema eterno de paz e felicidade imensa.

Quero um poema doce… terno… quente.

Ao mesmo tempo puro… inocente.

Um poema futuro, um poema esperança.

Um poema que igual todas as gentes.

Um poema sem cor, um poema amor.

 

Fortunata Fialho

 

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🌹🌷No silêncio da noite. 🌷🌹

Acordo e o silêncio da noite mostra toda a sua intensidade.

Silenciosamente saio da cama e espreito pela janela do meu quarto.

As estrelas brilham e iluminam, graciosamente, o firmamento.

Uma chuva de estrelas cadentes presenteia-me com todo o seu esplendor.

Por momentos penso pedir um desejo por cada uma.

Missão impossível. São tantas e passam tão rápido que não as consigo contar.

Um sorriso ilumina o meu rosto e os meus olhos brilham intensamente.

Não tenho sono mas não faz mal, se adormecesse perderia toda esta beleza.

Ao longe o silêncio da noite, com especial fervor, faz-se escutar

Na sinfonia dos grilos violinistas, das cigarras flautistas,

Das rãs a marcarem o compasso e do vento num coro fantástico.

Tanta beleza no silêncio da noite transmite felicidade.

As horas passam e o cansaço não chega.

Não tenho sono e não estou cansada, estou maravilhada.

No silêncio da noite tudo é harmonia, tudo é felicidade.

O sol surge, timidamente, ao longe e o céu parece incendiar-se.

O dia espreita e ao som da noite junta-se a sinfonia do dia.

As estrelas escondem-se, o negro fundo da noite torna-se azul.

Os meus olhos fecham-se, por fim o sono chegou.

Deito-me, adormeço e sonho. Sonho com o silêncio da noite.

 

Fortunata Fialho

 

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💝Perdida.💝

 

Pelos campos verdejantes da vida me perdi.

Envolta em doce aroma caminhei sem rumo.

Vestida de pétalas e seda pude sentir.

Na sombra de frondosas árvores repousei.

Ao doce e suave ondular do vento adormeci.

Perdida do mundo me entreguei.

Um toque de seda perfumado de jasmim,

Percorreu a minha pele… envolvente… doce…

Gotas de orvalho beijam meus lábios.

A fresca brisa matinal acaricia o meu cabelo.

Suaves pétalas beijam os meus olhos.

O ruído envolvente sussurra ao meu ouvido.

Promete prazeres sem fim… o êxtase em mim.

Lentamente perco-me em ti.

Perdida num mundo de sensações…

Perdida de prazer… fecho os olhos.

O corpo agita-se ao sabor do vento e…

Lentamente a brisa passou a tempestade e…

Explodiu em mil fogos incandescentes.

Corpo cansado… pleno… indolente.

Envolta em ternura, sentindo-te em mim.

Finalmente… perdida de cansaço adormeci…

 

Fortunata Fialho

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🌔🌓 Noite de Chuva.🌛🌕

Noite de chuva

É noite.

Lá fora está assustador.

A escuridão é profunda,

A chuva cai com violência.

Parece que nos quer castigar.

Que estaremos a fazer-lhe, para tal castigo?

Não sei.

Só chove lá fora.

De repente vêm-me à lembrança os tempos da

Minha infância.

Relembro como era bom estar deitada

Ouvindo a chuva cair na telha-vã.

Era a mais linda música de embalar,

Parecida com uma orquestra celestial,

Criada só para nos adormecer.

Adormecia-mos e sonhávamos.

Sonhávamos com mundos encantados.

Príncipes e princesas dos contos de fadas.

Nos nossos rostos de criança,

Bailavam sorrisos de felicidade e de paz.

A chuva é a mesma, a idade é que mudou.

Começo a apreciar o seu som,

Descubro melodia e não temo,

Finalmente durmo e sonho…

 

Fortunata Fialho

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👦 O menino e a Borboleta.🐞

O menino e a Borboleta.

Verdes campos, ondulando ao vento, salpicados de mil flores.

Uma criança brinca voando ao sabor do vento.

Encantado colhe uma flor. Que bem que ela cheira!

Perdido no aroma, embala um sonho.

Príncipe dos campos, empunha um ramo,

Espada dos sonhos feita de madeira… como brilha!

Uma borboleta, liberta do casulo, pousa no ramo.

Abre as asas… que colorido tamanho.

Realidade ou sonho? Pensa o menino.

Fada de mil cores dona dos campos em flor.

A borboleta voa… o menino ri…

Fada da felicidade é a sua borboleta.

Flores são o seu alimento, com néctar pleno de odores.

Verdes campos, milhares de borboletas…

Meninos bramindo sonhos, docemente encantados,

Correm, enfeitiçados… perseguindo borboletas,

Desenhos coloridos aos olhos inocentes,

Sonhos nascidos no caule de uma flor voam pelos campos.

Cansada, a mais bela das borboletas pousa…

O menino senta-se… de olhos brilhantes, observa.

Não ousa tocar-lhe, não a quer acordar…

Quieto, sonolento, adormece…

A borboleta é ele e voa sem parar.

Dança ao vento ao som do assobio da erva verde,

Que ondula e canta baixinho, num murmúrio doce.

Tantos meninos borboleta, tantas danças efémeras…

Tantos sonhos findados ao abrir dos olhos…

E o menino acorda, a borboleta fugiu…

O menino corre ao sabor do vento.

A borboleta refugia-se no meio de mil flores…

Todos no regaço dos verdes campos em flor.

 

 

Fortunata Fialho

 

 

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🌂Vento e chuva. ☔

Vento e chuva.

 

La fora a chuva cai e o vento uiva.

Num uivo arrepiante o vento tenta entrar,

De braço dado com a chuva tentam invadir o meu mundo.

No quentinho do meu sofá recuso-lhes guarida.

Ao som dos seus rugidos linhas jorram,

Ao ritmo das gotas as letras caiem na folha branca.

Rios de palavras formam-se e um vórtice de frases surge.

Abriram a porta… o vento elevou as frases.

A porta fechou… surgiram poemas.

As frases caíram e, como um sonho, completaram-se.

Jorraram rimas, quadras, versos soltos….

Na folha branca, doce e calmo lago, as palavras repousam.

Escreveram o mais lindo poema de amor,

A mais bela e melodiosa canção de sempre,

Retrataram o inocente sorriso de uma criança,

O brilho do sol e o cintilar das estrelas.

Lá fora a chuva bate nas janelas impulsionada pelo vento.

Cá dentro… confortavelmente, sonho… viajo… escrevo…

E na folha branca formam-se, lentas e ternas,

Tempestades de palavras impulsionadas pelo sonho.

Lá fora o vento abraça a chuva e, do seu seio, a vida acontece.

Aqui dentro, o calor envolve os corpos e… o amor prevalece…

Lá fora o vento uiva e a chuva cai.

 

 

Fortunata Fialho

Fortunata Fialho

💖 Palavras e lágrimas. 💖

Palavras e lágrimas

 

Quando o coração sangra as palavras choram…

Envoltas em lágrimas deslizam, pelo rosto, em cascata.

Sentimentos escrevem frases em revoltosos riachos.

Mudas e sentidas as palavras jorram,

Dores, envoltas em espuma, vaporizam-se.

Um caudal violento transporta mensagens de um amor ferido,

Um amor que está perdido e se afoga,

Um amor, apesar de tudo, ainda vivo.

Frases de socorro emergem das águas e… gritam.

Gritam por ajuda… gritam de desespero… gritam de angústia.

Um amor que tenta sobreviver… ameaçado de morte…

Apela, desesperado, por uma palavra amiga.

Colhe, no caudal de letras, um poema e sopra-o ao vento.

Mensagem enviada nas asas da esperança…

A uma alma confusa, envolta em sombras, com um raio de luz.

Talvez a encontre e ilumine… talvez a faça acordar…

Talvez o amor volte e o riacho acalme…

Talvez esta cascata mergulhe num lago de alegria e doçura,

E todas as palavras se juntem num doce poema de amor,

E da cascata deixem de cair lágrimas de dor e…

Se transforme numa explosão de frases de amor.

Talvez sequem as lágrimas e…

nos rostos… brilhem diamantes.

 

Fortunata Fialho

Fortunata Fialho

😚😍”Simplesmente… Histórias”😍😚

É noite, no céu brilham as estrelas, ao longe pia uma coruja e está um frio que parece cortar a pele.

É noite e, na quietude do meu lar, escrevo.

Pela noite desfilam sombras, escondem-se criaturas e, na penumbra deambulam aqueles que se ocultam da luz do sol.

Sons abafados rompem o silêncio. Os caçadores começam a sua rotina. Pela calada da noite avançam, sorrateiramente, cercando as presas investindo não lhes deixando saída.

É noite, faz frio e eu sonho. Sonho com um mundo oculto de todos, com um mundo mágico e surpreendente.

Nos meus sonhos existem deuses e demónios, santos e pecadores, sombras e luzes.

No meu mundo de sonho tudo é possível, o real e o imaginário fundem-se.

Neste meu mundo impera a justiça e a aceitação, todas as criaturas são iguais e, sobretudo, civilizadas.

No meu mundo todos coabitam sem rancores, sem lutas, sem fanatismos, sem ódio.

Anjos e demónios convivem no respeito e tolerância. Sim porque em todo o anjo habita um demónio e em todo o demónio existe um anjo.

Todos são seres, todos têm sentimentos, todos têm o seu lugar e todos colaboram. (…)

 

Fortunata Fialho

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