🎀”Simplesmente… Histórias”🎀

escreversonhar

(…) Façam com as palavras, aquilo que quiserem, desfaçam-nas:

Separem-nas letra a letra e joguem, brinquem, façam-nas dançar.

Criem novas palavras, palavras de amor e alegria, palavras sãs.

Jamais escrevam a dor e o sofrimento, o ódio e a intolerância.

Escrevam palavras lindas, brilhantes como o sol.

Que brotem como as mais lindas flores num prado de melodia.

Que soem, cristalinas, como o riso feliz das crianças.(…)

Fortunata Fialho

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Vésperas de Natal, enquanto esperam pelas prendinhas💐💐Brinquem com as palavras 💐💐

escreversonhar

Façam com as palavras aquilo que quiserem, desfaçam-nas:

Separem-nas letra a letra e joguem, brinquem, façam-nas dançar.

Criem novas palavras, palavras de amor e alegria, palavras sãs.

Jamais escrevam a dor e o sofrimento, o ódio e a intolerância.

Escrevam palavras lindas, brilhantes como o sol.

Que brotem como as mais lindas flores num prado de melodia.

Que soem, cristalinas, como o riso feliz das crianças.

Façam com as palavras o que quiserem, esgrimem-nas como adagas.

Deem golpes de frases, decepem a ignorância, disparem conhecimento.

Com um arsenal de letras disparem palavras em rajadas de linhas,

Deixem correr rios de ideias, mares de entendimento.

Derrotem mundos de ignorância, criem países de sábios,

Façam surgir impérios de puros e bons sentimentos.

Não deixem morrer as palavras, curem-nas e estimem-nas.

A sua beleza é imensa e o seu poder incalculável.

Lancem-nas no leito das páginas e misturem-nas.

Elas vão revelar poderes imensos…

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Sonhando.

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Na suave brisa deste vento que me acaricia, perco-me nos meus pensamentos. Sonhadora sem remédio, que sou, sonho. Sonho que estou num lugar maravilhoso onde só existe felicidade.

Olho as nuvens e vejo lindas figuras desfilando sob o meu olhar. Nuvens que se cruzam, se abraçam e se fundem numa doce explosão de algodão doce. Lindas criaturas efémeras que deslizam como bailarinas no mais encantador cenário.

Os raios solares pintam de cores intensas o azul intenso do céu. Estendem-se até mim aquecendo o meu corpo numa caricia que me percorre como uma promessa de paixão. No calor do seu abraço deixo-me levar e, imóvel, sinto a sensação cálida que me aconchega e me delicia.

Com o olhar percorro os campos e bebo das gotas de orvalho que, milagrosamente, sobreviveram ao calor. Doce frescura com sabor a verde que me mata a sede e me delicia a alma. Num bailado inebriante…

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Charoco.

Durante a minha primeira infância surgiram na minha casa dois animais. Um lindo gato e um cão.

Devem estar a perguntar-se, porquê um lindo gato e um simples cão. O facto é que do cão não tenho qualquer recordação, deveria ser um belo animal mas, não me recordo da sua aparência nem o que lhe aconteceu.

Do gato não sei o nome que lhe puseram, só sei que passou a ser “Charoco” pois era o que eu lhe chamava. Filho de gata mansa, comum europeu como se diz hoje, e de um gato bravo que vivia nos campos circundantes, grande como só ele, cabeça achatada, listado de preto e cinzento era o meu grande amigo. Eu diria mais o meu grande protetor.

Como todos os gatos de aldeia, vivia connosco mas tinha total liberdade de entrada e saída de casa. Dormir, dormia na rua que era o local indicado. E andava por onde lhe apetecesse, tinha liberdade total.

Todas as manhãs, às sete horas, miava à janela do quarto dos meus pais e não se calava enquanto não a abrissem.

Entrava, colocava-se junto à minha cama e miava, só parava quando eu tirava a mãozinha para fora da cama. Passava o seu pelo pela minha mão. Deitava-se ao lado da cama e esperava que eu me levantasse.

Para onde eu ia ele acompanhava-me como faria um cachorro. Ninguém me podia tocar sem que os meus pais deixassem.

Tenho uma fotografia em que estou sentada no chão comendo uma tijela de romã e o meu Charoco deitado a meu lado, só se veem os quartos traseiros e a sua cauda, mas lá está o meu grande amigo.

Não tinha medo de nada, nem sequer dos cães mais ferozes. Contava a minha mãe que um dia se lançou a um cão, perito em matar gatos, e que o fez fugir com o rabo entre as pernas. Convém acrescentar que foi o cão que o atacou e não o contrário, ele só se defendeu. Não pensem que ele era um arruaceiro.

Eu cresci e ele continuava a ser o meu grande amigo.

Um dia vim viver para a cidade e o gato ficou com a minha avó e a minha tia. Os meus pais não quiseram prejudicar o animal trazendo-o para um sítio diferente e privá-lo da sua liberdade.

Sempre que voltava à aldeia lá estava ele à minha espera. Era uma alegria reencontrá-lo, acariciá-lo e brincar com ele. 

Eu cresci e ele foi envelhecendo.

A minha avó tinha alguns pombos. De repente começaram a aparecer alguns mortos e alguém começou a afirmar que era o meu gato.

Como já estava velho, com poucos dentes e mais frágil, pensaram que a dificuldade em caçar livremente o empurrou para a caça fácil de pombos presos, não que lhe faltasse alimento mas toda a gente sabe que os gatos são caçadores por natureza.

Não sei o que passou por aquelas cabeças, decidiram abater o animal.

O meu desgosto foi muito grande, tinham matado o meu gato e eu não queria acreditar.

Os pombos continuaram a aparecer mortos. Finalmente descobriu-se o verdadeiro culpado. Um seu filho, extremamente parecido com ele, era o vil caçador.

Mataram um inocente e eu perdi um grande amigo.

Ainda hoje o lembro com carinho e saudade.

Era o meu Charoco.

Fortunata Fialho

😊💌”Simplesmente… Histórias”💋😊

escreversonhar

Disseram-lhes que nunca ninguém consegue desaparecer sem deixar rasto e eles riram-se. Para eles o impossível era impossível e os limites inexistentes. O seu mundo era muito seu, o mundo dos outros não lhes dizia nada. A opinião dos outros valia pelo que valia. Eram um caso raro, um caso à parte.

Tinham-se conhecido há algum tempo e o mundo mudou, passou a ser eles. Todos os dias eram dias de amar, todas as horas eram horas de amor. Quando se amavam a realidade, envergonhada, desaparecia.

Todas as vezes que se amavam iam mais além, os seus corpos eram um só, os toques eram pura energia, pura ternura, a sua pele fundia-se e os sentidos eram deuses. As palavras eram ditas, não pela boca mas sim pela pele. As promessas de amor eterno eram murmuradas no som de um toque, no murmúrio de um abraço. Os seus êxtases eram sublimes…

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Rir…

Rirmos juntas foi tão bom… rir de felicidade… rir de verdade.

Sim ri, e em casa todos ouviram e riram também. Rimos… que bom!

Quero rir sempre assim, hoje… amanhã… sempre… rir, sim só rir…

Quero secar meus olhos, fechar esta cascata, triste e sombria.

Tenho que sorrir, deixar o sol entrar, secar estas lágrimas de sangue.

Quero ser feliz, quero acalmar minha dor, quero… ser feliz.

Meu Deus como quero, como tento… já consigo rir por entre as lágrimas.

Como seria bem mais fácil se pudesse ser novamente criança.

Fortunata Fialho

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Quero ser nascente…

Quero ser uma nascente, surgir do nada e, de forma envergonhada, deslizar por entre as pedras. Docemente e de forma quase impercetível avançar, descobrir novos lugares e fazer novas descobertas. Encontrar novas amigas pelo caminho e, juntas, avançarmos.

 Juntas alargarmos e, sem que nos apercebamos, formarmos um regato.

Agora estamos a dar de beber a tantas plantas e animais. Com a nossa ajuda nascem, crescem ondulando ao vento ou correndo por esses campos.

O vento acaricia-nos e, o sol aquece-nos com os seus raios solares. O nosso suor evapora-se e sobe criando lindas nuvens brancas, parecem algodão doce. Garanto, aquelas escuras não foram nossas, devem ser obra de algum outro regato extremamente mal disposto.

O nosso riso ecoa por entre os campos e soa como uma sinfonia de acordes celestiais. Rir é tão bom! Aqui e além surgem pessoas que nos beijam matando, assim, a sua sede. O nosso corpo é composto da mais pura, límpida e fresca água.

Agora somos um pequeno rio e no nosso corpo surgem lindos peixes que dançam ao som do nosso riso. Como qualquer adolescente ansiamos por outros rios que nos completem e, aumentando a velocidade, continuamos à sua procura.

Por fim encontramos e num abraço transformamo-nos num delicado rio de águas cristalinas. Que bom é estar apaixonado e ser correspondido!

Enquanto avançamos juntamos novos amores, novas conquistas e o nosso corpo aumenta. Agora somos um belo rio que anseia por chegar ao mar. Largo e lindo, nada nos pode parar. Sonhamos que somos o centro das atenções.

No nosso seio moram tantos seres vivos, o nosso regaço pulula de vida.

Já matámos tanta sede, irrigámos tantos campos, protege-mos tantas fontes de vida, demos tanto de nós a este céu.

Agora percebemos que não existem regatos zangados, Existem sim, alguns mais calmos e acolhedores e outros mais traquinas e apreçados.

Fomos agredidos e poluídos ao longo do caminho. Quem terão sido os responsáveis? Deviam ser punidos e reeducados. Felizmente também houve quem corresse a ajudar-nos e a limpar toda aquela porcaria e a purificar os nossos corpos.

Avistamos o mar e os nossos braços alargam-se preparando-se para um grande e demorado abraço. No nosso abraço os nossos corpos unem-se e, engraçado, agora não sabemos se o nosso corpo é doce ou salgado.

Somos acolhidos com tanto carinho que nos perdemos na infinidade deste mar tão sonhado.

O nosso corpo torna-se salgado, majestoso e, capaz de carregar com o mundo. Somos um Golias grande e poderoso, usando as nossas ondas para expressar os nossos sentimentos. A nossa majestade revela-se nas nossas mudanças de humor. Somos fonte de vida mas também de morte. Somos criação e destruição. Somos tudo aquilo que desejámos mas também aquilo que temíamos. 

                Não sei se estou feliz ou assustada, afinal eu só queria ser uma nascente… quanto muito um regato.

Fortunata Fialho

Dualidade

Hoje estou triste, amanhã prometo acordar feliz.

Hoje o meu coração chora, o sentimento de perda é avassalador. Amanhã vou acordar e dizer, para mim mesma, aproveita e sê feliz.

Hoje o céu está cinzento, a chuva cai e o vento assobia.

Amanhã quero sol e luz.

Hoje sou a mais insignificante das criaturas.

Amanhã serei a mais realizada das mulheres.

Hoje olho o infinito, amanhã o infinito, serei eu.

Hoje observo a penumbra, amanhã contemplarei o sol e as estrelas.

Hoje sou a sombra, amanhã serei luz.

Hoje tudo em meu redor é feio e desolador.

Amanhã só irradiará beleza e cor.

Hoje o mundo está em guerra, amanhã tudo será paz e harmonia.

Hoje estou assustada, amanhã serei a personalização da coragem.

Hoje sou insignificante, amanhã serei musa de inspirações.

Hoje durmo, amanhã, ao acordar, estarei viva e feliz.

Hoje … não faz mal, amanhã … tudo se resolve.

 

 

Fortunata Fialho

 

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✒ Inspiração. ✏

Sentei-me ao computador com uma enorme vontade de escrever. Surpresa! Perdi a inspiração.

E agora? Que faço com esta vontade?

Olho em volta e nada me inspira.

Que monotonia está tudo na mesma.

Olho pela janela e o sol brilha. Há tanto tempo que andava desaparecido. Percorro o espaço exterior com os olhos.

Vejo lindas flores nos meus canteiros, todos os dias aparecem mais algumas.

O meu quintal resplandece de cor e de alegria. Os pássaros chilreiam nas árvores. Não consigo descobrir nenhum ninho, talvez ainda seja cedo.

Vistosas joaninhas passeiam-se sobre as flores comendo o piolho das plantas. Uma borboleta esvoaça em redor da minha janela. Deve de estar a exibir o seu belo colorido, e que colorido! Recuso-me a pensar que anda a depositar os seus ovos nas minhas plantas. As lagartas vão banquetear-se e eu vou ficar muito aborrecida.

No canil as cadelinhas estão estendidas a apanhar todo o sol que podem, nem me ligam. Eu bem me esforço mas elas ignoram-me.

Tantas abelhas no meu quintal! Será que não me vão picar? Talvez deva ter cuidado e deixá-las andar à vontade.

Levanto o olhar e surge um céu tão azul que encandeia. Nenhuma nuvem o mancha.

De vez em quando, passam alguns pássaros voando e chilreando.

Contínuo sem inspiração. Não sei por onde começar. Talvez seja melhor desistir, fechar o computador e esperar por melhor ocasião.

Vou esperar pela minha inspiração. Talvez ela se digne voltar.

Se voltar posso escrever mais uma história daquelas que tanto gosto tenho em contar.

 

Fortunata Fialho